quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sete otários e um banheiro

"Caralho! Não acredito que eram vocês os caras que acabaram com a festa!!!". Não sei se digo isso com orgulho ou vergonha, mas posso afirmar que sou personagem real de uma lenda urbana que se espalhou como um vírus por essa Brasíla-véa-sem-lei. A frase que introduz o texto foi dita a mim por um amigo, o Alberto Roberto, dois anos depois do episódio que motiva essa história. Detalhe: Alberto Roberto não estava presente ao acontecido. Mas tomou parte da lenda urbana em sua faculdade de Arquitetura. Sabe-se lá como. Vamos aos fatos que merecem riqueza de detalhes.


Era junho de 2003. Últimas semanas de vida acadêmica. Bruce é o único convidado para uma festança em uma mansão no Lago Sul promovida pelos formandos de Publicidade do Uni$euB. Mas, gente boa que é, Bruce resolveu chamar mais seis amigos arruaceiros, todos, então, solteiros: Big-Twenty, eu, Testinha, Dr. Bactéria, Jairzinho, Mendes e Frederich*. Pois bem. Como estava em uma outra festa - esta de família - chego ao recinto só por volta de 1h da manhã, completamente sóbrio, enquanto os amigos estavam totalmente embriagados. Festa bacana, cerveja gelada, música boa, várias mulheres bonitas... Dei aquela reconhecida no território e logo conclui: "Hoje me dou bem". Doce ilusão... Pego minha primeira bebida, uma Smirnoff Ice (que não custou R$ 30 como aquele do Demolition, é importante lembrar). Depois uma cerveja e parei por aí.

Quem me conhece bem já deve estar se perguntando: "porra! O cara tomou um Ice e uma cerveja e parou?". Explico: Frederich e Testinha, sagazes como só eles, percebem um trio de garotas solteiras conversando por um longo tempo. Frederich se aproxima de mim e avalia a situação: "Tá rolando um apartheid. Tem sete caras aqui e três mulheres sozinhas ali". De fato, ele tinha razão. Por que os sete machos putões estavam perdendo tempo com bobagens? Eis que Testinha vira pra mim e faz a proposta: "Porra cara! Aquela ali está te dando o maior mole. Vai pra cima dela e articula lá para as duas amigas ficarem com a gente", sugeriu o amigo Testa. Analisei o quadro e questionei: "Tá, mas quem é pra quem ali?". O taradão foi rápido e enfático: "Qualquer uma tá valendo". Ali eu tive certeza que os caras estavam topando qualquer negócio.

Balancei a cabeça em sinal positivo para os dois camaradas e avisei: "Beleza. Vou ao banheiro dar uma mijada e quando eu voltar a gente chega chegando, fechado?". Nunca mais voltei... Numa típica atitude de bêbado, os outros seis arruaceiros, inclusive Testinha e Frederich, entraram no diminuto banheiro 3m X 3m (que também servia de sauna) empurrando uns aos outros, jurando que aquilo era engraçado. Como era o primeiro da fila, não quis nem saber e fui direto ao vaso, que ficava dentro de um boxe. Enquanto dava aquela urinada, os outros seis ficavam se acotovelando no canto do banheiro e repetindo felizes da vida: "aêêê... cantinhooooo. Ihiiii", gritavam ao mesmo tempo que esmagavam algum infeliz no canto da parede. Até aí tudo bem... mas a desgraça daquela noite tem início quando percebo Jairzinho, morrendo de rir, trancar a porta, tirar a chave e jogá-la pela janela basculante (que dava para um quintal escuro e cheio de pedras e grama). Não estou querendo dramatizar a situação, mas parece que eu vi toda aquela ação em câmera lenta, quadro-a-quadro, com Carmina Burana como trilha sonora, e eu gritando "nãaaaaaooooooooooo....".

O BANHEIRO DO PÂNICO: começaram ali longas três horas e meia de terror, discussões, socos, teorias, inimizades, escândalos, prejuízos, paparazzi, disputa por espaço e oxigênio e etc. Encerrado meu xixi, olho para o Jairzinho com sangue no olhar, como se estivesse perguntando "você não fez isso, fez?" e o filho da puta só ria. Nada mais. O pior: tento alertar os outros bêbabos da situação, mas ninguém me dava ouvidos. Continuavam a se esmagar uns aos outros no canto do banheiro. Dez minutos depois, Bruce, num surto de sobriedade convoca: "Tudo bem galera. Acabou a brincadeira. Vamos sair daqui e tomar uma cerveji.... caraaaalho!!!! a porta está trancada mesmo!!! Tudo bem Jairzinho, cadê a chave?". E o puto só ria. Sem falar uma palavra. Desesperados, todos começam a socar a porta e, juro, gritando "socorro".

