segunda-feira, 24 de março de 2008

Diálogos entre pai e filha - parte II

O sentido da vida – parte II

- Ué, eu não vou almoçar na sua casa?
- Por que não tem ninguém lá em casa.
- E você não sabe fazer almoço?
- Não.
- Por que você é velho?
- Ué, por que?
- Por que velhinho não sabe fazer almoço.
- Então você também é velhinha ué. Você não sabe fazer almoço!
- Não, olha (mostrando as mãos). Minha mão nem tem um mooooonte de pintinhas.
- Ué, o que tem a ver?
- Porque quando a gente tem um mooooonte de pintinhas a gente tá velho. Igual a minha vovó bisa (bisavó).
- Tudo bem...

As madrinhas

- Papai, o que as filhas são das Dindas (Madrinhas)
- Afilhadas
- Haaaannnnn...... (15 segundos depois). Mas também são florzinhas, né?

Construção verbal
- Melissa! Não ponha isso na boca!
- Já era... eu já tinha puzido (o passado de pôr)

Questão existencial
Observando atentamente ao Tio Feliz (pai do Dudu), com seus 1,55m
- Papai, por que ele é pequeno?
- Porque ele não comeu direito quando era criança
- Aahhnn... ainda bem que eu como direitinho, né?

Metáfora mal construída
- Papai, todo mundo tem pilha? (o avô vive perguntando se ela “está de pilha nova”, tamanha a agitação dela em alguns momentos).

Vocabulário:
Gurex – Durex
Futi-fruti – Tuti-fruti
Pergunta pra ele... – Fala pra ele...
Erduti – Iogurte
Dôloná – Guaraná ou qualquer refrigerante
Cucuvelo – Cotovelo
Simpilons – Simpsons
Bichitéti – Chiclete
Lantermana – Lanterna
Marronzinho – Danette
Páginas – partes
Sala de espelho - sala de espera

segunda-feira, 17 de março de 2008

Um Pangaré ruim de roda

Toda desgraça pra babaca é pouco. Quando o cidadão está na maior zica não adianta nem fazer macumba porque uma hora ou outra vai acontecer MAIS uma merda na vida do cara. Dia desses, já todo fodido na vida, estava animadíssimo pela proximidade das minhas férias e pagamento pelas mesmas. Com contas a pagar até o talo, chego ao caixa para quitar tudinho e vem a desagradável surpresa: "alguém fodeu com minha vida". A conta foi clonada, fizeram empréstimos milionários, incontáveis transferências e não me deixaram com nada. O super seguro banco não desconfiou de nadinha e deixou o falsário fazer o limpa na conta. Resultado: estou sem dinheiro até para comprar um cachorro-quente no postinho. Ironia do destino: nesse dia eu vestia uma camisa que estampava os dizeres: "VIVO sem dinheiro".

Mas... é olhando para o quintal do vizinho que as coisas melhoram. Tem um cara que faz qualquer um acreditar que tudo ainda pode ficar pior. Esse é o Pangaré. O sujeito não pode tomar alguns drinques que potencializa sua capacidade de fazer merda em 100 vezes. Numa dessas, comprou um cavalo mirrado, sujo, horrorooooso, em um leilão. Lógico, estava completamente embriagado. Ele não foi buscar o eqüino e responde solidariamente a um processo na Justiça junto com o seu tio bêbado, que assinou os papéis de posse do Pangaré, arrematado por módicos R$ 6 mil. Semanas depois, com alguns drinques na cachola, enfiou o carro da mamãe num poste do Lago Sul. Além do prejuízo do veículo e da porrada que levou da mamãe quando chegou em casa, ainda teve que ouvir o PM sentenciar: "garoto, você vai ter que pagar à CEB pelo poste também". Mais R$ 2 mil de dívida.

Quando todos pensam que ele aprendeu com os erros e vai tomar cuidado com as coisas, acontece mais uma merda na vida dele. Mas não uma qualquer. Uma bem idiota. Afoito por diversão, ele aceita o convite de uma galera, digamos, nada conservadora do jornal onde trabalha há pouco mais de um mês. Ainda se entrosando na "turma alegre", ele vai para uma festa distante 40 quilômetros da sua casa e leva dois amigos a tira-colo: InimIbson e Bílis. "Vamos lá rapaziada. A festa promete! Só que eu não queria chegar lá sozinho, porque mal conheço as pessoas". InimIbson e Bílis, meio desconfiados, acabaram cedendo à pressão.

Nas proximidades do endereço da bagunça, Pangaré não se contém e confessa: "Tudo bem rapaziada, eu preciso contar uma coisa pra vocês. Vai ter um monte de viados e sapatas na festa. Mas ACHO que vai ter umas gatinhas também". A aposta do Pangaré não vingou como ele queria. Chegando no recinto, o trio de ouro se depara com vários homens beijando homens, mulheres beijando mulheres, homens beijando homens e mulheres.... e umas quatro gatinhas heteros lá no fundo da festa. "Bicho, lá pelas tantas eu vi um cara beijando uma menina. Ela saiu pra pegar cerveja e veio um outro cara todo serelepe e meteu a mão no 'bichão' dele" e apertou... desagradável, contou um abalado InimIbson, que ainda assim teve sangue frio para partir para o ataque nas únicas quatro gatas hetero. Se deu bem. Bílis azarou todas as outras gatinhas hetero (eram só três). Não pegou ninguém. Assim como o Pangaré, que preferiu encher a cara.


