segunda-feira, 30 de junho de 2008

Obina não perdoa, mata!!!!


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Por uma noite apenas...

Foi por uma noite apenas. Apenas uma e nada mais. O ponteiro pequeno do relógio ainda cravava o 8 e o grande o 12, quando a gangue de arruaceiros chegara ao Clube da Caesb, Asa Sul. A “arena” foi cuidadosamente preparada para um provável Armaggedon. Espalhadas pelo gramado, entre 15 e 20 mesas com quatro lugares cada. Sobre elas, uma garrafa da tequila Jose Cuervo, genuinamente mexicana, e uma da vodka Absolut, genuinamente sueca. Ainda havia um grande freezer horizontal, entupido de cerveja em lata, absurdamente gelada. O menor dos cautelosos certamente dispararia. “Vai dar merda, com certeza. Não deu outra. Ainda eram 21h30 e já saía o primeiro “carreto da noite”. Era Amanda, recém-saída do ensino médio. Bêbada como um mendigo. Largada na sarjeta.

Foi por uma noite apenas que sobrara muita carne nos espetos. Mas quem se importava? Havia dezenas de litros daquela “cachaça” mexicana e mais dezenas de litros daquela “cachaça” sueca. Podia-se notar facilmente o brilho que reluzia dos olhos daqueles arruaceiros. Por volta das 22h30, já se contabilizavam mais três corpos estendidos no chão, fazendo companhia a Amanda.

VARGAS
Ao ver tamanha fartura alcoólica, o sujeito se prostrou de joelhos, levantou as mãos e agradeceu aos céus. Três ou quatro doses depois, começou a aprontar uma das suas. “Vacilando” ao lado do freezer, Rosinha estava em seu caminho. Era uma gorda – sem meias palavras. Horrorosa. Demorou segundos para ele dar uns beijinhos na donzela. Mais tarde, inexplicavelmente, foi “flagrado” batendo o maior papo com Cleomar, o segurança da festa. Ele proseava um pouco e voltava até a festa para pegar dois drinks – um para cada. Voltava até o portão e proseava alegremente com Cleomar por mais um pouco. Foi assim por hora e meia.

SOUZA
Ele ainda cultivava o início de sua gestação – era gordo, mas não tão barrigudo quanto os dias atuais. Mas já bebia como um viking. Tomou da tequila, da vodka e, claro, da doce cerveja. Apesar de ser o mais experiente na arte de beber entre todos seus pares, também não tardou para ficar incontrolável (era muita “cachaça”). Pouco mais de uma hora no recinto, ele surge da escuridão, correndo e gritando no meio dos populares, usando, sabe-se lá porque, uma máscara – daquelas que a saudosa Tiazinha usava em seus tempos áureos. Pára no meio da pista de dança, coloca as mãos no joelho e começa a rebolar igual a uma puta sem-vergonha. Mais alguns goles e completamente incontrolável, insistia em “socorrer” aqueles que sucumbiram ao poder devastador do álcool e não paravam de vomitar. “Deixa eu ajudaaaar!!!! Só um bêbado para compreender um outro bêbado. Me deixa!”, gritava sem parar, enquanto era contido pelos mais lúcidos.

MIGUELITO, VALESKA E RUSSO
Uns dos poucos a se manterem sóbrios como um bispo. Apesar de terem dado seus goles, resolveram interromper logo a bebedeira, assustados com tantas baixas no pelotão. Enquanto Russo tentava acreditar no que via, Miguelito e Valeska passaram a cuidar dos “feridos” no front daquela guerra regada à vodka, tequila e cerveja. Numa dessas, quase se deram mal. Um dos enfermos, possuído pelo demônio da vodka, se debatia incontrolavelmente na grama e acabou acertando Miguelito em algumas vezes. O fim da noite ainda reservaria coisa pior para ele.