Depois de dez longos minutos de cárcere, as garotas do lado de fora percebem que algo de estranho acontece naquele pequenino mijadouro. A gente explica a situação e o pessoal da festa chama o dono da casa. Ele, com toda a razão, solta essa: "seguinte: a gente vai procurar a chave aqui. Mas se até lá vocês quebrarem alguma coisa aí dentro vocês vão ter que pagar". O tempo vai passando e nada da porra da chave. Do lado de fora, fizeram várias teorias. "Tem um bando de cheiradores lá dentro se drogando"; "deve ser um bando de viado", "eles querem fazer alguém falar alguma verdade"... e por aí vai. Para piorar a situação, Frederich, inconveniente que só ele, desliga a chave da energia de toooooda a casa. A festa parou. O único sóbrio ali, calculei o tamanho da desgraça: "Pronto. Agora a gente vai tomar muita porrada". Mesmo depois que a força voltou, os donos da casa não ligaram mais o som.

Quase uma hora de cárcere, a gente pressiona o Jairzinho (ninguém acreditava que ele havia jogado a chave fora). A rapaziada encosta o mané na parede e faz o interrogatório. Concomitantemente, o traidor tenta desviar o assunto: "o importante é a gente saber como é que a gente vai sair...". Mais uma apertada: "Tu jogou ou não jogou a porra da chave fora?". O cara não podia ser mais direto: "Mas isso é óbvio!!!". Essa foi a senha para o Testinha, do alto de seus 1,60m, voar no pescoço do Jairzinho, um negão de 1,90m. "Eu vou te matar filho da puta". A troca de sopapos continuou até o fim da madrugada. Sempre com dois ou três tentando segurar o Testa. Já Jairzinho não falava uma palavra se quer. Como quem estivesse pensando: "Que merda que eu fiz...".

É então que o dono da casa volta a se comunicar pelo outro lado da porta: "olha aqui. Não tem porra de chave nenhuma aqui não. A gente vai chamar um chaveiro e quando vocês saírem daí vocês estão fodidos". O Dr. Bactéria, um dos caras mais esquentadinhos que já conheci em toda minha vida, se emputece com aquilo e chama o anfitrião pra briga: "seu filho da puta! Você acha que eu estou aqui porque eu quero? Quando eu sair daqui vou te encher de porrada!". Tentamos acalmá-lo. Com os nervos controlados, ele pega uma chave de fenda que estava guardada no espelho do banheiro e tenta tirar as dobradiças da porta. Tira a primeira, a mais alta. Tira a segunda, a do meio. Mas a terceira estava impossível. Pedimos pela janela um martelo para arrancar a dobradiça, mas o dono da casa foi prudente: "tá louco? tem um cara querendo matar o outro aí e eu ainda vou colocar um martelo aí dentro? Nem pensar...". Fez bem. Já pensou o Testinha com um martelo na mão?

O BIG-TWENTY E SUA SABEDORIA: Enquanto isso, sabe-se lá por que cargas d'agua, Big-Twenty, o cara de camisa rosa, não havia entrado no banheiro. Fora o único arruaceiro a acompanhar todos os fatos do lado de fora da desgraça. Sábio como ninguém, ele chama Bruce e eu na janela do banheiro e tenta nos tranqüilizar: "Negada, fiquem tranqüilos. Vocês não são bandidos. Tem um monte de caras aqui querendo dar porrada em vocês. Mas se nego vai dar porrada nos meus amigos, eu vou dar porrada neles. E tem mais! A polícia está vindo aí. Mas fiquem tranqüilos porque vocês não são bandidos!". Pronto. Estava completamente fodido. Preso por duas horas no banheiro com seis bêbados. Vira pra mim um cara de camisa ROSA e tenta me TRANQÜILIZAR com aquelas sábias palavras. Só ele mesmo...

TROPA DE ELITE: Quando Big-Twenty deu o recado de que tinha um bando de bombado querendo encher a gente de porrada e que a PM estava a caminho, Testinha, que já havia envelhecido uns 15 anos com aquela situação, brada com o dedo em riste: "A gente só está nessa porra por causa desse filho da puta!", gritou já partindo para o pescoço do Jairzinho de novo. Eis que chegam quatro PMs, de colete à prova de balas, e cada um com uma arma na mão. "Fodeu de vez", pensei. Mas para a minha surpresa, os próprios homens de farda ajudaram na busca da chave. Cada um com uma lanterna na mão. Mas nada da maldita. E Big-Twenty lá. Esclarecendo pra todo mundo: "Não tem bandido lá. Os caras são meus amigos". Ainda bem que Big-Twenty estava lá para deixar isso bem claro...