Mas a grande merda da noite ainda estava por vir. Pangaré e seus párias saíram da festa por volta das 4h e não satisfeitos com os 300 litros de birita ingeridos nas últimas horas estacionaram na porta de um supermercado 24h e encheram o rabo de cerveja. InimIbson e Bílis partiram primeiro. Já se passavam das 6h quando Pangaré pega o Uno 1.0 da mamãe (lembrando que ele já tinha arrebentado um outro no poste) e segue em direção a sua casa, distante uns 20 quilômetros dali. No banco do carona um estagiário que ele deixou pelo caminho. Caindo de sono, Pangaré se esforça para manter-se acordado. Conseguiu rodar quase 40 quilômetros com os olhos em estado de alerta. Justamente a menos de 100 metros da sua casa, já dentro do condomínio, ele sucumbe aquele que é impossível de lutar contra. Prega os olhos e deixa o Uno ir livremente em direção a uma árvore, no canteiro central da pista. Quando acordou, o carro já estava todo arrebentado. Olhou no horizonte, avistou sua casa a poucos passos do acidente, voltou seu olhar para o carro e pensou. "Isso não está acontecendo... não, não, nãaaaaoooooo... por que Deus, por queeeeeeeee?!?!?!?".

Velhinhos e velhinhas passavam por ali para sua caminhada matinal. Vizinhos foram surgindo até dos bueiros para checar quem era o babaca que enfiara um carro na árvore. Chega um velhote e ainda provoca. "Tá vendo? Quem manda ficar andando a 70km/h numa via que é de 40km/h". Com o dedo em riste e exalando álcool por todos os poros, o Pangaré despejou uma série de impropérios para o coroa, desafiou a chamar o Detran e tudo mais. No dia seguinte, descobriu que o xarope era ninguém menos do que o síndico do condomínio... Saldo devedor: R$ 6 mil do cavalo mirrado; R$ 2 mil do poste; R$ 1,2 mil do carro que bateu no poste; e, agora, R$ 1 mil do carro e árvore. Toda desgraça pra babaca é pouco. E ainda hoje ele jura de pés juntos: "o estagiário que eu dei carona não era gay!!!". Nós acreditamos, Pangaré. Nós acreditamos...



Sem mais para o momento...


segunda-feira, 10 de março de 2008

Só para começar a semana...

... nada melhor do que dois peças raras como esses (na verdade, isso é desculpa para movimentar o blog enquanto eu termino uma super história de bêbado).




Sem mais para o momento...

segunda-feira, 3 de março de 2008

Quem vê rabo não vê colhão

O Johnny... Taí um sujeito que era bom no que se propunha a fazer. Traçar mulheres, sejam belas ou horrorooooosas. O importante era ser mulher. Ele era aquele cara que bastava estar solteirão que traçava a primeira vagabunda que aparecesse em sua frente. O erro: não tinha nem o cuidado de fazer isso na mocó. Por mais que os amigos dessem "dicas", ele não aprendia. Como gostava de tomar umas cervejinhas e vodkas com uma impressionante média de cinco vezes por semana, logo se imagina quantas vezes ele "agia" na calada da noite. Bastava observar seu celular. O cara senta na mesa e em questão de minutos começa a mandar/receber mensagens para a maioria das ovelhas de seu rebanho. Parafraseando o jovem Bruce, "se balançar o celular do Johnny ele acaba gozando".

Antes de mais nada o Johnny era um sujeito afeito a rabos e a peitos - por isso sua insaciável busca por uma cruzada. Não qualquer rabo ou peito. Mas redondos, duros e empinados. De preferência naturais, os ditos malhados, não os comprados. Mas se assim o fosse ele não se importava. Apenas preferia os perfeitos. Aliás, como já informado, ele é do tipo do cara que conquistou um invejável histórico de donzelas, sejam belas ou horroroooooooooooosas (na maioria horrorooooosas).

Foi numa dessas hipnotizadas por um rabo e um par de peitos comprados que ele acabou se dando mal. Johnny acabara de receber o pagamento da firma onde trabalhava. Convocou seus camaradas para tomar aquela tradicional cerveja de quinta-feira. Como de costume, foram expulsos do bar depois de beber quase todo o estoque da birosca. Cada um seguiu o rumo de casa. Johnny não. Só para dar uma zoada, resolveu dar aquela "esticadinha" na zona das "meninas da 15". Região de meninas virgens bastante freqüentada por safados da cidade.

