quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Fechado pra balanço

Este humilde blog estará "fechado pra balanço" até o dia 04 de janeiro de 2008. Este operário das palavras vai tirar um descanso das letras e vai encher o pote de cerveja a partir desta quinta-feira (27) no Rio de Janeiro. Só voltaremos no dia 03 de janeiro. Cheios de histórias engraçadas ou trágicas para relatar de uma forma muito bem-humorada neste espaço. Feliz 2008 para todos.

Sem mais para o momento...

domingo, 23 de dezembro de 2007

Esqueceram de mim (na biblioteca)

Costumo cair no esquecimento nas situações mais bizarras possíveis. Já esqueci de tirar o condicionador do cabelo ou onde coloquei minhas chaves – fatos já narrados neste humilde, porém nobre espaço sob o título Amnésia. Mas nenhuma vez esqueci uma garota presa na biblioteca de casa. Parece piada, mas aconteceu. O fato foi protagonizado por um grande amigo, o Cabeleira. Sujeito tranqüilo, trabalhador, voz mansa, mas que apronta umas estripulias quando bêbado.


Pois bem. Cabeleira, um cara que gosta de receber os amigos em sua mansão, organizou uma festinha. Gente bacana, outras nem tanto, música chapante. Todos com aquela cara de "tá devagar aqui, né?". Mas o cabeleira, já com muitas doses de vodka no juízo era o único empolgado. Não cansava de repetir: "Eu gosto é de festa animada. Ihiiiiii". E tome mais vodka pra dentro da cachola. Numa dessas, ele percebe a presença de Julieta*, uma gatinha que ele já pegara em outra situação. Logo pensou: "Vigi. Hoje tem!". Partiu pra cima dela e começou a despejar seus galanteios. E tome mais vodka, vodka e mais vodka. Julieta também entrou na rodada do destilado.


Dado momento da noite, Cabeleira, animado, percebe que daquele mato sairia cachorro - sem trocadilhos, claro. Abandonou a festa e tentou levar Julieta para o seu quarto. Mas o pouco de juízo que ainda lhe restava o fez lembrar que seus pais, católicos praticantes, não gostavam desse tipo de comportamento - que os filhos levassem mulheres para dentro de seus lares. Logo, teve a brilhante idéia de dar uns amassos na biblioteca, longe dos olhares e ouvidos dos curiosos, principalmente de Cabeleira-pai e Cabeleira-mãe. Amasso vai, amasso vem. A coisa esquenta. Cabeleira já ofegante, coloca a mão no bolso à procura de uma Jontex e só acha umas moedas velhas. "Puta que pariu!!! Segura as pontas aí Julieta. Vou sair para conseguir uma 'proteção'". Julieta, paciente, não se opôs a sugestão do espertalhão.


Daí pra frente a noite do camarada desmoronou. Ele sai da biblioteca. Temendo um possível despertar do Cabeleira-pai e uma súbita vontade do velho em ler algum romance, ele tranca a porta por fora e leva a chave, deixando Julieta sozinha e encarcerada no cômodo. Volta para os amigos na esperança de que algum deles pudesse lhe fazer essa caridade. Mas no meio do caminho ele encontra algumas pessoas que ainda não estavam no evento quando ele resolveu entrar em casa com Julieta. Cumprimenta um aqui, outro ali. Encontra uma figurinha repetida. Azara. Leva fora. Parte pra outra. Anota um telefone. Bebe mais vodka. Conversa mais. Flerta com outras, azara todo mundo... e a noite vai se passando. O cara simplesmente esquece que há mais de uma hora havia deixado Julieta na biblioteca para voltar com uma Jontex. E ela lá. Já devia ter lido todos os livros.


De repente, num súbito de sobriedade, ele se lembra que a Julieta estava esperando por ele na biblioteca. Larga todo mundo na festa, entra no possante importado da Cabeleira-mãe e sai arrancando de ré da garagem da sua casa para comprar uma Jontex na farmácia mais próxima - já que nenhum amigo lhe fez essa caridade. O problema é que tinha um muro logo atrás. O rabo do possante "beijou" o chapisco da parede. Ele sai do carro, vê o estrago, fica puto e volta pra festa para tomar mais uma vodka e esquecer o prejuízo. Mas aí veio outra vodka. E outra. E outra. E outra.


Eis que ele lembra DE NOVO que tem uma mulher trancada na biblioteca esperando por ele. Entra correndo na casa e não aparece nunca mais. Mas paralelamente a isso, Julieta se emputeceu com a demora excessiva e resolveu ir embora. Mas a porta estava trancada (!!!). E agora? "Fo-deu", pensou Julieta, extremamente indignada. Ela tenta a janela. Percebe que é baixa e não tem tranca. Não hesita. Pula a janela e está de volta à festa. Com sangue no olhar e o bico do tamanho de um tronco vai à procura do cachorro que a largou lá. Mas ninguém tinha notícias do paradeiro do Cabeleira.


