sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Marvada ressaca

“Vamos lá tomar umas cervejinhas inocentes?”. Geralmente começa assim. Um amigo – ou vários deles – faz um convite hipócrita como esse. Você, puro, inocente e besta, realmente acredita que serão apenas “umas cervejinhas inocentes”. Aceita ir, sem muita cerimônia. Conversa vai, conversa vem, começam a surgir as piadas, os causos, as idas constantes ao banheiro e as palavras ininteligíveis. Lá pelas tantas, você pede a conta ao taverneiro, só para se certificar de que há muito aquilo deixou de ser “inocente”. A comanda acusa: R$ 325,00!!!!

Diante dessa tragédia, é inevitável a angústia: “Puta merda. Amanhã é ressaca na certa”. E em tempos de férias, como esse humilde fanfarrão, a probabilidade desse maldito mal acontecer é terrivelmente grande. E não tem jeito. Por mais “touro” que o cara seja, quando se passa da conta e a noite é mal dormida, a ressaca passa a ser o algoz durante todo o dia seguinte. Se você encheu a cara ontem, deve saber bem o que é isso.

O drama começa na hora de acordar. Você levanta da cama (ou tenta) e já tem que segurar a cabeça para a “bigorna” que está dentro dela não balançar muito. O estômago “conversa” contigo e se manifesta com algumas “explosões” em seu interior. Às vezes dá a sensação de que você carrega no seu estômago um gêiser. Os lançamentos de substâncias não muito palatáveis acontecem vez ou outra – sem pedir licença.

A matemática desse “sentimento” com a agressão sofrida pelos pobres estômago e fígado provoca outra aflição no infeliz: a boca carrega um gosto interminável de ... pano de prato molhado, cabo de guarda-chuva, maçaneta ou, sem meias palavras, de desgraça mesmo. Mas isso costuma acontecer quando a ressaca é “nível 9”. É quando o sujeito reassume a postura hipócrita do início da noite anterior e promete a si mesmo: nunca mais vou beber na minha vida.

Sem mais para o momento...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

A insustentável leveza do uísque

Quando o homem inventou o uísque (ou whisky) ele deve ter tido uma intervenção divina. Sem dúvida. Mas quando Deus inventou a ressaca ele deve ter sido aconselhado pelo diabo. Mas desse mal, não sofrem os afortunados que saboreiam essa nobre bebida inventada por celtas e aperfeiçoada por escoceses e irlandeses. Sem hipérboles, é como se o cidadão durmisse por três noites seguidas, sem uma gota de álcool no sangue. Pronto para mais uma rodada na taverna.

O whisky não se encaixa em qualquer paladar, é verdade. Alguns fazem cara de quem cheira "gofo" de neném ao sentir o cheiro do malte. Outros aparentam o maníaco do parque. Acho que eu me encaixo no segundo tipo. E uísque, amigo, para quem é fodido como eu, trabalha só para pagar contas, não se bebe todo dia ou todo fim de semana. É caro! As oportunidades são raras. E quando aparecem tem que colocar pra dentro do gol. Noite passada surgiu uma dessas oportunidades. Festa chique, os coleguinhas de profissão todos reunidos, tapinhas nas costas aqui, hipocrisia acolá, comida boa e uísque A RODO. Eu e três camaradas que "bebem pouco" partimos sedentos atrás dos taverneiros que serviam o doce néctar dos deuses. Até onde me lembro, contabilizei SETE copos, depois parei de contar.

Evidentemente, o cara, que não é nenhum He-Man, começã a falar besteira, ser especialista em todo tipo de assunto (a Ijuíense que o diga), andar como se estivesse fugindo de alguns tiros, fazer piadinhas, sacanear os amigos (né Demolidor?), enfim... o famoso bebaço. Poderia até pensar: "tô fodido amanhã". Mas, conhecedor dos prazeres do uísque, não dei bola pra isso.

Ao acordar pela manhã, sem dor de cabeça, sem gosto de desgraça na boca, sem enjôo, sem nada, sem sentir uma única gota de álcool no sangue, sentei na cama e a primeira coisa que pensei foi: "aquele Silvain Fonseca podia liberar pelo menos o uísque, né?"

Sem mais para o momento...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Só para começar o dia...

Sem mais para o momento.....

terça-feira, 27 de novembro de 2007

"Brasíla véa"... não troco por nada

Sem hipocrisia, mas tem gente (e eu me incluo nessa) que mora em Brasília e fala mal dela o tempo todo. Tem mil críticas, como as poucas opções de farra (ou são os mesmos bares de sempre ou é boate/casa noturna); o horário de funcionamento dos estabelecimentos - é inacreditável como alguns bares fecham as portas às 2h da manhã -; a frieza das pessoas (principalmente delAs); o fato de não dar pra sair sem carro, porque tudo é longe; a onipresença do SILVAIN FONSECA!!!!!! Meu Deus! Mandem prender esse cara!

Pois bem. Exatos sete dias em Porto Alegre, a mais de 2000 quilômetros de Brasília, olho adiante e me dou conta de que não dá pra ficar sem ela. Além das óbvias saudades, como da esposa, da filha loira e da filha morena (e banguela) acima de tudo, sinto uma baita saudade dos meus bares prediletos (Choparia Sudoeste e Armazém do Mineiro), uma baita saudade do jeitinho "interior grande", onde você sempre encontra vários conhecidos onde quer que você esteja. Saudades da minha casa, da minha cama. Saudades do trânsito relativamente fluente em comparação a outras capitais por onde passei, como PoA. Saudades de olhar pra frente e não encontrar só prédios, prédios, prédios e mais prédios (olha a foto que eu tirei no Eixo Monumental enquanto DIRIGIA!!!). E, claro, saudades dos verdadeiros amigos.


Ainda bem que estou de malas prontas para pegar o vôo 1860 da Gol, rumo a minha Brasíla-véa-sem-lei. Chego por volta das 21h. Ainda tenho mais alguns dias de férias. Na terça volto a trabalhar. E disso, é a única coisa que não sinto saudades. A menor saudade...

Sem mais para o momento...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Taverneeeiro, "taí o que você queria..."

... já dizia o folclórico, porém louvado narrador Januário de Oliveira, ícone do futebol carioca nos anos 90. Depois de tantas cobranças, principalmente dos amigos que usam essa ferramenta, eis o blog do Leandro Galvão. Já era hora, eu sei. Mas, como todo babaca tem a vida atribulada, faltava tempo e saco para sentar em frente ao computador e criar uma conta.


Mas estou de férias e assim sobra tempo. De férias, sobra também ressaca, muita ressaca. E, por osmose, faltam forças para sair de casa quando lá fora está um sol desértico. Mas a preguiça de levantar o meu traseiro (que não é gordo) da poltrona fétida e carcomida para ir à rua dar uma volta me trouxe até esse humilde espaço batizado de "Sem mais para o momento".

Tentei colocar isso no endereço, mas não deu certo. Tive que optar por "o taverneiro", uma expressão que também remete a minha pessoa. Eu a ouvi pela primeira vez de um bêbado em um pub em Porto Alegre, de onde escrevo essas linhas. Importei tal grito para essa "Brasila véa sem lei" e fez sucesso. Hoje, ninguém chama garçom de garçom. Quando não se sabe o nome do cara que traz a doce cerveja, dá para resolver gritando: "taverneeeeeeeeiro, cerveja para os homens, água para os cavalos". A cerva vem rapidinho. Quer testar?

Sem mais para o momento...

P.S.: Na foto, o melhor taverneiro de todos os tempos: Moe e seu Moe Flamejante