De repente, segundo descrições do próprio, ele avista um rabo do tamanho da barriga dele (o cara também é conhecido como "Seu Barriga"). Só que um rabo duro, empinado e redondinho. A cintura era de boneca. Os peitos pareciam que se encaixariam perfeitamente em suas mãos. O cabelo negro e liso balançava livremente ao vento como numa propaganda do Seda Ceramidas. Nas costas desnudas, um par de asas tatuado. Johnny olhou para o "bichão" nas suas calças e reparou que "ele" já estava marcando "meio-dia". "Ai papai, não vou agüentar. Tenho que traçar essa", conclui o safado sem hesitar em pisar forte no freio. Parou ao lado de Brenda - como ela se apresentou -, baixou o vidro e começou os galanteios. Entre uma e outra frase de efeito, ele negocia a noitada. A gata que começara o início da conversa cobrando R$ 80 fechou o negócio em R$ 40. Uma pechincha visto por esse ponto de vista.

Mas só levá-la para o abate não era suficiente. Johnny queria fazer daquela uma noite pra lá de agradável. "Gata, podemos parar ali para comprar umas cervejinhas e levar para o seu ambiente?", perguntou o taradão. A morena do rabo grande abriu um sorrisinho, colocou a mão no "bichão" do Johnny e rebateu: "Claro gatinho. Você é quem manda". Ele estaciona o carro no Bar do Adailton, na Asa Norte, compra meia dúzia de Skol e um Trident Frutas Vermelhas para Brenda. Ela agradece os chicletes com uma leve carícia no "bichão" do safado. A essa altura o Johnny já estava todo melado. Um sorrisinho sem-vergonha parecia ter congelado na sua cara de pau.

Chega no apartamento da rabuda catada na W3 Norte por "módicos" R$ 40. Brenda abre a porta do carrão do Johnny e desce vagarosamente, deixando tempo suficiente para o taradão "secar" o rabo dela enquanto ela se levanta do banco. O cara fica enlouquecido. "Vamos meu bem?", convida Brenda. De olhos arregalados e caminhando com pulinhos ele vai atrás da mocinha, todo feliz. Ela sobe as escadas rebolando provocativamente. Depois que abre a porta do seu apartamento para o taradão entrar, ela pára tudo, parecendo estar arrependida de algo. Cabisbaixa e pensativa, Brenda olha para o Johnny, já dentro do apartamento com sua Skol na mão e uma Jontex na outra, e dispara uma facada no coração do pobre menino.

- Jôninho (chamou de forma carinhosa)... olha, você é muuuuito gente fina. Um doce de pessoa..., dizia enquanto foi interrompida subtamente pelo pobre mancebo.
- Que isso? Tento fazer o meu melhor...
- Não, não... mas não é só isso.
- Ai, ai, ai... pode dizer, vai. Entre a gente não deve haver segredos, gata", conclui, se achando o dono da situação.
- É que... é por você ser gente boa demais que preciso te confessar uma coisa.
- Diz logo que a cerveja já está esquentando e meu bichão voltando a dormir!
- Na verdade... o meu nome é Juarez... Eu sou um traveco!

Aquilo soou como mil facas no tímpano de um dos caras mais safados da região. Chegou até a cuspir a cerveja, que acabara de dar aquela golada. "Eu tentei te avisar, mas você não deu espaço. Além disso, foi tão gentil, que eu simplesmente não consegui achar um momento para falar...". Silêncio pertubador no ambiente. Eis que Johnny, com suas famosas frases de efeito, sugere a Brenda, quer dizer, ao Juarez: "Porra... tudo bem. eu não quero fazer mais nada. Mas, agora que a gente já está aqui, vamos tomar essa cerveja, se não esquenta". Brenda/Juarez esperava um soco na cara. Quiçá um tiro! Ao invés disso, o cara ofereceu cerveja e um bom bate papo.

Diz ele que ali ficaram por quase uma hora tomando cerveja no ambiente de Brenda/Juarez. Ele ainda hoje jura aos amigos que não rolou nada entre os dois. Eles se reencontrariam dois anos mais tarde, em um movimentado boteco da cidade. Tentando se justificar perante os amigos, mostrou Brenda/Juarez aos seus camaradas. "Olha lá. Tá vendo aquela gostosa ali? É aquele traveco que eu quase comi, lembram?". Dizem que o tal traveco realmente tinha um rabo deveras saliente. Mas um desses caras que observava "aquele-que-enganou-o-Johnny", virou para o pobre mancebo ludibriado e questionou: "Porra Johnny! Francamente, né?! Olha 'ela' de perfil. O gogó é do tamanho do meu saco! Pelo amor de Deus". Johnny ficou calado a noite inteira se perguntando porque diabos não reparara naquilo. É a velha história: quem vê só o rabo, não vê colhão. O que dizer de um gogó então...

Sem mais para o momento

P.S.:
História "verdadeiramente-verdadeira-verídica-e-sem-cortes. Nomes fictícios para preservar a identidade do taradão e do gogozão