Horas depois. Fim de festa. Som desligado. Cansados de tanto esperar o surgimento do Cabeleira para pelo menos abrir o portão para eles, os convidados decidem ir embora assim mesmo. Eis que um outro amigo, o Morceguinho*, se aproxima da entrada da garagem e percebe um vulto no chão. Ele chega mais perto e não acredita no que vê. "É o Cabeleira!!!", gritou chamando todos. O cidadão estava dormindo no chão da garagem, só de bermuda e chinelos. O capacho onde estava estampado "Bem-Vindos" era o seu travesseiro. O piso de pedra ardósia o seu colchão. O relento a sua coberta. A cabeça estava levemente inclinada para a direita. A boca entreaberta, por onde escorria uma gosma que pingava na poça de saliva ao lado do capacho. Morceguinho tenta acordar o Cabeleira. Levanta o sujeito e tenta conduzi-lo até o interior do recinto para ele poder dormir num lugar digno. No meio do caminho, Cabeleira vira para o Morceguinho e solta essa: "Péra, péra, péra!!!!", disse ainda num estado de quase-dormindo. Ele apóia as mãos no joelho, se curvando para a frente. Morceguinho logo pensou: "Puta merda, o moleque vai vomitar aqui na minha frente". Eis que o Cabeleira levanta o dedo indicador, olha meio de lado para o amigo da vez e manda: "Eu ainda não dei minha dançadinha". E o cara começa a rebolar...


Dizem que Julieta nunca mais olhou na cara do Cabeleira. Dizem também que o Cabeleira havia entrado na casa à procura da garota. Mas quando chegou na biblioteca viu que a janela estava aberta. Deduziu que ela pulou e foi embora. Ao se dirigir à porta de entrada da casa, não aguentou tanta vodka e desmoronou ali mesmo. Ao lado do carro batido de sua mãe. Sem a Jontex. Sem a Julieta. É por isso que eu só bebo cerveja ou uísque.


Sem mais para o momento...


* Os nomes dos personagens dessa história real foram alterados para preservar a imagem/identidade dos mesmos

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O choro de uma criança careca e orelhuda

Certa vez, um amigo que vou me referir como "careca-peludo-vesgo-orelhudo-marombeiro-Hulk-fura-olho"*, um fã de fábulas infantis, havia me dito que estava muito a fim de assistir ao filme Em Busca da Terra do Nunca, cinebiografia do escritor James M. Barrie, autor de Peter Pan. Pois bem. De posse de duas cortesias na mão, peguei meu telemóvel e fiz o convite via Embratel - com a intersecção da Vivo. Ao chegar ao cinema, o amigo banca o Don Juan ao se derreter de amores por uma amiga minha - que por sinal é muy buena. Na época (ainda solteiro), como diria um outro amigo, o Cabeleira, "por mim eu queria ela...". Apresentei um ao outro e logo o amigo soltou a indefectível pergunta: "qual é seu signo?". Francamente...

Pois bem. Ao procurar um lugar para nos sentarmos surge o primeiro constrangimento (de vários) da noite. Não havia percebido que o sujeito estava de camisa social ROSA com os últimos dois botões abertos, facilitando o "respirar" de seus trilhões de pêlos. Parecia aquele Tony Ramos do Casseta e Planeta ou algum figurante de O Planeta dos Macacos. Pensei: "Puta merda! Que porra é essa?! Essas pessoas vão pensar que eu sou o namorado deste careca-peludo-vesgo-orelhudo-marombeiro-Hulk-fura-olho".

Depois de nos acomodarmos em nossos respectivos lugares, surge o segundo constragimento da noite, antes mesmo do início da projeção da película. A Relações Públicas da distribuidora do filme (aquela minha amiga do início da história que o "careca-peludo-vesgo-orelhudo-marombeiro-Hulk-fura-olho" ficou babando em cima) saúda os presentes com um aveludado "boa noite". Todos prestam atenção - eu e o cidadão da camisa rosa mais do que nunca. Ela anuncia que "a distribuidora está oferecendo uma linda camisola do film..."... O anúncio é interrompido por uma voz afeminada, mas peluda, que começa alto e vai perdendo força ao perceber que fez merda. " É MIIIINhaaaaaa...." Desfiro uma cotovelada nas costelas do careca-peludo-vesgo-orelhudo-marombeiro-Hulk-fura-olho". Felizmente, ele não saiu de lá com o brinde. Um outro amigo nosso ganhou, mas, sábio, passou a vez, e pediu que sua noiva recebesse o prêmio em seu lugar.

