quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Alexandre, o Grande - Final

Uma hora e 15 minutos após deixar "Brasíla", a turminha chega em Alexânia (GO). Casa grande, três quartos, varanda, gramado, piscina e um córrego no fundo do quintal. Já devidamente acomodados, além de Léo, estavam outros três casais de namorados – sendo que um deles estava "grávido" – e algumas garotas expertaxxx. Praticamente um Big Brother, com direito a edredon e tudo mais. Um monte de gente amontoado no mesmo quarto e sala. Cerveja, cachaça, vodka e "coisas legais" saíam a rodo o dia inteiro.

Cai a noite e cada um tenta se acomodar em algum canto. Ezequiel (o gatorade-boy), que bebia havia três dias e noites seguidas foi o primeiro a capotar. Na calada da madrugada, quando todos estavam quase dormindo, ele acordou subitamente com a bexiga do tamanho de uma bola. Naquele quarto escuro e no limite extremo de segurar o xixi, saiu pisando naqueles que dormiam nos colchões no chão. Foi apalpando a parede, tentando encontrar a porta. Quando Alexandre ouviu aquela barulheira, acordou e tentou acender a luz. Mas antes que pudesse fazê-lo ouviu aquele barulho característico de líquido batendo no chão. Era ele, Ezequiel, pagando um mijão ali mesmo na parede do quarto. “Moleque! Tá maluco?! Vai pro banheiro porra! Vai ficar uma mer...”, antes que pudesse terminar a frase, viu Ezequiel, com o pinto na mão e ainda urinando, virar-se, no reflexo, para os amigos que dormiam no chão, causando aquele aguaceiro amarelado sobre os demais. Mas, dizem, ele conseguiu cortar a vazão do líquido úrico e correu para o banheiro.

De pau na mão – e gotejando -, saiu correndo pela casa e foi dar de cara na porta logo em frente ao quarto em que estava. “Achei o banheiro!”, pensou. Não era o banheiro. Era a porta do quarto do casal grávido. “Abra a porta, pelo amor de Deus!!!”, suplicou, esmurrando a porta com uma mão e apertando seu membro com a outra. Amanda, a grávida, levantou-se assustada para atender a porta. Mas ao girar a maçaneta, Ezequiel não suportou a pressão e, na porta mesmo, ainda fechada, deu a maior mijada da sua vida, daquelas que você inclina a cabeça para trás e solta um aliviado “aaaahhhhhhhhhh.... ooohhhh gooooood!”. Quando terminou, Amanda abriu a porta para ver o que estava acontecendo e não segurou a onda. Como é comum às grávidas, sentiu enjôo - nojo, eu diria - daquela amarelada na porta e chão de seu quarto. Vomitou instantaneamente todo o seu jantar sobre aquele líquido amarelo.

Alheio à situação, Ezequiel deu aquela balançadinha, guardou sua “criança” e, praticamente um bêbado inválido, voltou para a sua cama. Quem limpou a sujeira toda? O “babaca” do Juninho, namorado de Amanda. Já Ezequiel acordou só no outro dia, por volta das 10h da manhã. “E aí galera? Que cara de enterro é essa? Vou pegar uma cervejinha pra gente tomar café da manhã”. O “hóspede do barulho” não se lembrava da merda que havia feito na madrugada, tamanho o estado de embriaguez.

Não havia mais clima para continuar por ali. Alexandre juntou sua trupe e pegou a estrada de volta para Brasília, na segunda-feira de carnaval. Chegando à capital federal, largou Ezequiel no mesmo posto que o encontrou, onde o “gatorade-boy” deixara seu carro durante todo o fim de semana. Depois disso, Alexandre lembrou de Deco, o dono da casa “invadida” por ele e seus companheiros. “Não me deixem esquecer de ligar para o Deco, beleza?”.

Depois de deixar as cocotas em casa, sobraram apenas Alexandre e Dirceu. Dispostos a aproveitar o carnaval ao máximo, eles sentaram na Casa do Kibe para tomar mais algumas geladas. Conversa vai, conversa vem, o “invasor” lembra de ligar para o amigão Deco.