INSTANTES FINAIS DE AGONIA: Olhei no meu velho Cosmos à prova d'agua no pulso esquerdo: 4h25!!!! Entrara no mijadouro por volta de 1h30 da manhã. Já faltava oxigênio. Eis que chega a amiga do Bruce, a mesma que o convidou pra festa e faz um singelo comunicado: Bruce, o chaveiro está aqui. Vocês terão que passar R$ 80 por baixo da porta para ele abri-la". O Dr. Bactéria voou pra cima da porta, começou a socá-la e gritar: "abre logo essa porra! Você acha que alguém está se divertindo por estar aqui? Hein?!". Bruce tentou acalmar a situação e garantiu à anfitriã que pagaria o cidadão assim que saísse do cárcere. Enquanto isso, a gente vai ensaiando como será nossa saída, o que vamos dizer. Coube a Bruce ser o representante do grupo de sete otários. Meia hora de muita tentativa do chaveiro e a porta enfim se abre.

A LIBERDADE: um olha para o outro com cara de otário. "E agora? Vai na frente Bruce". Saem os sete babacas, enfileirados. Eu olho rapidamente pelo recinto e me deparo com TODOS (!!!) os mesmos convidados que encontrei no momento em que cheguei na festa. Ninguém foi embora! Havia pelo menos 80 pessoas. Todos curiosos para conhecer os sete manés que destruíram a festa. Sem contar os quatro PMs, armados até os dentes, e o chaveiro com sua caixa de ferramentas na mão.

Depois de um silêncio genesiano (aquele que existiu antes da criação do mundo), Bruce, com as duas mãos juntas e balançantes, quebra o silêncio: "Rapaziada, eu posso explicar. Esse rapaz aqui (apontando pra mim) entrou no banheiro para dar uma mijada e os outros, todos bêbados, entramos para zoar. Coisa normal de bêbado. Mas aí esse imbecil aqui (apontando para o Jairzinho), um idiota com barba na cara tranca a porta e joga a chave fora. Pronto. Foi isso que aconteceu". Alguns segundos de silêncio no recinto, seguidos de um burburinho estranho, cochichos, julgamentos e etc. O sargento da PM se volta para Jairzinho e pergunta se ele jogou mesmo a chave fora. O traidor fica calado, o que serviu de estopim para mais uma explosão do Testinha. "fala filho da puta se não eu vou te matar!!!". O sargento teve que intervir: "calma garoto! deixa isso com a gente... E aí jovem, jogou ou não jogou?... ". Jairzinho balançou a cabeça positivamente e já foi sendo levado para a parede, onde foi devidamente revistado.

ENTRE MORTOS E FERIDOS: achei que aquele episódio fatídico tinha um fim ali. Mas enqüanto éramos interrogados por todos, Bruce ainda discutia com sua garota, que não parava de gritar no ouvido dele: "vocês são um bando de moleques. Isso não se faz, que vergonha...". Ela insistia em não acreditar na nossa versão. Acho que ela estava insinuando que havíamos provocado tudo aquilo de propósito. Foi ela inclusive que deu um cheque para o chaveiro. Ela continuou: "por que vocês fizeram isso? Que infantili...". Bruce interrompe subitamente: "Cala a boca sua puta!". Terminava ali um namoro de mais de dois anos...

Minutos depois, Dr. bactéria entra no quintal correndo. "Galera, me ajuda! O Testinha está lá no meio da rua querendo matar o Jairzinho. Ele está impossível". Bruce e eu corremos para o portão, onde encontramos Jairzinho encostado e Testinha no meio da rua chamando pra briga: "vem aqui desgraçado. Vou te arrebentar". Imobilizamos o Testa e o carregamos para o carro do Bruce. Jogamos ele lá dentro e o Bruce saiu arrancando. Como já estava no meio da rua, aproveitei para sair fora também. Entrei no carro, liguei meu toca-fitas, acendi um Lucky Strike e fui pensando até o caminho de casa: "nunca mais faço xixi em banheiro de festa. Daqui pra frente, só no mato".

MESES DEPOIS: almoço em família. Bruce está sentado na mesma mesa que seu irmão mais velho, que, naquela época, fazia mestrado de História na UnB. O irmão vira para ele e comenta: "bicho, tá rolando um papo lá na UnB que uns sete caras do CeuB acabaram com uma festa. Parece que um idiota trancou a porta e jogou a chave fora, algo assim...". Bruce ainda mastigava um suculento bife quando ouviu isso. Quase engasgando, arregalou os olhos, tomou um gole de água e se limitou a dizer: "Ah é? Putz... que bando de manés". Terminou o almoço e saíu para o trabalho. Carregou aquele segredo o dia inteiro.
À noite, já em casa, assistindo a um filminho com o irmão, ele não aguentou e admitiu: "tudo bem cara, eu tenho que confessar. Eu era um dos sete caras da festa. O Testinha também. E o Leandro, o Mendes... todos os caras". O irmão não queria acreditar. E a história foi ganhando proporções que fugiam ao nosso controle.