Começa o filme. Tentei me concentrar apenas na história e não nos olhares tortos dos espectadores. "Olha ali os dois namoradinhos", deviam pensar aqueles desgraçados. No fim da trama de Em Busca da Terra do Nunca, quando, confesso, o filme explora a dramaticidade das cenas, olho para o lado e mais um constragimento. Este, sem dúvida, o maior de todos: um cara de camisa social ROSA, com os dois botões abertos, pêlos saindo por todos os lados, orelhas enormes, calvície acentuada, todo marombeiro.... SE AFOGANDO EM LÁGRIMAS! O cara chorava copiosamente. Tive que interromper. "Pelo amor de Deus cara! Assim você não deixa mais dúvidas...". Abalado, aos soluços e com a cara lavada pelas lágrimas retruca: "Qualé moleque. O cara que não ficar abalado com este filme é um bruto.". Tentou justificar. Ele ainda piora o quadro com a seguinte confissão: "Eu chorei em O Rei Leão!". A situação estava dramática e tudo o que eu queria era uma gatinha ao meu lado para ninguém levantar suspeitas de mal gosto.

Eis que as luzes se acendem (graças ao bom Deus) e os olhos da criança estavam inchados e vermelhos... Lamentável. Ele ainda vira pra mim e pergunta: "será que aquela gostosa da sua amiga me dá o telefone?". Depois desse episódio, só assisto a filmes de terror com esse cara.

Sem mais para o momento...
* O nome do cidadão foi preservado para preservar sua imagem e dignidade

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A televisão da 105 FM

O amigo "Cabeleira"* sai do trabalho e liga para o amigo Big Twenty com a nobre intenção de chamá-lo para um happy hour. Enquanto o telefone toca, Cabeleira tem a brilhante idéia de pregar uma peça no amigo.

Segue o diálogo entre Cabeleira e Big Twenty:
- "Alô?"
- "Não diga alô, diga 'Tô na 105, tô na boa'. Você acaba de perder uma televisão 29 polegadas'".
- "Putz! Que merda!"
, emenda um tristonho Big-Twenty.

O diálogo entre "locutor" e "ouvinte" continua:
- "Qual é o seu nome?"
- "Big-Twenty"
- "Que pena hein Big. Fica para uma próxima oportunidade. Você quer mandar um abraço para alguém?"
- "Para todos os ouvintes aí...
(com voz trêmula).

A ligação se encerra. O Cabeleira, chorando de rir e ainda sem acreditar na inocência e pureza do amigo, volta a ligar. O telefone toca novamente e Big Twenty atende:
- "Alô?"
Com a reação de um Galvão Bueno narrando uma bola na trave aos 48 minutos do segundo tempo, Cabeleira se desespera:
- "De novo não Big Twenty!!!!!"
- "Não! Não! Tô na 105, tô na boa"
,
grita do outro lado da linha um desesperado, porém ingênuo, Big Twenty.
- "Aêêêêê!!! Parabéns meu amigo!!! Você ganhou uma linda TV 29 polegadas! Quer mandar um abraço para alguém?"
- "Para minha mãe, que está aqui do meu lado. Eu tinha acabado de comentar com ela que eu tinha perdido uma televisão".
- "Tá certo jovem. Então vamos passar para o pessoal do tele-marketing anotar seus dados para você poder retirar o seu prêmio, tá certo?"
- "Mas olha só... na verdade, o meu nome não é Big Twenty. É Rafael".
- "Tudo bem. Tudo bem. O pessoal pegará seus dados direitinho, ok? Estou tranferindo. Um abraço e aproveite o restinho da tarde para comemorar".


Cabeleira deliga o telefone, pára o carro no acostamento e se mija todo de tanto rir da "meninisse" do amigo inocente-puro-e-besta. Enquanto isso, o "vencedor da televisão de 29 polegadas" fica com o celular na orelha por três dias seguidos esperando o atendimento do pessoal do telemarketing. Até que ele tem a brilhante idéia de verificar o aparelho e percebe que o mesmo está desligado. Eis que o celular toca novamente:

- Alô?
- Fala Big Twenty. É o Cabeleira!
- E aí moleque, beleza?
- Beleza. Comprei um Playstation 2!
- Massa!
- Estava ouvindo o rádio aqui no carro e vi que você ganhou uma TV, né? Vou levar o Playstation para sua casa agora pra nós jogarmos Winning Eleven na televisão que você acabou de ganhar da 105 (risos).
- Filho da p...

Foi só então que nosso amigo inocente, puro e besta percebeu que nunca existiu o prêmio.

Sem mais para o momento....

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Sampa City – A cidade do pecado - Parte II

Depois do abandono nas ruas de São Paulo, levantei a cabeça e avistei um daqueles relógios no meio da rua e reparei: 02h07, 13º (!!!). Coloquei a mão no bolso e achei apenas algumas moedas sujas. Mendes, o bêbado, nem isso tinha. Nós dois tínhamos largado tudo na conta-gorda do "barzinho show de bola" indicado pelo menino-garoto. Nesse momento, o trio de ouro se entreolhou, como quem diz: “e agora negada? fo-deu”.