- Fala garoto! Tá na área?
- E aê Alexandre! Chego amanhã hein!
- Massa! Curtiu Uberaba bastante?
- Aqui é demais, bicho. Ano que vem você tem que vir junto.
- Vamos combinar sim. Mas olha só. Preciso te falar uma parada.
- Diga lá...
- Quando você estiver chegando, antes de ir pra casa, passa lá na minha para eu te entregar uma coisa?
- Como assim?
- Eh..... preciso entregar a nova chave da sua casa...
- Hã? Como assim?!
- Eh... é uma longa história. Mas se quiser entrar na sua casa, você tem que passar na minha antes para pegar a nova chave de lá.

Durante a invasão comandada por Alexandre, o chaveiro Obina precisou arrombar o portão e, por "osmose", fazer uma nova fechadura e chave para o local.

- Eu não estou acreditando numa porra dessas. Você só pode estar de sacanagem.
- Ah, relaxa Deco. Nada que você não faria. Só levei umas garotas para lá.
- Mas que filho da puta!!!! Estou voltando pra Brasília agora! Não quero mais conversa. Quando eu chegar a gente resolve!!! (tu,tu,tu,tu....)

- Acho que ele ficou puto...

No dia seguinte, Deco passa na casa de Alexandre, que, prontamente e sem muita conversa, entrega a nova chave da residência invadida. Sem querer saber de muito papo, Deco, de cara amarrada, vai embora e encontra sua casa totalmente pelo lado avesso. Latinhas de cerveja espalhadas pelo chão, pitucas de cigarro, duas de suas cuecas dentro do ofurô, piso cheio de terra... uma desgraça.

Mas o pior estava por vir. Alguns dias depois, toca a porta da casa de Deco um oficial de justiça com uma intimação para que ele fosse depor sobre o fato de “promover a desordem pública com festas regadas a som alto, bebidas alcóolicas, drogas e aliciamento de menores”. Alexandre soube do fato por outros amigos e, além de ficar com o cu na mão, tentou contato com Deco por semanas para se desculpar, mas não conseguiu. Seu medo era que o amigo alega-se que não estava em Brasília durante o episódio e acusasse Alexandre de “invasão de domicílio”. Alexandre consultou amigos advogados, que o alertaram para essa possibilidade e se acontecesse ele teria de responder a processo (mais um, já que ele havia sido condenado dois anos antes a prestar serviços sociais por ter agredido um policial).

Deco passou três meses sem falar com o amigo. Tempo em que Alexandre contraiu seu esfincter 24h por dia, só pensando na possibilidade de a bomba estourar para o seu lado. Mas no fim das contas, tudo não passou de fogo de palha. A acusação levantada pelo vizinho não deu em nada. De forma muito justa, Deco se safou da acusação de "aliciamento de menores". De forma muito injusta, Alexandre se safou de responder por "invasão de domicílio". Hoje, os dois voltaram a se falar e agora fazem juntos algazarras como essa. Já o vizinho, Seu Lourival, não aguentou por muito tempo as festas organizadas por Alexandre na casa de Deco e foi viver num asilo, longe dos arruaceiros.

Sem mais para o momento (e absolutamente verídico).

quarta-feira, 24 de março de 2010

Alexandre, O Grande - Parte I

Existem os bêbados comuns e os profissionais. O comum é aquele que senta no bar, enche a cara até ficar com a "boca fofa", conta piadas bestas, morre de rir delas e vai embora. E existem os profissionais. Esses são do tipo que "bebeu fez merda" ou "bebeu tem história para a posteridade". Alexandre não é um bêbado comum. Não mesmo. Ele é profissional, dos melhores da área. É "O Grande Bêbado". É do tipo que, só para divertir a gurizada na mesa, já comeu um Louva-Deus vivo. "Tem gosto de camarão com terra", classificou. No dia seguinte, além de não se lembrar de absolutamente nada, ainda retirava pedaços "crocantes" entre os dentes.