CICATRIZ ETERNA: Um ano depois, estou eu e Bruce no Calaf, um dos maiores fronts da guerra noturna brasiliense. Chega uma mulher que eu nunca tinha visto na minha vida, dá um tapinha nas nossas costas e, com um sorrisinho sem-vergonha, diz: "toda vez que eu vejo vocês por aí lembro daquela noite da festa do banheiro". Pronto. Éramos celebridades na cidade. Para o bem ou para o mal.

Lembram da primeira frase desse texto, de autoria de Alberto Roberto? Pois é. Eu comecei a contar essa história pra ele durante um churrasco entre amigos. Dois anos depois daquela fatídica noite. Nos 30 segundos iniciais, ele já se identificou com o conto e "chorando" de rir me perguntou: "Caralho! Não acredito que eram vocês os caras que acabaram com a festa!!! Aquela que um dos caras trancou a porta e jogou a chave fora! Teve polícia e tudo mais!!! Eram vocês mesmo?? Ha ha ha ha ha....". Definitivamente éramos celebridades. E aquilo que no ínicio não passava de lenda urbana, passou a nos acompanhar até os dias de hoje. Para o bem ou para o mal.

Sem mais para o momento...

* Nomes fictícios para preservar a identidade dos personagens dessa história (infelizmente) real

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Os maiores camisolões vivos

Para os desavisados, o termo CAMISOLÃO pode não passar de um vestuário noturno tamanho GG. Mas a expressão tem um significado bem particular. Os convivas da palavra sabem bem a real tradução desse vocábulo infame, que atormenta a personalidade de pobres mancebos. Para fazer os leitores desse humilde espaço entender melhor o que de fato é ser Camisolão, listarei situações e personagens reais que melhor se encaixam na definição.


Pioneirismo: Tenho um amigo dos tempos de segundo grau no colégio Leonardo da Vinci que é a personificação da palavra. Não é de hoje que ele veste a camisola. Sempre foi assim. Mas de pouco mais de um ano pra cá ele tem exagerado na dose. Explico: o cara namora uma jovem bem gente fina. JURA que não o prende por nada nesse mundo. Mas ele insiste em ser refém do amor. Vejamos: sexta-feira, 21h. Depois de uma longa semana de trabalho, amigos se juntam para refrescar a goela com a doce cerveja, colocar a conversa em dia e relaxar. É então que vem a pergunta indefectível: "E o Camisolão?". Ao que um outro responde: "Adivinha? Ele disse que vai ficar tranqüilão em casa e vai ver se a garota dele quer sair. Se ela quiser, ele vem".

Ok, ok. É "bonitinho" alguém se pautar pela programação do outro (a), né? Mas TODO DIA???? Em qualquer situação?? Não está bom... E quando esse mesmo cara, que nunca perdia um dia se quer com os amigos, só sai se estiver com a mulher? Mesmo que seja para assistir a Fluminense X Cardoso Moreira (RJ)??? Não está bom não... Feriadão com os amigos? Nem pensar. Só se for em Candeias (MG), cidade natal de sua esposa. Sair sozinho? Só se eles estiverem brigados ou ela viajando para o interiorrr. Definitivamente, não está bom... Um outro amigo em comum, o Bruce, costuma brincar: "O Camisolão é tão camisolão que se ele for cagar ele leva a mulher junto". Não duvido.

Mas uma coisa é admirável no sujeito. Ele admite ser camisolão. Ele vive rebatendo quando alguém critica seu comportamento: "Sou camisolão mesmo. Não tô nem aí". É triste... mas verdadeiro. O pior?!? Ele tem feito escola!!!! Vejamos o caso a seguir.

O baby-doll (aprendiz de camisolão): Um outro amigo nosso, o Menino-garoto, está indo no mesmo caminho. Certa vez, ele, pensativo, soltou na mesa: "Tô preocupado. Minha namorada está começando a sair sozinha". Fiquei olhando para aquilo, pensando numa forma de mostrar ao menino seu erro. Primeiro pensei: "Ele deve ter 12 anos". Mas tive que ser duro: "Porra! Tu é burro? O que há de mal nisso? Isso é muito bom! É saudável para a relação. Você não gosta de sair sozinho às vezes?". Ele não reconheceu que aquilo não estava bom. Mesmo porque desde que ele começou esse romance não sai mais só com os amigos. Pois bem. Minutos depois, nessa mesma ocasião, alguém da mesa faz a proposta: "Hoje tem sambinha. Vamos?". De bate-pronto o menino retruca: "Vou não. Se não abre um precedente para minha namorada e ela vai acabar usando isso para poder ir ao samba sozinha também". Foi a gota d'agua. Oficialmente ele estava vestindo uma camisola bem grandona.