Mas, ávidos por sangue, destruição e mais drinks, os três não deixaram a noitada acabar ali, no meio da deserta e gélida Avenida Paulista. Pularam para dentro de um táxi sem saber como pagariam. Sem pestanejar, o menino-garoto vira para o taxista e diz: “ô grande... queremos que você leve a gente para algum agito”. O gente boa disse que cobraria 25 pratas para nos levar à Vila Olímpia. Chegando lá, só tinha seus amigos taxistas, alguns vira-latas perambulando pelas calçadas e dois ou três transeuntes, perdidos como nós. Começava ali mais um drama para os três. E agora? O nobre taxista, espertinho como todo e qualquer profissional do ramo, solta essa: “olha, eu não vou mentir pra vocês. A uma hora dessas, vocês só vão encontrar agito na Rua Augusta”. Como um coiote babando pela presa, o menino-garoto dar aquela risadinha e balança a cabeça fazendo sinal positivo. Lá se foi o trio de ouro (e SOLTEIRO, é importante dizer) para mais uma aventura madrugada adentro.

Chegando na Rua Augusta, a tensão foi grande antes mesmo de descer do táxi. Figuras que pareciam ter saído direto do filme Um Drink no Inferno, de Robert Rodriguez com a chancela de Quentin Tarantino. Outras não seriam nem figurantes em filmes de José Mojica Marins, o folclórico Zé do Caixão. Havia de tudo: putas-pagas, cafetões, cafetinas, traficantes, viciados, playboys, barbies (!!!), manos e minas da pesada. Esses espécimes formavam a fauna daquela região hostil.

O cardápio era vasto. Uma rua inteira cheia de casas de putas pagas. Os empresários do sexo-fácil se degladiavam para conseguir convencer o trio de ouro de que suas respectivas casas eram as melhores. Eis que um insistiu para que entrássemos. Tentamos negociar o ingresso. O poder de barganha do menino-garoto era de dar inveja a qualquer tia que faz compras na Rua 25 de Março: “ô grande... deixa eu entrar lá para ver como está o movimento. Eles (Mendes, o bêbado e eu) ficam aqui fora me esperando”. O menino-empresário-agenciador-de-diversão vai lá dentro, avalia a situação e volta com um sorrisinho maroto. O veredicto: “Pô... pra essa hora da night tá de boa aqui. Tem umas mulherzinhas show de bola”. Eu e Mendes, o bêbado, ficamos desconfiados. Afinal de contas, foi dureza a última vez que a gente ouviu do menino-garoto a expressão "show de bola". Mas, burros (e bêbados), fomos na dele.

Entramos. Bastou andarmos TRÊS metros dentro daquele "respeitoso recinto de moças virgens" e tivemos mais uma decepção. Eu e Mendes, o bêbado, nos entreolhamos e pensamos: “vamos matar este moleque. Agora!”. Numa rápida avaliação com meus olhos de lince contabilizei 17 dentes somando os de todas as meninas do local. DEZESSETE DENTES!!!! A mais bonita tinha 80 quilos e uma cicatriz na cara. Só me restou ir direto para o balcão do bar, pedir uma Skol (que estava quente) e fiquei observando o movimento e batendo papo com meu amigo Mendes, o bêbado, e agora puto com o menino-garoto.

O menino-garoto, que fingia não ser bobo, não quis nem saber do balcão. Foi direto à caça, desmanchando o trio de ouro. Bastaram 3 segundos e ele escolheu uma virgem para azarar. Uma loira pintada, feia que nem o diabo e que as coxas tinham a mesma aparência de areia mijada ou um muro chapiscado de tanta celulite. Uma coisa horroroooooosa. Danadinha, ela já sentou no seu colo e o menino-garoto ficou a fazer carícias na moça. Eu e Mendes, o bêbado, abalados, ficamos só observando aquela visão do inferno. De repente, percebemos que o figura já está distribuindo beijinhos pelo cangote, orelha e rosto da moça. Pensei em arrancar ele de lá e sair correndo. Mas precisava ver até onde ele chegaria.

Entre uma encoxada e outra, a moça insistia para sentir o corpo esguio e nu daquele rapaz dentro dela. Por diversas vezes, fizemos a leitura labial do Fantástico e deciframos o que ele dizia para a moça virgem repetidamente: “eu não pago pra comer mulher. Eu não pago pra comer mulher”. Hipócrita... Minutos depois, enconstados no balcão, avistamos o belo casal atravessando a pista de dança e entrando nos quartos daquela casa de família. Pensamos: "puta que pariu. Dessa vez ele foi longe demais". Mas antes que conseguíssemos chegar perto dele, o garoto já havia atravessado uma cortina vermelha. Fazer o que? Voltamos para o balcão e esperamos. DEZ minutos depois o menino-garoto sai de lá cambaleante. Mendes, o bêbado, e, agora, perplexo, se volta para mim e grita: “puta que pariu!!! O moleque comeu aquela monstra?!?!?!?!”. Só balancei a cabeça em sinal de desaprovação.