Certa vez, ao lado de três camaradas e quatro "cocotas", celebrava a folia de Momo na casa de um deles, o Dirceu. Era sexta-feira de carnaval. Portanto, haveria, no mínimo, quatro dias de farra pela frente. Todos bebiam as cervejas, vodkas, ices, cachaças e até a tenebrosa Catuaba Selvagem de forma ávida e descompromissada com o amanhã. Por volta das 5h da madrugada, Dona Lourdes, mãe de Dirceu, que já conhecia de tempos atrás o potencial destrutivo de Alexandre e companhia, aproxima-se do grupo e fala para o filho de modo que todos pudessem ouvir: "Dirceu, meu filho. Não vai dar para essa festa continuar até amanhã. Os vizinhos já estão reclamando, eu não consigo dormir, vocês já beberam demais e....". E por aí foi.

Sem ter para onde ir e ainda com muita bebida estocada, a gangue, incluindo Dirceu, sentou-se na padaria da quadra e todos comeram um nutritivo café da manhã. "E agora Alexandre? Ainda são 6h30 do sábado de carnaval! Pra onde vamos? O que vamos fazer com tanta bebida gelada?", questionou Jussara, uma ninfeta "ótema" de 19 aninhos, que deixava Alexandre, de 30, maluco - e qualquer outro marmanjo também. "É Alexandre! A gente não pode parar, se não a gente vai chapar aqui mesmo", completou Dany, outra ninfeta de 19, igualmente gostosa. O nosso herói pensou por alguns instantes e vislumbrou um feriadão inesquecível na casa de um outro amigo, o Deco, que mora sozinho num belo condomínio nos arredores de Sobradinho. "Tive uma ideia. Vamos todos pra casa do Deco", decretou Alexandre, mesmo sabendo que o amigo havia viajado para o Rio de Janeiro.

E lá se foram os quatro camaradas e as quatro cocotas para a casa de Deco. "Bicho, será que o Deco não vai ficar puto com a gente?", questionou um preocupado Dirceu. "Que nada. O cara é brother. Ele vai entender", respondeu confiante Alexandre. No trajeto até a "mansão" de Deco, que conta com piscina, ofurô, quintal gramado e churrasqueira, nosso herói telefona para Obina, um "chaveiro de confiança", que, prontamente, se comprometeu a encontrá-los no local da putaria. Chegando lá, Obina abre sua caixa de ferramentas e começa a trabalhar nas fechaduras da residência de Deco. Vinte minutos depois, as portas da perdição se abrem e todos entram correndo e saltitando. "São 65 reais, patrão". Alexandre deu R$ 100. "Toma aí. Guarda o troco e mantenha o bico fechado", ordenou o "patrão" Alexandre.

Daí em diante foi só alegria. Som bombando, sol rachando, carne no espeto, cerveja no freezer horizontal da casa do "brother" Deco e as lindas garotas de cueca (!!!) no ofurô. Isso mesmo. Elas não queriam molhar a única calcinha que carregavam e tomaram "emprestado" cuecas do Deco que estavam penduradas no varal. Alexandre ficou pagando de reizinho o resto do sábado e do domingo também! Todos dormiram por lá mesmo. Na rede, no sofá, na única cama, no chão... não dormiam, dormiam, acordavam de novo e o que aconteceu nesse íntere todo, qualquer um pode imaginar.

Quem não gostou da "quermesse" animadinha foi o Seu Lourival, vizinho de muro de Deco. Do alto de sua varanda, que dava para ver absolutamente tudo que se passa no quintal de Deco, Seu Lourival, um senhor de 72 anos, observava atentamente à suruba no vizinho. Não demorou muito e logo havia uma queixa na Delegacia de Polícia da cidade. "Perturbação da ordem com a promoção de evento regado a bebidas e drogas e corrupção de menores". Seu Lourival viu as cocotas e pensou ser todas menores de idade. Não tardou para uma viatura policial tocar a campainha. "Fo-deu", disse Dirceu. Alexandre chamou a responsabilidade. "Que nada. Deixa comigo que eu resolvo. Fiquem todos aqui". O bonitão foi até a porta e recebeu os policiais.