Camisola de força: tudo pode ser pior. Vejamos o caso do Gordinho. Ele namora há mais de três anos. Sem a namorada é uma pessoa. Com ela, é outra completamente diferente. Não estou falando sobre como ele se comporta com outras mulheres. Não mesmo. Mas na forma de conversar com os amigos. É constragedor observar o tamanho da camisola que ele tem usado desde que começou a namorar. Dias atrás, fomos em um grupo de oito pessoas para o Rio de Janeiro. Tínhamos certeza de que todos se divertiriam até vomitar. Mas tudo o que o Gordinho trouxe da viagem foi toda a seção de camisolas das Lojas Marisa.

Dos sete dias que permanecemos em terras cariocas, ele só saiu com a gente duas vezes. Uma delas, a namorada ainda não estava no Rio - logo, não conta. E por que? Porque a senhora dele mandava ele ficar com ela todas as noites no hotel, assistindo Duas Caras, ou qualquer outra besteira, porque ela não estava a fim de sair. E o Gordinho doido pra encher a cara com os amigos. Mas só sabia dizer: "moleque... eu não vou sair hoje. Minha namorada está com dor de cabeça". Constrangedor.

Lembra que eu falei que tudo pode ser pior? Então. O Gordinho tem quase 30 anos. Fuma desde os 14. Mas até hoje a senhora dele não se convenceu de que ele é fumante profissional. Basta acender um cigarrinho para a companheira fechar a cara e, muitas vezes, ir embora do recinto, deixando o infeliz largado às traças, a mercê da carona alheia!!! Por isso, muitas vezes ele prefere ficar na fissura para evitar a fadiga (porque a namorada não deixa ele matar uma necessidade). Já percebi o Gordo suando, tremendo, nervoso. Gente boa que sou, sempre tento ajudar: "quer uma tragada aí?". Ele olha para os lados e não consegue esconder o medo: "não cara, minha namorada está aqui. Ela vai ficar furiosa". Triste...

É rotineiro também eu ligar para o camarada, chamá-lo para tomar uma cervejinha e sempre escutar essa: "Beleza. Vou falar com a minha namorada, vou ver se ela vai fazer alguma coisa e já te ligo". Porra! Eu chamo o cara, não a namorada dele. Só que o Gordinho é burro, além de tudo. Aí se a namorada dele não estiver a fim de tomar uns drinks com os amigos do namorado, ele retorna a ligação dizendo que "não vai dar pra ir". O triste disso tudo é que ele sempre mandou em relações anteriores. Agora, leva porrada todo dia. A gente tenta arrumar o sujeito, dizendo que não está bom, mas ele não consegue rasgar a camisola.

Camisola do Medo: uma vez presenciei uma cena que ainda hoje é difícil de acreditar. Cinco amigos reunidos na casa de um deles. Tomando cerveja, ouvindo música e papeando! Há algo mais normal do que isso? Não para o Eri. Ele olha preocupado para o relógio na parede, percebe que a hora marcada é 0h25. Ele se vira para nós e diz assutado: "Putz! Tenho que ir nessa, mas já volto!". Olhei aquilo, sem entender direito, e perguntei: "Como assim? Vai cagar? Caga aqui mesmo porra!". Ele se achando certíssimo com aquele comportamento explicou: "Não, não... é que eu falei para minha mulher que meia noite e meia estaria em casa. Vou lá em casa rapidinho ligar do telefone do meu quarto, esperar uns dez minutinhos, porque ela sempre liga de volta para conferir se realmente estou em casa. Depois dessa segunda ligada, eu volto pra cá e continuo o papo com vocês". Os outros quatro amigos se entreolharam e pensaram: "esse está fodido. Vai morrer envolto em uma grande camisola de seda".

Será que fui claro ao explicar o que é ser um CAMISOLÃO? Acho que esses são os casos mais emblemáticos. Cada um desses camisolões tem outras tantas situações de camisolada, mas aí o texto estamparia um livro inteiro. Agora, queria mesmo era salvar meus amigos e enviá-los ao C.A. (Camisolões Anônimos). Mas eles não conseguiriam ir às reuniões, porque certamente eles achariam que suas mulheres não iriam gostar da idéia. Só se elas fossem juntas. Né?

Sem mais para o momento...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Bêbo pra carai...

Reconstituição de como o Testinha estava voltando da festa de reveillon no Rio de Janeiro. Sem mais para o momento...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A primeira vez no Planeta dos Macacos

Nunca pensei que um dia eu, um cara do rock n' roll, passaria por tal situação: ir a um show de axé music. É triste, mas verdadeiro. Mas quem deixaria a namorada ir sozinha a um evento desse naipe? Pelas histórias que já ouvi por aí... algumas protagonizadas por vários amigos, foi melhor não arriscar deixá-la a mercê dos chamados “mata-leão”.