Serviço feito e com o Mendes, o bêbado, passando mal de tanta bebedeira, decidimos ir embora. Pedi a conta para o garçom. Na comanda (que era única para os três), quatro cervejas e um ICE de R$ 30,00!!!! No balcão, pergunto aos dois: “Caralho! Quem foi o burro que pediu um Ice de R$ 30,00?!?!? Instantaneamente, a mocinha do caixa começa a rir. Obviamente, ela já sabia o que era um "Ice de R$ 30.00". Embaraçado, o menino-garoto confessa a manobra. "Fui eu...". Incrédulo, tive que perguntar: "Porra! Tu é burro???". Ele ficou calado.

No caminho, já dentro do táxi, ele conta uma história difícil de acreditar: “A mulher me chamou para ir ao banheiro e acabou me levando para o quarto. Mas eu disse pra ela que eu não pago pra comer mulher. Ela disse ‘relaxa gatinho, vou fazer só um boquete mesmo, porque eu estou a fim'. Mas aí entrou o cafetão e disse ‘aí playboy, entrou aqui vai ter que pagar pelo quarto'. O cara pegou minha comanda e anotou como se fosse um Ice.”. E lá se foram 30 mangos em um reles boquete de CINCO minutos de uma puta-mal-paga. Quer dizer, em um "ICE", né? Mas o melhor foi o taxista olhar pra trás depois de ouvir essa e perguntar ao menino-garoto: "porra mano, tu é burro???"

Sem mais para o momento....

* Os nomes foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos nessa história real.

P.S.: Todos estavam solteiros

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Sampa City – A cidade do pecado - Parte I

Era para ser uma simples viagem de compromissos em São Paulo e planos para um futuro melhor. Mas o que se sucedeu desde o momento do embarque foi uma série de momentos marcantes. A avalanche de desgraças e/ou momentos inacreditáveis começou já no aeroporto internacional Juscelino Kubitschek. Eu chego completamente embriago – havia virado a noite em uma festança do pessoal da faculdade – e me deparo com uma situação assaz inacreditável. Um amigo – que daqui pra frente vou me referir a ele como "o menino-garoto"* – me aparece com uma mala enorme, cheia de bagagem. Tudo para passar DOIS dias fora de casa. Só DOIS dias! Ali desconfiei da masculinidade do menino-garoto.

Já no avião foi a vez do menino-garoto ficar impressionado com uma situação deveras constrangedora. Este humilde mancebo que vos narra os fatos estava com um cheiro de desgraça, exalando cerveja por todos os poros, salivando como um cão raivoso de tanta sede e não conseguia sustentar a cabeça parada, de tão embriagado. O menino-garoto, preocupado, insistia por um copo d´agua, mas a aeromoça não foi com a nossa cara e fingia esquecer.

Com apenas 10% das minhas condições vitais, meu desespero aumenta quando descubro que o avião faria uma escala em Goiânia. O burro do menino-garoto não tinha me avisado disso. Terminada a escala, a maldita aeromoça nos consegue dois copos d´agua. Pego os dois e lanço o nobre líquido goela abaixo.

Finalmente chegamos na terra da garoa. O menino-garoto continuava chocado com meu estado físico-emocional-espiritual-transcendental. Qualquer coisa que ele dizia eu só conseguia responder: "estou arrasado. Preciso apenas dormir". Chegando no hotel, fico assustado com o nível frenético do garoto. Ele queria sair para fazer algo. Já! E eu só conseguia repetir: "estou arrasado, estou arrasado...".

Fico no hotel dormindo e recuperando minhas funções vitais. O menino-garoto vai se encontrar com um outro amigo nosso, que o chamarei de "o discursos-genéricos-futura-chiliquenta"* (mais à frente entenderão o "futura"). A dupla vai se infiltrar entre os manos do Corinthians, no Pacaembu, no, então clássico, com o São Paulo. O que eles fizeram eu não sei. Mas desconfio que eles tiveram uma noite caliente. O menino-garoto voltou só no outro dia para o hotel (sem comunicar o fato) e tinha um caminhado estranho, com as pernas em forma de alicate, típico de um cowboy, sabe? Pois é... cada um com seus problemas.

Chega a noite e com ela vem Mendes, o bêbado*. Direto de Fortaleza, o cara chega com umas histórias que só ele poderia protagonizar. Só para citar uma: na cidade cearense, para onde viajou sozinho, ele comprou uma garrafa de vodka e outra de Fanta. Ligou a televisão. Preparou o famoso HI-FI e ficou bêbado no quarto do hotel, assistindo ao Domingão do Faustão. Sozinho!

No dia seguinte, já com as funções vitais em dia, o quarteto vai à prova do Estadão (motivo oficial de nossa viagem). Depois que todos terminamos, combinamos de nos encontrar à noite e enfiar o pé na jaca. As estripulias do menino-garoto aumentaram consideravelmente neste dia. Depois de passar a tarde inteira no hotel cantando hinos de times brasileiros, sambas, pagodes, funks (acho que ele pensava estar em um show de calouros) e até ensaiar uma coreografia de alguma arte marcial – que eu desconfio que seja de Ai Ki Dô – o cara despeja uma série de besteiras na noite paulistana.