BERTOLDO
A estrela da companhia. Chegou e já abraçou uma. “Essa é minha e ninguém vai chegar perto”, decretou enquanto alisava carinhosamente uma garrafa de vodka. Bebeu a tal inteirinha, no bico. Pura e em menos de uma hora. Claro, deu merda. Foi ele quem se debatia na grama e acertava involuntariamente a todos com cabeçadas, socos e chutes. Em vários de seus ataques psicóticos – uma verdadeira mistura de Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentes, com Reagan MacNeill, de O Exorcista – chegou a socar e a cuspir em quem tentasse se aproximar. Naquele estado lastimável e altamente desagradável, ele só se comunicava em inglês com um capenga sotaque russo. Praticamente John Malkovich em Cartas na Mesa. Com o passar do tempo, desenvolveu um dialeto estranho. Balbuciava palavras como: “ashf ljklwe kajslkdj” (era mais ou menos isso que saia da boca dele).

O ANFITRIÃO
Ficou mais preocupado em dar prosseguimento ao Armageddon e a cuidar de sua garota, que também havia sido acometida pelos efeitos da cachaça sueca.

DEMÔNIOS DA MEIA-NOITE
Souza foi esquecido pra trás. Dormindo no gramado, ainda de máscara. Bertoldo teve de ser rebocado para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) antes mesmo das 23h. Jogaram o mancebo todo vomitado no banco de trás do carro do Russo. Sem cerimônias, deitou no colo de Miguelito, que nada pôde fazer. Valeska, namorada de Bertoldo na época, também embarcou no expresso da desgraça. Vargas, que já tinha derrubado uma garrafa de Tequila com seu amigo Cleomar foi junto no carro. E de penetra! “Bertoldo, fala comigo... se você não falar comigo eu vou te abraçar...”, repetia Vargas incansavelmente, no limite extremo da inconveniência. Bertoldo só babava no colo do Miguelito e balbuciava algo como “roahhhh babeehhh rooaahhhh....” - desconfia-se que tenha sido Road House Blues, do The Doors, a última coisa que ele ouvira ainda consciente.

HRAN
Um carro pára bruscamente na porta do pronto-socorro, desova o bêbado Bertoldo, acompanhado da “mãe” Miguelito, e sai arrancando à procura de uma vaga. Minutos depois, uma cena apocalíptica: Miguelito empurra Bertoldo, completamente desmaiado, numa cadeira de rodas. No braço direito, soro direto na veia. O diagnóstico da Drª Maria Lúcia: “Paciente ingeriu uma alta dosagem de várias bebidas tendo passado por vários episódios de vômito”.

Enquanto isso, Valeska, Vargas e amigos aguardavam no banquinho do lado de fora do hospital. Vargas dormiu como um mendigo por mais de hora. De repente, ele acorda subitamente e quer ir embora a qualquer custo. O que ele não notou foi o fato de seu carro estar estacionado na 710 Norte, cerca de 5 quilômetros dali. Tentaram explicar, ele ignorou e queria de qualquer forma ir embora, andando sozinho pelo Eixão. Nesse íntere, Bertoldo surgiu dos corredores, caminhando ainda cambaleante. Sempre com seu fiel escudeiro Miguelito ao lado, segurando o soro. O camarada, sem pestanejar, chuta a porta do banheiro da recepção, abaixa as calças e começa a urinar. De portas abertas. Na maior tranquilidade. E Miguelito, se esforçando para não parecer constrangido com aquilo. Mas segurando firme o soro.

DAY AFTER
Souza passou cinco dias sem dar notícias. Ressaca moral. Miguelito jurou um dia devolver a Bertoldo o trabalho que dera. Vargas foi surpreendido por uma situação inusitada. Sua mãe apanhou suas calças no chão do quarto para lavar. No bolso, um cartão de visitas sugestivo e comprometedor: “Bohemia Chopp – Lindas Garotas Para Saciar o Seu Desejo – Avenida Vila Pai Real, Trindade (GO)”. No verso do cartão, anotado à caneta, o telefone de Cleomar. O distraído ainda pensava estar por cima da situação, quando, ao acordar, viu o cartão sobre a mesa da sala de estar e comentou com sua mãe: “Hahahaha... esse meu irmão é uma figura mesmo. Viu aí mãe, o que o cara anda aprontando?”, perguntou mostrando o cartão. A mãe dele falou secamente: “isso aí estava no bolso da sua calça”, disparou e deu as costas. O cara nunca mais teve o mesmo respeito da mãe.