Pois bem. Era março de 2006. Minha senhora vai trabalhar na produção de um combo de shows desse famigerado gênero musical. Resolvi encarar a missão (de guerra). Eis que chego na arena do show (de excentricidades). A primeira visão foi a do inferno. Eu me senti como Charlton Heston no filme O Planeta dos Macacos. “Estou em um planeta estranho e primitivo”, conclui. Enquanto eu era o único a usar uma camisa preta, todos os seres vivos ao meu redor eram obrigados a vestir uma estranha indumentária absurdamente colorida. Muitos se comportavam de maneira esquisita – um deles corria entre a multidão com uma bóia em forma de pato na cintura (?!?!?!?!); outro trazia um boneco do Bob Esponja na cabeça (?!?!?!?!). Perto dali, um grupo entoava algum tipo de mantra. Nunca vi nada parecido, mas acho que era a dança da chuva ou algo do tipo. "Gente estranha essa", pensei com meus botões.

Horas antes dos primeiros batuques no palco já havia dezenas de seres estranhos e primitivos ao meu redor entregues às traças, podres de bêbados. Pensei: “Tem que ser um primata mesmo para pagar R$ 120,00 nessa merda e ter que ser levado embora antes do início dos shows”. Definitivamente estava em um planeta estranho e primitivo. Os machos ignoravam os quase 12º Celsius e a eminente tempestade e se despiam da cintura pra cima – acredito que para intimidar os outros machos na disputa pelo sexo oposto ou mostrar a eficácia de um Diabanol direto nas veias (anabolizante utilizado em cavalos de corrida). As fêmeas também iam pelo mesmo caminho. Shorts viravam cintos. Saias, tiras de pano. Calças, torniquetes. Camisetas ou tops, portais para a felicidade – Eu é que não vou deixar minha filha passar perto de um caldeirão desses...

Inquieto e tenso, olhava de minuto em minuto para o meu velho Cosmos à prova d´agua que carregava no pulso esquerdo. Resolvi então ingerir algum calmante. “Cerveja e nicotina!”, decidi. No ato da compra mais uma infelicidade: R$ 4,00 por uma Skol Beats quente!!! – passei toda a manhã seguinte peidando frouxo por causa dessa maldita cerveja.

Meia dúzia de Skol Beats depois, apesar dos meus cinco sentidos estarem prejudicados, reparo que os líderes espirituais daquela RAÇA tem um tipo de chamado que se repete a cada TRÊS minutos: “Vamo galeraaaa! Tira o pé do chãaaao!” ou “Quero ver as mãozinhas para o alto!!!”. Todos respondiam de bate-pronto. Um desses zumbis hipnotizados no meio do público era meu amigo. O Menino-garoto*, o mesmo que já pagara R$ 30,00 em um ICE na Rua Augusta, em São Paulo. O cara é um nerds-sempre-elegante e gente boa. Mas de vez em quando parece perder o bom senso. Enqüanto um cara que não parava de pular e gritar no microfone - e a galera achava isso o máximo - o Menino-garoto colocou-se de joelhos, fechou os olhos e levantou as mãos para o céu em posição de reverência e agradecimento. Pensei: “Meu Deus. Isso já é demais pra mim. Preciso sair daqui agora”.

Convidei minha garota – que ainda hoje apresenta sintomas de ser um deles – e segui rumo à saída mais próxima. No carro, a primeira coisa que queria era ligar o meu velho toca-fitas para uma lavagem cerebral-espiritual. O que a gente não faz por uma garota, não é mesmo?

A conclusão que tirei disso foi, no mínimo, acadêmica: uma baita experiência antropológica que me deixou negativamente impressionado. Lembrei de uma frase de Lars Ulrich, baterista do Metallica, no documentário Some Kind Of Monster: “A vida é uma eterna broxada com esporádicos boquetes”. Aquele dia foi o da brochada. Passei a perseguir muitos dias de boquetes.

Sem mais para o momento...

* Nome fictício para preservar a identidade do menino

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Coisas de maranhenses...

O que um chuveiro faz sobre uma pia e ao lado de um vaso???????? A água cai diretamente no canto da pia!!!!!

Coisas dos confrades de São Luiz (Toty, Fred e Oswalditos). Será mais uma pegadinha de bêbado? Ou estaria bêbado pedreiro que ali instalou a ducha?


Sem mais para o momento...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Um Pangaré bom de lance

Prólogo: Tempos atrás um amigo comentou que o irmão fizera uma das maiores merdas da vida. Sozinho, o cara sai cambaleando da boate. No caminho para sua Saveiro prata, dá de cara com um guardador de carros mandando ver num cachorro-quente.

Como a bebida consegue provocar em alguns otários a impressão de que "estar bêbado" é "estar o mais forte da região", o babaca toma o cachorro-quente da mão do pobre flanelinha, dá uma mordida que abarca metade da iguaria e a joga no chão. Como se não bastasse, ainda pisa, amassa, dá uma encarada no cidadão e sai andando em direção ao seu carro. Na maior paz. O pobre flanelinha ficou embasbacado. Segundos depois, puto. Deu um daqueles assobios com o polegar e o indicador na boca. Daqueles que se ouvem a 5 quilômetros. Em questão de segundos, surgiram flanelinhas até das árvores. Eles se juntaram e rebocaram o mané bêbado, que chegou em casa todo arrebentado e sujo de sangue. Ficou três dias sem aparecer no trabalho. Colocou a culpa na bebida, claro. Não deixei de dar razão.