A PRIMEIRA: "Vamos num barzinho show de bola que eu conheço. Já falei com o discursos-genéricos-futura-chiliquenta". Eu e Mendes, o bêbado, pobres mancebos inocentes, fomos na do menino-garoto. Chegando lá, o discursos-genéricos-futura-chiliquenta não está. Ligamos insistentemente no celular do cara e nada. Partimos pelas ruas à procura de alguém e de algum cachorro-quente para preparar o estômago para as dezenas de litros de chopp que mergulhariam ali. Esperto e prestativo, o menino-garoto vai pedir informações a dois cidadãos paulistas muito bem dispostos: um mendigo podre de bêbado e um traveco feio pra caralho!!! O cara, que estava com um cheiro semelhante ao meu quando entrei no avião, queria nos levar até onde queríamos. Mas pedia a humilde contribuição de um celular(!!!). Coisas que só o menino-garoto pode nos propiciar...

A SEGUNDA: Depois de nos desvencilharmos do bêbado, conseguimos encontrar o discursos-genéricos-futura-chiliquenta. O barzinho show de bola que o menino-garoto dizia conhecer era a coisa mais playboy que eu já tinha visto na minha vida. Parecia estar em Beverly Hills. O alimento do cardápio menos oneroso custava R$ 21,00 e não passava de quatro unidades de pastel! Eu e Mendes, o bêbado, nos entreolhamos e queríamos matar o menino-garoto. Lá, nos juntamos à irmã do discursos-genéricos-futura-chiliquenta, ao próprio discursos-genéricos-futura-chiliquenta, uma amiga da irmã do discursos-genéricos-futura-chiliquenta e ao namorado da irmã do discursos-genéricos-futura-chiliquenta. Ah! E a uma amiga do discursos-genéricos-futura-chiliquenta.

A mesa estava bonita, é verdade. Mas doía a cada vez que o garçom vinha à mesa. Menino-garoto, um cara esperto que só ele sabe ser, avista a gatinha (a segunda mulher que mais bebe e fuma que eu já conheci) e senta ao lado dela. Com seu jeito galante e postura esguia começa a tecer elogios à garota (ela realmente era bem bonita). Eu e Mendes, o bêbado, ficamos na outra ponta da mesa só observando o fracasso do nosso camarada.

Enquanto isso, discursos-genéricos-futura-chiliquenta vem com mais um de seus discursos baratos. O cara não tem pudores. Faz às vezes de cara sério mesmo, com seus discursinhos que só enganam ingênuas moças de família. Até cara de intelectual esboça. Eu resolvi entrar no jogo. Sentado ao lado da bela moça (uma delas), comecei a atacar pelos flancos. Mas não dava. A pressão da torcida era muito forte e o adversário jogava no retrancado esquema 3-5-2, com dois cabeças de área. Estava difícil "penetrar" na área. A situação piorava quando alguém da arquibancada evocava um discurso genérico ou jeito de menino-garoto-e-galante. Tirei meu time de campo e fiquei com a cerveja. Essa sim, sempre me dá mole.

Quando resolvemos pedir a conta, aconteceu aquilo que eu previa na hora que entrei no lugar: "vai dar merda". A conta veio em R$ 423,00. Isso porque o menino-garoto disse que o barzinho era show de bola. Talvez isso tenha deixado o nosso amigo dos discursos um pouco nervoso (como vão poder perceber mais adiante), ou talvez tenha sido o estado de embriaguez de todos da mesa, ou quem sabe o fato de ele ter que viajar às 8h. Não se sabe. O fato é que de repente ele começou a bancar o cara certinho da história. Bateu boca com sua irmãzinha, fez cara feia e tudo mais. Mas, em um momento de sobriedade, quando ele voltou ao seu verdadeiro eu e, cara gente boa que é, ofereceu para mim, o menino-garoto e a Mendes, o bêbado, uma carona para algum lugar. Lógico, aceitamos.


o Pití: Já se passavam de 1h da madrugada. O veículo transportava pelas complicadas ruas de São Paulo SETE inveterados bebedores de cerveja. Eis que do alto da fria madrugada paulistana e cansado de tanto rodar pelas ruas sem saber onde nos deixar, o discursos-genéricos-e-AGORA-chiliquenta bate o pé, dá pití e larga três pobres crianças no meio da Avenida Paulista, sem dinheiro (!!!), sem rumo, bêbados e com muuuuito frio. Mas aquilo não abalou o trio de ouro. Eles entraram em um táxi - que foi parado pelo amigo dos discursos - foram curtir a noite. Já estavam fodidos mesmo. Nada poderia ser pior. O foda é que o menino-garoto aprontou poucas e boas dali em diante. Mas isso será contado daqui a dois dias, quando aí sim serão reveladas as piores estripulias do menino-garoto...