- Pois não, amigos. Posso ajudá-los?
- Certamente que sim. Recebemos uma denúncia de que estaria acontecendo uma festa com menores de idade e drogas por aqui.
- Acho que deve ter havido um engano. Como você pode ver, somos quatro casais de namorados tomando nossa cervejinha de carnaval e curtindo uma música, que nem está alta.

O policial esticou o pescoço sobre o ombro de Alexandre e reparou que os "badernistas" pareciam mesmo comportados e o som estava em volume aceitável para um sábado à tarde.



- Tudo bem. Mas vamos ficar de olho. Nunca se sabe...
- Fiquem à vontade. Se quiserem entrar para conferir, faço questão.
- Não será preciso. Desculpe o transtorno.
- Eu é que peço desculpas por tudo isso. Sabe como são os vizinhos hoje em dia, né?


O profissional do álcool conseguiu se livrar dos policiais temporariamente. Por duas horas, eles ficaram dando voltas na quadra, para mostrar serviço ao vizinho denunciante. Mas - naquele dia - não deu em nada.

Veio a segunda-feira e Alexandre recebe um telefonema do amigo Léo.
- E aí moleque doido, só diboresti (de boa)?
- Estou aqui meio de ressaca com a galera na casa do Deco.
- Ué. Mas ele não está viajando?
- Calma.... depois eu explico. O que tá pegando?
- Porra! Estamos aqui na chácara da minha vó em Alexânia. Casa só pra gente. A rapaziada tá vindo. Anima?
- Espere a gente ao cair da tarde.
- Beleza. Pode chamar a galera que está aí contigo. Quanto mais gente melhor.
- Formô.


Nosso herói e sua trupe arrumaram mal e porcamente a casa do brother Deco e partiram rumo a Alexânia, distante uns 100 quilômetros de Brasília. Antes, parada no posto de gasolina do Colorado para abastecer e comprar mais cerveja. Lá eles encontram Ezequiel, um camarada que eles viram umas três vezes na vida. Ele havia passado a noite de domingo no Pamonhas & Batatas, o maior front de guerra noturna em Sobradinho. "E aí rapaziada. Pra onde vocês estão indo?", perguntou Ezequiel segurando uma garrafinha de Gatorade. "Estamos indo pra Alexânia. Tem coragem?", provocou Dirceu. O gatorade-boy, sem falar uma palavra, trancou o seu carro e apenas sentou no banco de trás do carro de Dirceu. E lá se foram para Alexânia. Dois carros, nove pessoas e uma "casa invadida" deixada pra trás. Claro que ia dar merda...


CONTINUA...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Como se vingar de um bêbado sem noção de forma mais sem noção ainda

Quem enche a rabiola de cerveja sabe que é preciso ter um banheiro por perto ou, no mínimo, uma árvore para dar aquela mijada de tempos em tempos. Roger que o diga. Em uma viagem com o pessoal da faculdade à Salvador, foi para uma festa à fantasia no centro da cidade com toda a rapaziada. Lugar do tipo inferninho à céu aberto. Entupido de gente. Propício para a guerra nossa de cada dia (ou noite). Roger já havia mandado goela abaixo 14 latinhas de Skol (temperatura ambiente, como na maioria das festas) e cinco copos de vodka com energético. Aquela altura já havia levado sete foras e agarrado três gordas, suas vítimas favoritas. Mas mijar que é bom, nada.

Eis que o "Homem-Esponja" vira para o amigo e convoca: "Roberto, vamos procurar um banheiro comigo, bicho. Tá foda aqui. Quase mijando nas calças". O amigo bêbado, fantasiado de COQUEIRO (!!!), não se comoveu com o desespero do seu camarada. "Ah! Fala sério! Mija em qualquer lugar mesmo!". Roger deu uma volta por ali perto, procurando algum canto para se aliviar. Até que retornou ao ponto de partida e viu um "COQUEIRO" dançando no mesmo lugar. "Opa! Uma árvore, vou mijar ali mesmo". A "árvore" era Roberto fantasiado de coqueiro, que, quando sentiu o "quentinho" escorrendo pela perna, deu um pulo pra trás ainda meio sem acreditar no que estava acontecendo. "Que porra é essa Roger?! Tá maluco???". Balançando que nem um João Bobo, o mijão olha para o amigo e responde com um sorriso cínico. "Ffffffoi mal.... você di.. (irc)... disse pra eu miiijiar (irc) em qualquer lugar.... e vozê tá de coque.. (irc)... coqueiro. Se não tem banheiro, vai uma árvore mesmo".