O Pangaré: Tão "desgracento" quanto, é a bebida provocar em outros otários a impressão de que você pode passar a ser o dono da situação com o bolso cheio da grana. Aconteceu com o Pangaré. Um sujeito que anda por aí com uma barbinha ridícula, mas é bem gente fina. O problema é que tem um defeito grave: é menino. Numa dessas "meninisses" fez uma merda tão grande quanto mexer com uma gangue de flanelinhas. Um tio dele, dono de um sítio nas redondezas, o convidou para um leilão de eqüinos. Foram os dois. Lá, gente da alta sociedade (ele é um reles jornalista que ganha mal), mulheres bonitas, uísque, vodka, vinho, champagne... tudo liberado (menos as mulheres).

Com sangue no olhar, partiu pra cima da garrafa de uísque. Ele e o tio. Mataram um litro rapidinho, enquanto rolava o leilão de Mangalargas, Árabes, Andaluz, Puro Sangue e por aí vai. Meio embriagado, ficou observando aqueles velhos pançudos e madames frescas dando seus lances aos eqüinos. "R$ 2000,00!", gritou um velho gordo e barbudo. "R$ 2.500!!", ofereceu uma madame em um Puro Sangue. E os lances foram crescendo até chegar ao arremate de R$ 6000,00 (a parcela!!!). Pangaré, pela primeira vez em um leilão, achou o máximo e quis fazer uma "gracinha". O Puro Sangue vendido desceu do estábulo e subiram um outro cavalo. Não era Puro Sangue, mas até que era ajeitadinho.


O camarada com o microfone na mão anuncia: "Vamos iniciar os lances em R$ 300,00". Alguém gritou R$ 350,00. Uma segunda voz ofereceu R$ 400,00. Pangaré, astuto como só ele, pensou: "Bom, se o anterior chegou a R$ 6000,00, esse aí também vai longe". Virou-se para o tio ao seu lado, já completamente bebum, e perguntou: "Posso dar um lance?". O tio sem saber direito onde estava foi categórico: "Manda ver". O espertão do Pangaré chega a ficar de pé para berrar seu "lance": "R$ 500!!!!!". Senta novamente, cruza os braços e estampa um sorrisinho sem-vergonha no rosto, esperando que alguém se sentisse ofendido e gritasse um lance maior. Mas o salão fica em silêncio. Por intermináveis 40, 50, 60 segundos!!!! O suor começa a escorrer pela testa. O esfincter se contrai que não passa nem bufa. Até que acontece o que Pangaré não esperava. O mestre de cerimônias começa a repetir: "Eu tenho R$ 500. Quinhentos, quinhentos, quinhentos, quem dá mais, quem dá mais, quem dá mais? Vendido para o cavalheiro de vermelho!". E bate o martelo. Pangaré se cagou todo na hora e gritou um sonoro "nãaaaaoooooo".


Rapidamente vieram duas moças da organização com os documentos de transferência daquele cavalo arrematado por suaves prestações de R$ 500. Bom... se o anterior a parcela chegou a R$ 6000, esse que ele arrematou só podia ser um cavalo puxador de carroça. UM PANGARÉ! Mas as mocinhas não queriam nem saber da burrice daquele comprador. Forçaram o cidadão a assinar os papéis. Ele se recusou e jogou a responsabilidade no tio bebum, que acabou assinando a papelada sem saber nem quem era. Dia seguinte, o pessoal do leilão liga para o tio-não-mais-bebum-mas-com-ressaca e tenta combinar um horário para buscar o eqüino. "Cavalo? Que cavalo?". O cara não se lembrava de nada. Mas de bate pronto ligou para o sobrinho urrando: "Filho da puta! Você comprou um cavalo ontem e ainda fez eu assinar?!?!?!"


Epílogo: pelos cálculos do tio, o sobrinho, agora mundialmente conhecido como Pangaré, arrematou o cavalo por R$ 4 mil - é o que o sobrinho, o Pangaré, deve ao tio bebum e agora puto. O sobrinho nunca mais teve o respeito e consideração do tio. O sobrinho ficou envergonhado por meses, sem aparecer nas festas de família.

Mas como para todo babaca, desgraça é pouco, poucos dias depois de comprar o puxador de carroça, o mané enche o rabo de cerveja, sai dirigindo por aí e enfia o carro num poste. A polícia chega rapidamente e faz a cobrança: "Garoto, você vai ter que pagar pelo poste da CEB também. São R$ 2 mil". Saldo devedor: R$ 4 mil do puxador de carroça + R$ 2 mil do poste = R$ 6 mil. O Pangaré ainda hoje faz hora extra para poder pagar o tio e a CEB. Já o cavalo que ele comprou... o tio não foi buscar e, por isso, responde a um processo na Justiça. Pangaré nunca mais quis saber de leilões e ainda hoje chora o maldito "lance" na hora errada. É só mais um efeito colateral da bebida...