Sem mais para o momento...
* Os nomes são fictícios para preservar a identidade e reputação dos personagens dessa história real que só tem a piorar

LEIA A SEGUNDA PARTE DA HISTÓRIA

sábado, 8 de dezembro de 2007

Amnésia

Às vezes penso em fazer como o personagem de Guy Pearce, em Amnésia (Memento): tatuar em locais onde eu possa ver facilmente as informações mais importantes do meu dia-a-dia. Loucura? Talvez seja apenas mais uma modalidade desse mal. O fato é que eu, como o personagem de Pearce, Leonard Shelby, esqueço de coisas absurdamente inesquecíveis e recentes. Como, por exemplo, esquecer que há 15 minutos eu deixei minha carteira na bolsa de alguém e fico desesperado à procura da tal ou ficar rodando num estacionamento qualquer até achar meu carro. Isso acontece frequentemente.


O problema de Leonard tem explicação. O meu ainda estou atrás. Leonard é um ex-investigador. Ele sofreu um trauma neurológico depois de ser atacado por um bandido, que assassinou a esposa dele. Isso o impede de formar memórias recentes. Mesmo assim, ele quer ir atrás do desgraçado que matou sua amada. Mas como?!? Se o cidadão não lembra nem qual é o seu carro! Tem que andar com uma foto dele no bolso! (tô quase fazendo isso também)! Solução? Tatuar as informações mais relevantes de sua investigação (além de andar com fotos, papéis com anotações e outras coisas).

Minha situação pode não ser tão dramática quanto a de Leonard, mas no ritmo que a coisa está, vou acabar chegando lá. Dia desses, durante o banho, pego o condicionador e leio as instruções: "para melhores resultados, deixe agir por alguns minutos". Fiquei lá paradão, com a cabeça escostada na parede. Dez minutos depois, fecho a torneira, me enxugo e troco de roupa. Fui para a sala assistir TV e uma hora depois volto ao banheiro para uma urinada. Quando olho no espelho, o reflexo de um babaca com a cabeça cheia de espuma! Eu esqueci de tirar o condicionador!!!!

Outro dia, estava de saída de casa. Peguei meu chaveiro, abri a porta, lembrei que tinha esquecido (olha que incrível, lembrei de alguma coisa!) meu crachá no quarto. Deixei a chave na porta (já aberta) e fui buscar o crachá. Ao descer, fiquei desesperado procurando a maldita chave e ela não estava em lugar nenhum. Quinze minutos de "garimpo" pela casa, não achei a maldita. Tive que pegar a chave reserva, bater a porta e ir embora. Dois dias depois, já tinha dado como certo o desaparecimento das chaves. Eis que corro o olhar pela casa e avisto a dita cuja lá, paradinha, na fechadura da porta...

Um desses esquecimentos quase me custou um pé na bunda. Depois de pagar sapo durante dias, semanas, meses a minha senhora, de que ela tinha que fazer uns exames cardiológicos, ela finalmente marca o grande dia. Na véspera, vira para mim e diz: "eu não vou poder dirigir depois. Você pode me levar? O exame é às 9h". Eu, gente boa que sou, não pensei duas vezes: "Isso você nem precisava me pedir. Eu já ia de qualquer jeito. Te busco e te deixo na sua casa. Fica tranquila". Chega o grande dia. O relógio marca 9h30 e nada do garotão aqui chegar na casa da garota. De repente o celular toca, olho o nome piscando no visor do aparelho e só aí lembrei e soltei um "puuuuuuuuuuta que pariu.... pense rápido, pense rápido, pense rápido". Falei a verdade: "esqueci meeeesmo. me desculpe". Ela ficou dois dias sem falar comigo...

Já esqueci chuteira no futebol e voltei descalço, já esqueci chave na ignição, já deixei chave na porta do carro e fui embora, já larguei um envelope com mais de R$ 1 mil em cima do teto do carro e saí com ele, já comprei 579 sorines (um vício, admito) porque eu sempre perco um, isqueiro dura uma semana, caneta nem se fala ..... .... .... .... .... tô tentando lembrar de outros bons, mas não consigo. Daqui pra frente, sempre que tiver um emblemático, vou tomar nota dele.

Sem mais para o momento

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O pai babaca...

"Olha pra cá filha", "sorria", "olha a foto", "canta"... E a filha pensando: "Que mico pai! não me faça passar vergonha! Olha pra lá. Minhas amigas vão rir da minha cara". Isso deve acontecer com os pais de adolescentes, né? Mas os pais de crianças são piores. Acredite. As criancinhas só não se manifestam tão efusivamente quanto os adolescentes. Ainda bem.

O convite na agenda avisava que às 8h30 haveria apresentação especial de Natal na escola da filha de 3 anos (quase 4). Como diria o senhor Acrisio, um velhinho gente fina demais, o pai babaca (como diria Fausto Silva) acordou "em cima da bucha" e saiu correndo para chegar a tempo. Entrou no auditório e a filha já subia no palco. Toda arrumadinha.