O Coqueiro bêbado acabou entrando na brincadeira e sugeriu que Roger terminasse o xixi na perna de outro amigo, o Ricardo, que estava logo atrás dele. Ricardo não levou tão na boa quanto o coqueiro Roberto. Apelou e tudo mais. Mas Roberto foi colocar panos quentes no estresse do amigo. "Relaxa, cara. A gente vai se vingar dele. Confie em mim". Trato é trato. E vingança é um prato que todos sabem como se come. Né?

A festa seguiu. Roberto e Ricardo foram na frente. Eles estavam no mesmo quarto que Roger - o mijão - e um japa nerd da faculdade. Este não era muito chegado dos caras. Foi colocado no quarto como sobra. Caiu de paraquedas. O quarto tinha duas beliches, onde dormiam Roger na parte de baixo de uma e o "Coqueiro" na parte de cima. Na outra, ficavam Ricardo emcima e o japa nerd embaixo, que, naquela altura já dormia há muito tempo. "Eu vou comer alguma coisa antes de deitar. Quando eu voltar, você vai ver o que vou fazer com esse bêbado". Ricardo comeu sanduíches, ovos fritos, batatas e tudo o que tinha direito, com o objetivo de empurrar ao máximo o bolo fecal formado em seu interior nos últimos cinco dias. De volta ao quarto, ficou segurando o sono o quanto pôde. Ele queria estar acordado quando Roger chegasse.

O mijão entrou no quarto por volta das 5h30 daquela madrugada de terça-feira. Ficou só de cueca e caiu "morto" na cama. Quando Roger começou a roncar, Ricardo pensou que a hora da verdade havia chegado. Cuidadosamente, prostrou-se de cócoras em cima do amigo, de modo que o esfíncter estivesse alinhado com o centro do tórax do companheiro de beliche. Concentrou-se, apertou o bucho e fez força. O resultado do esforço foi um colossal cocozão marrom despejado sobre o peito de Roger. Ricardo nem se limpou. Tratou de pular rápido para o beliche de cima e fingir que estava dormindo.

Não demorou nem mesmo um minuto para Roger acordar com o mau cheiro. Meio atordoado, meio dormindo, ele abriu os olhos sem entender de onde vinha o futum. Até que ele liga o abajour e enxerga um belo montinho de bosta sobre seu peito. "Queeeeeem foi o filho da puta que cagou no meu peito? Inteiro!!!". Ricardo e Roberto não conseguiam parar de rir. Roberto, que tinha apelado com a mijada em sua perna, riu tanto que não se segurou e fez xixi nas calças, de modo que o caldinho escorreu para a beliche de baixo, pingando bem emcima do japa nerd. Ele acordou com as risadas e o "quentinho" na cama e ligou a luz. Quando viu Roger todo cagado e o xixi escorrendo da cama de cima, não pôde controlar a repulsa. Deu aquela vomitada no chão do quarto. Cocô + xixi + vômito. Era o próprio quarto do pânico.


Enquanto todos riam - exceto o japa nerd - Roger ameaçou. "Se não tirarem essa merda de cima de mim, eu juro que jogo no ventilador do teto". Não demorou nem 15 segundos e a merda já estava devidamente limpa. Só a merda. O xixi e o vômito ficaram por lá até a arrumadeira chegar no outro dia. É assim o prato da vingança. Frio, fedido, pastoso e marrom. Mas todos seguem grandes amigos até hoje...


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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ô cana...