E o Bertoldo? Passou seis meses sem beber nenhuma gota de álcool. Parou de fumar; virou vegetariano; passou a praticar Ioga; formou-se em arquitetura. Somente hoje, oito anos após aquela experiência, voltou a dar seus primeiros goles. Reflexos daquela fatídica noite. Uma noite como poucas. Corpos estendidos pelo chão, rios de vômito, litros e mais litros de bebida, toneladas de carne, soro na veia, HRAN, aventureiro do Eixão. Tudo por uma noite apenas... apenas uma e nada mais.

Sem mais para o momento...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Mandou bem Dunga


Com Mineiro e Josué titulares não dá para ganhar nem do Gama...né?

Sem mais para o momento...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Coisas que só o álcool faz EM você

Sabe aqueles botecos/pubs com banheiros de filme no melhor estilo Kids ou Trainspotting? Deixe-me descrever: porta pichada com expressões indecifráveis e adesivos de bandas de rock. A luz interna não é das comuns. É escura, geralmente vermelha. A parede de azulejos (originalmente) brancos escorrem uma espécie de muco que varia entre o marrom e o verde - fruto dos dois meses sem nenhum tipo de limpeza. O vaso, sem tampa, claro, tem uma crosta marrom no interior e nas beiradas. É daqueles que se você tiver a audácia de sentar para dar uma cagadinha ganha de "presente" uma pereba nas coxas. O chão.... todo mijado, quiçá cagado. Para completar, nunca tem papel higiênico ou toalha para secar as mãos. Resumindo: a filial do inferno.

Agora passemos ao Ângello, 19 anos. Rapaz discreto, educado, quase sempre às margens das arruaças dionísicas de seus amigos - que conhecera fazia pouco tempo por meio de uma amiga em comum, a Piu, pela qual Ângello nutria uma espécie de namoro burocrático. Eles só discutiam e saíam juntos, mas não se pegavam. Esses novos amigos faziam de Ângello um verdadeiro peixe fora d´agua. Lembro bem da primeira vez que conhecemos o cara. O ano era de 1999. Cerca de dez pessoas sentadas à mesa por três horas no antigo 4A - bar na Asa Norte. O cara, sempre muito calado, não coloca uma gota de cerveja na goela. "Vai uma cerveja aí cara?", pergunta um dos arruaceiros ao mancebo. "Não, não... valeu. Eu nunca bebo. Não gosto...". Grande equívoco. Há ditados que são fatais, como aquele "nunca diga nunca".

Pois bem. Ângello não sabia com que tipo de gente estava se metendo. Continuou a sair com os arruaceiros. Passou a ser figurinha fácil nas rodas de bar. Com ou sem a presença de Piu. Mas sem nunca beber. Mas... como "água em pedra dura tanto bate até que fura" (mais um ditado que é fatal), Ângello passou a tomar seus primeiros goles. Começou com a cerveja. Passou para a vodka. Seguiu para a tequila. Retrocedeu para a cachaça e, por fim, o Dreher, a sua grande kriptonita.

Para desgraçar de vez a vida daquele filho de vó que era o orgulho da família, a rapaziada com que Ângello se envolveu tinha o "comando" da Zoona Z Rock Pub, um reduto de beberrões, roqueiros, motoqueiros, maconheiros, cheiradores, fãs de sinuca e farra até o sol raiar. Era tudo muito bem articulado. Um detinha o comando da bilheteria. Outro do caixa. O terceiro tomava conta do som. E a desgraça maior: eu era o barman - suponho que foi ali que tudo começou (a minha dedicação à arte de degustar drinks). Aquela altura do campeonato, Ângello já bebia como poucos. Ao lado de dois arruaceiros da gangue, Silva e Getúlio, voltava ao balcão a cada 15 minutos. "Faaaaaaaala brother! Coloca mais uma dose de Dreher aí, mas dá aquela choradinha hein!". Os caras derrubaram uma garrafa e ainda tomaram umas cinco doses de tequila.