Pois bem. O pai babaca se prosta no pé do balco, enfia a mão no bolso e se dá conta que esqueceu a máquina fotográfica. Não dá tempo de voltar no carro para pegar, pois a princesinha já se preparava para entoar seu cântico natalino, muito bem ensaiado com a Tia Rose. O jeito é apelar para o celular. Mal começa a apresentação, o babaca (e outros tantos babacas como ele) já começa a acenar, chamando a atenção da filha. Timidamente (ainda). Mas o fez. A filha, tímida como o tal, avista o pai, vê aquilo e abaixa a cabeça, como se dissesse: "nossa, que vergonha. Sai pra lá pai". Perseverante, insistiu em chamar a atenção da criança para uma foto. O máximo que conseguiu foram sorrisos rápidos. Alguém deveria ter dito a ele (e aos outros) que aquilo tira a concentração da gurizada e pode atrapalhar o espetáculo.

Termina a apresentação. O cara praticamente sobe no palco. "Dá um abraço aqui no papai filhona. Você estava linda". Ela finge que não vê. Entra na fila organizada pela Tia Rose, de mãos dadas com as coleguinhas, e segue o protocolo. Resta ao sujeito, sentar-se e esperar pelo fim da cerimônia. Vinte minutos depois, o "árbitro ergue o braço", dá fim à apresentação da educação infantil. O pai babaca estica o pescoço procurando a filha. Vê que ela se desprende do grupo e fica na frente do palco de pescoço esticado, olhos curiosos, procurando pelo pai na platéia. Ele percebe que a garotinha o procura, levanta, vai em sua direção. Cena de filme da Sessão de Sábado: ela percebe a aproximação, abre um sorriso largo e antes que ele chegue ao palco de aproximadamente 1,5m, pula nos braços do, até ali, pai babaca, dá um abraço, um beijo na boca e diz: "te amo papai. Eu tava linda?". Foi pra casa pensando: "às vezes, vale a pena ser babaca assim, né?"

Sem mais para o momento...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

(In)fiel sofrimento alvi-negro

"Aqui tem um bando de louco/louco por ti Corithians"... Chega a ser comovente ver um bando de "manos curintianos" entoando esses versos nas arquibancadas. Isso porque faltavam ainda 5 minutos para o alvi-negro do Parque São Jorge tentar escapar do inevitável rebaixamento à Segundona. Comovente também é ver 5 minutos depois, esses mesmos marombeiros tatuados chorando em frangalhos, como meninas adolescentes que perdem o namorado. Em uma fração de segundo pensei que era muita sacanagem eu tirar proveito disso, rir da desgraça alheia e blá blá blá. Os amigos corintianos que me perdoem, mas, no instante seguinte, mudei de idéia e abri aquele sorriso maroto.

O Sport Club Corinthians Paulista bem que tentou. Até o último minuto. Não dá para dizer que aqueles garotos de nomes bizarros (Moradei, Hiram, Zelão, Betão, Dentinho (!!!), Bruno Otávio e por aí vai) não tentaram, não correram, não suaram... - ao contrário do Goiás, um time pra lá de preguiçoso, incompetente e sem-vergonha. Mas esses mesmos garotos são limitadíssimos tecnicamente. Um cara que não consegue dominar uma bola ou acertar um passe a três metros de distância tinha que ser preso!!! Esses garotos de futebol horroroooso me lembraram de um peladeiro que vi jogar pela primeira vez ontem, no aguerrido time do Torcida do Jornal de Brasília. Um tal de Estagiélisson. Olha como "o fera" é conhecido. Idade de menino, fôlego geriátrico. O cara que tem nome de craque não acertou nada. Até de canela ele deu. O famoso "bola murcha". A bola chegava nele e sempre (sem exageros), SEMPRE a jogada terminava. Talvez conseguisse uma vaga no banco do Corinthians na temporada 2008. Mas isso é outra história.

Agora, resta à fiel torcida do Corinthians voltar a encher os estádios em 2008 para os "clássicos" contra os inexpressivos Gama, Brasiliense, Avaí, Barueri, CRB, Vila Nova e etc. Tudo para que o time volte à Série A no ano seguinte ao rebaixamento, como o fizeram EM CAMPO outros grandes do futebol, como Grêmio, Palmeiras e Atlético-MG (sim, porque o Botafogo fez isso, mas há muito deixou de ser grande, né?). Ao contrário do Fluminense. Não satisfeito em cair para a série B, armou uma virada de mesa, voltou à série A, caiu de novo, e no ano seguinte caiu para a SÉRIE C. Só voltou porque os camaradas inventaram a Copa João Havelange, trouxeram o tricolor carioca de volta à elite e ninguém falou nada até hoje. Esse é o futebol brasileiro. Mas isso é outra história.

O problema agora é do Corinthians. Eles poderiam comprar o passe (errado) do Estagiélisson e marcar para a pré-temporada na Fazendinha uns amistosos contra o aguerrido Torcida Futebol Clube. Talvez assim os tais de Moradei, Hiram, Dentinho, Zelão, Betão e companhia consigam um destaque maior e por conseguinte uma levantada na moral. Já que no Parque São Jorge, como costuma gritar a torcida, "tem um bando de louco", Estagiéllison neles!

Sem mais para o momento...