Deu na Globo News:

Uma condutora de metrô na cidade americana de Boston foi saudada como heroina depois de ter conseguido frear a tempo e evitado atropelar uma mulher embriagada que havia caído nos trilhos. A media local afirmou que a mulher parecia embriagada e que, no momento da queda, ela estaria tentando apagar uma bituca de cigarro.



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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Taverneiro da semana

Detalhe para a reação dos transeuntes, os "passinhos de dança" do camarada e a perseverança do sujeito em não largar a sacola pra trás...




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domingo, 18 de outubro de 2009

Troféu Taverneiro do milênio

PAREM AS MÁQUINAS!!!!! Fiquei comovido com o esforço do cidadão em comprar MAIS cerveja as 10h da manhã de uma terça-feira!!!!!!!!! Perseverança é tudo!



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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Praticidade na guerra noturna

Dimas e Renata se pegavam com uma frequencia semanal havia 3 meses. Um "rolo oficial" - no popular - a um passo de um namoro. Mas Dimas era um general da guerra noturna. Não queria se envolver com ninguém. Era jovem. Tinha acabado de sair da faculdade de Direito. Numa noite, por acaso, encontrou Renata no Café Cancun, já descrito aqui como um dos principais fronts da guerra brasiliense. Educamente, o rapaz cumprimentou a moça, bateu um papo descontraído, sorriram, dançaram umas duas músicas juntos e.... bastou. Dimas se tocou de que já estava naquela fase de "saco cheio" da mulher e não quis ficar (DE NOVO) com ela. Afinal, ninguém vai para o CAFÉ CANCUN para "namorar". A regra no ambiente é clara e universal: atirar para todos os lados e sair de lá com uma figurinha inédita. "Renata, vou buscar um drink e procurar a rapaziada. Até mais...". Dimas não voltou. Deu umas três voltas na pista de dança, com cara de paisagem, só viu monstras, mukissas e coroas desesperadas por um garotão, e decidiu pagar sua conta de dois uísques, duas caipiroskas e uma cerveja. Foi embora à francesa.

O que Dimas não esperava é que Renata estava observando todos os seus passos dentro do Café Cancun. Ela, então, pede a Luciana, sua melhor amiga e também prima de Dimas, para seguir o espertinho. "Mas Rê... seguir até onde? Você está desconfiada que ele vai encontrar alguma periguete?". Mulher tem essa peculiaridade de achar que um cara não pode simplesmente querer ir embora pra casa porque está de saco cheio. A primeira opção sempre é: "vai comer alguém". No caso, Dimas se encaixava nessa possibilidade...

O garotão entrou no seu carro sozinho e pegou a avenida W3 Norte. Como mora no Lago Norte, haveria de passar na altura da 315, tradicional reduto de "moças virgens" da cidade. "Ué.... mas por que não? Já tô aqui mesmo.... Não são nem 1h da manhã...". E lá se foi Dimas, cheio da vontade de uma festinha particular animada. Parou ao lado de Veruska, uma loira siliconada com barriguinha de fora, e puxou papo. Conversa vai, conversa vem, o garotão ficou animado e queria mais. "E aquela sua amiga ali? Não topa vir com a gente?", perguntou o jovem, referindo-se a uma colega de trabalho de Veruska. "Aquela ali é a Sheila. Ela está grávida de 5 meses, mas ainda fode que é uma loucura". Dimas não quis nem saber da barriga deveras saliente de Sheila. Queria uma festa animada e diferente. As duas então entraram no seu carro. Quando Luciana viu o primo arrancando com duas garotas de programa - sendo uma grávida - ela abriu a porta do seu carro e vomitou todo o chili que comera no Cancun.

Dia seguinte tem um grande churrasco na casa de Dimas. Luciana tinha dormido no quarto de hóspedes e se levanta para ajudar a tia a preparar a comida. Alguns minutos depois, Dimas, só de samba canção, numa ressaca dos diabos, se levanta e vai até a cozinha beber água. Passa por Luciana e nem "bom dia" fala, tamanha a ressaca. Eis que a prima resolve quebrar o silêncio. "Porra! Anda pegando puta agora é?". Dimas, sem paciência para lição de moral, foi direto. "É mais barato...". E deu as costas, deixando Luciana com a famosa "cara de cú". Depois, numa roda de amigos, detalhou os custos que tem de arcar quando está de rolo com alguém e os custos e facilidades de se divertir com uma garota paga.