Já se passavam das 2h da madrugada. Eu lá atrás do balcão tomando minha cervejinha e servindo os clientes. De repente chega Silva, um dos arruaceiros que acompanha Ângello nas doses cavalares de Dreher. "Cara... é sério. Me dá um pouco de sal, pelo amor de Deus. O Ângello está desmaiado no banheiro", implorou Silva, pra lá de Bagdá. Deixei meu colega de trabalho cuidando do balcão e fui lá dar aquele "confere" no banheiro... aquele do início da história. Igualzinho. Vou lá, forço a porta e nada. Bato e nada. Eis que chuto a porta e encontro Ângello, sentado no chão mijado, abraçando o vaso entre as pernas. A cabeça encostada no ombro, todo vomitado. "Puta que pariu, que dureza!", foi minha primeira reação ao ver a cena e sentir aquele cheiro de chorume (o "suco" do lixo). Chamei reforço e "rebocamos" o rapaz inválido para fora da espelunca.

No estacionamento, os amigos entupiram o bêbado de água e lavaram a cabeça dele sem parar. Getúlio, o outro arruaceiro que derrubou a garrafa de Dreher com Ângello, teve a brilhante idéia de colocar o pudim de cachaça para dormir na carroceria do seu carro, uma Saveiro estacionada perto dali. "A gente deixa ele aqui. Está tranqüilo. É só puxar a lona da carroceria e deixar um pouquinho aberta para ele conseguir respirar". Todos concordaram de bate-pronto e voltaram para o pub. Cerca de uma hora depois, chamo Getúlio e Silva no balcão do bar e sugiro irmos até o carro verificar se o desagradável está vivo. A missão oficial de "resgate do soldado Ryan" parte até o estacionamento e vê a seguinte cena: a lona da Saveiro estava levantada. Ângello ainda permanecia respirando na carroceria do carro, mas com um detalhe comprometedor: suas calças estava arriadas até o joelho, deixando à mostra sua cueca branca. Na hora, a gente não quis nem saber o que tinha acontecido. Tiramos o cara da caçamba e o colocamos dentro do carro - o que devíamos ter feito desde o início. Ele dormia como uma criança.

Retornamos novamente ao pub. Já eram quase cinco horas da manhã. A pista de dança ainda mantinha uns 4 ou 5 sobreviventes daquela noite. De repente, olho para a porta e não acredito no que vejo: Ângello entra no recinto, sem cambalear nadinha (!!!). Com o cabelo todo molhado, porém, cuidadosamente penteado. A camisa já era outra. Disse pra gente no outro dia que achou a vestimenta dentro do carro do Getúlio e, por isso, jogou a dele no mato. Com um sorriso meio cínico no rosto, aproximou do bar, bateu com a mão no balcão, olhou para um lado e para o outro e solta essa: "me dá uma cerva. Agora!". Como em todo lugar é o cliente quem manda, servi uma long neck pra ele. O cara ficou bebendo ali encostado no balcão, sem dar uma palavra. Apenas observava o movimento, até a hora de ir embora. Ninguém nunca descobriu o que de fato aconteceu naquela carroceria da Saveiro. Ele jura que sua última lembrança é da quinta dose de Dreher. E Ângello, que dois meses antes era um legítimo filho de vó, virou o maior bebedor da gangue. E eu, Getúlio e Silva fomos pra casa com uma única certeza: criamos um monstro...

Sem mais para o momento

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Para começar a semana com bom humor

O que passa na cabeça do Silvio Santos para manter o contrato de Maísa, a apresentadora mirim do Sábado Animado, no SBT? Confesso que por várias vezes, nas manhãs de sábado, acordei de ressaca, liguei a TV e fiquei me divertindo com as pérolas dessa figura. Impagável. Confiram o The Best of Maísa!





Sem mais para o momento...