Sem mais para o momento...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A Scania e os mendigos

Viagem com amigos de longa data. Sobram boas (ou trágicas) histórias para a posteridade. Os sete dias no Rio de Janeiro para Bruce e Banner - a dupla de Hulks que não perdoam nem as gordinhas horroroooosas - foram inesquecíveis. Para o bem e para o mal. Esses sete dias serão lembrados não só pelas totalmente excelentes rodas de samba na Lapa, pelas horas de sol rachando no Poxxxto 9, em Ipanema, ou as dezenas de litros de chopp diários. Tampouco só pelas "mulheres de Photoshop" tomando sol ou pelas barangas de fim de noite - essas mais procuradas por Banner, é verdade. O que certamente a dupla de Hulks jamais se esquecerá serão as noites mal dormidas naquele quarto apertado de um hotel em Copacabana.

A dupla de Hulks se acomodou num quarto triplo juntamente com um terceiro companheiro: o Testinha, um sujeito marrento e bom de copo. Duas variáveis que, nele, ao misturadas, têm o poder de uma bomba nuclear. Expliquemos: Testinha é do tipo de cara que reclama de tudo. Todo o tempo. Quando não gosta de alguma coisa se mostra introspectivo e ausente. Testinha, sobretudo, se torna um sujeito mal-humorado se não tiver uma bebiba na goela. Por isso, era só sorrisos na noite de revéillon, quando, em pouco mais de 3 horas, ingeriu QUINZE copos de uísque. Nas demais noites foram mixes de cerveja e caipiroskas - ou como dizem os cariocas, caipivodka.

Voltando ao drama de Bruce e Banner. Todas as manhãs nos encontrávamos no lobby do hotel para sairmos juntos em direção à praia e às cervejas. Era nesse primeiro encontro do dia que percebíamos que algo não saíra bem na noite anterior. Bruce mal-humorado e a cara inchada. Banner arrasado. A resposta era sempre a mesma: "Tá foda dormir no mesmo quarto que esse moleque. Ronca demais. Parece uma Scania!", bradava Bruce todas as manhãs. Banner chegou a gravar o ronco do cidadão. O motivo: "Vou mandar para o Discovery Channel. Eles precisam estudar o caso. Isso não pode ser humano", analisava Banner. Testinha ficava calado. Só observando, com um sorrisinho maroto no canto da boca. O livro dos recordes - o famoso Guiness Book - lista um indivíduo que atingia cerca de 100 decibéis ao roncar à noite, ruído comparável ao de uma britadeira de concreto. Se Banner tornar público o ronco de 300 decibéis de Testinha, eles garantirão um lugar nas páginas do Guiness.

A desgraça noturna para Bruce e Baner se repetia. Noite a noite. Em uma dessas, eu, do meu quarto no 13º andar - recebo uma mensagem via Embratel, às 04h11 da madrugada, do Bruce: "Pelo amor de Deus, deixa a gente dormir aí". Só li a mensagem na manhã seguinte. Na mesma noite, Banner, só de short e travesseiro na mão, foi bater na porta do quarto de um outro amigo que viajava com a gente, o Silvio Santos. Bater, na verdade, é eufemismo. Ele esmurrou a porta. Enterrou o dedo na campainha. Ao abrir a porta assustado, Banner percebeu que estava incomodando e se retirou.

Enquanto isso, o barulho da Scania dava para ser ouvido até nos morros vizinhos. Desesperados, com os olhos pesando e emputecidos, Bruce e Banner tomaram uma atitude inesperada. Pegaram seus travesseiros e lençois e foram dormir NO CHÃO DO CORREDOR DAQUELE ANDAR. Como dois mendigos, ali ficaram até o amanhecer. Arrasados. Desesperados. Com um débito de sono de pelo menos quatro noites. Convencidos de que "aquilo" lá no quarto continuaria a "gritar" enquanto dormia, e de que eles não poderiam mais dormir no chão do lado de fora do quarto, Bruce e Banner tentaram uma medida paliativa: compraram protetores de ouvido - daqueles que nadadores usam.

Segundo Bruce, depois disso, o ruído passou de 300 para 85 decibéis, o equivalente a um trem em movimento. Resta saber se na próxima viagem, alguém vai querer ficar no mesmo quarto que o Testinha. Alguém se habilita? Ainda bem que o cara arranjou uma namorada nos últimos dias. Essa sim estará no "bico do abutre" daqui pra frente.

Sem mais para o momento...

* Os nomes dos personagens dessa história verídica foram alterados para preservar a imagem dos mesmos