Sem aceitar aquela situação, Luciana foi tirar satisfação com os amigos presentes no churrasco. "Vejam só se pode uma coisa dessas. O Dimas, um menino bonito como esse, comendo puta!", dizia Luciana a todos em sua volta. Não satisfeita, vira para o Andinho, seu irmão e mehor amigo de Dimas, e pergunta o mesmo. "Andinho, você também come puta?". Sem a menor cerimônia e vergonha na cara, Andinho responde: "Mas isso é óbvio!!! Por que não? É mais barato". Decidida a não querer mais verdades, ela pegou suas coisas e foi embora para a casa da amiga Renata. Contou tudo, sem tirar nem por uma única palavra. As duas se abraçaram, choraram e Renata decidiu nunca mais querer saber de Dimas e nem de seus amigos comedores-de-putas.

Anos depois, Victor, um dos amigos comedores-de-putas, conta a história na mesa de bar aos seus convivas. Um deles questiona espantado. "Mas porra! O cara comeu as duas putas sozinho e uma delas estava grávida??!?!". Como se a informação estivesse incompleta, Victor resume: "Exatamente. Mas ele me jurou que não acertou o bebê". Em seguida, com olhar de lamentação e tristeza profunda, o jovem termina. "O Dimas ERA um cara muito bom. Que Deus o tenha...". Um desavisado, que conheceu o herói dessa história em outros tempos, ficou chocado com a declaração. "Como assim?!?!?! O cara morreu?!?!?", perguntou espantado. Mas Victor esclareceu de imediato. "Não... só casou...".

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PAREI DE BEBER...


... muito. De hoje em diante, só uma latinha de Heineken por dia. A primeira já comprei e está a caminho da minha casa.


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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

TAVERNEIRO DO MÊS

DEU NO "THE GUARDIAN"
JOVEM FOGE DE HOSPITAL PARA BEBER CERVEJA

Um adolescente em tratamento por insuficiência no fígado na Irlanda do Norte saiu do hospital e foi para o bar do outro lado da rua beber, informaram autoridades na terça-feira (25). Os problemas hepáticos de Gareth Anderson, de 19 anos, começaram exatamente por causa de álcool. Segundo as regras do Seviço Público de Saúde do Reino Unido, Gareth precisa ficar SEIS MESES SEM BEBER antes de poder receber um transplante de fígado. Na última sexta (21), o adolescente foi transferido para o King's College Hospital, em Londres, e os médicos afirmaram que ele pode ter menos de duas semanas de vida.

Na semana passada, Gareth entrou no pub Old Moat Inn, do outro lado da rua do Hospital Ulster, na cidade de Dundonald, perto de Belfast, capital da Irlanda do Norte, usando os chinelos do hospital, segurando uma agulha pingando em uma das mãos, e pediu um pint (caneca de 568 ml de cerveja). Os funcionários do bar recusaram o pedido do garoto e lhe deram uma Coca-Cola.

"Eu não sei no que ele estava pensando", disse o pai de Gareth, Brian Anderson. "Ele me disse que também não sabe". "Acho que ele precisa de ajuda mental - trata-se de alcoolismo, mas há problemas mentais aqui também", disse Anderson à rádio BBC. Gareth sofreu insuficiência hepática aguda no início de agosto, depois de beber 30 latas de cerveja em uma festa no fim de semana. E o pai ainda pondera: "Ele pode muito bem ter bebido mais do que me disse".


Nota do Taverneiro: Beber 30 latas numa festa é fácil. Conheço 3 caras que tomaram 96 latinhas das 14h às 4h da manhã, mais algumas garrafas de 600 ml. Acordaram as 9h e voltaram a beber. Até hoje não foram internados por conta disso.... ainda....

domingo, 9 de agosto de 2009

Frases de bar


"Se lavar as mãos com álcool já evita a gripe suína, imagine beber então..."