terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ô cana...

Deu na Globo News:

Uma condutora de metrô na cidade americana de Boston foi saudada como heroina depois de ter conseguido frear a tempo e evitado atropelar uma mulher embriagada que havia caído nos trilhos. A media local afirmou que a mulher parecia embriagada e que, no momento da queda, ela estaria tentando apagar uma bituca de cigarro.



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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Taverneiro da semana

Detalhe para a reação dos transeuntes, os "passinhos de dança" do camarada e a perseverança do sujeito em não largar a sacola pra trás...




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domingo, 18 de outubro de 2009

Troféu Taverneiro do milênio

PAREM AS MÁQUINAS!!!!! Fiquei comovido com o esforço do cidadão em comprar MAIS cerveja as 10h da manhã de uma terça-feira!!!!!!!!! Perseverança é tudo!



Worst Shopping Run Ever - Watch more Funny Videos

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Praticidade na guerra noturna

Dimas e Renata se pegavam com uma frequencia semanal havia 3 meses. Um "rolo oficial" - no popular - a um passo de um namoro. Mas Dimas era um general da guerra noturna. Não queria se envolver com ninguém. Era jovem. Tinha acabado de sair da faculdade de Direito. Numa noite, por acaso, encontrou Renata no Café Cancun, já descrito aqui como um dos principais fronts da guerra brasiliense. Educamente, o rapaz cumprimentou a moça, bateu um papo descontraído, sorriram, dançaram umas duas músicas juntos e.... bastou. Dimas se tocou de que já estava naquela fase de "saco cheio" da mulher e não quis ficar (DE NOVO) com ela. Afinal, ninguém vai para o CAFÉ CANCUN para "namorar". A regra no ambiente é clara e universal: atirar para todos os lados e sair de lá com uma figurinha inédita. "Renata, vou buscar um drink e procurar a rapaziada. Até mais...". Dimas não voltou. Deu umas três voltas na pista de dança, com cara de paisagem, só viu monstras, mukissas e coroas desesperadas por um garotão, e decidiu pagar sua conta de dois uísques, duas caipiroskas e uma cerveja. Foi embora à francesa.

O que Dimas não esperava é que Renata estava observando todos os seus passos dentro do Café Cancun. Ela, então, pede a Luciana, sua melhor amiga e também prima de Dimas, para seguir o espertinho. "Mas Rê... seguir até onde? Você está desconfiada que ele vai encontrar alguma periguete?". Mulher tem essa peculiaridade de achar que um cara não pode simplesmente querer ir embora pra casa porque está de saco cheio. A primeira opção sempre é: "vai comer alguém". No caso, Dimas se encaixava nessa possibilidade...

O garotão entrou no seu carro sozinho e pegou a avenida W3 Norte. Como mora no Lago Norte, haveria de passar na altura da 315, tradicional reduto de "moças virgens" da cidade. "Ué.... mas por que não? Já tô aqui mesmo.... Não são nem 1h da manhã...". E lá se foi Dimas, cheio da vontade de uma festinha particular animada. Parou ao lado de Veruska, uma loira siliconada com barriguinha de fora, e puxou papo. Conversa vai, conversa vem, o garotão ficou animado e queria mais. "E aquela sua amiga ali? Não topa vir com a gente?", perguntou o jovem, referindo-se a uma colega de trabalho de Veruska. "Aquela ali é a Sheila. Ela está grávida de 5 meses, mas ainda fode que é uma loucura". Dimas não quis nem saber da barriga deveras saliente de Sheila. Queria uma festa animada e diferente. As duas então entraram no seu carro. Quando Luciana viu o primo arrancando com duas garotas de programa - sendo uma grávida - ela abriu a porta do seu carro e vomitou todo o chili que comera no Cancun.

Dia seguinte tem um grande churrasco na casa de Dimas. Luciana tinha dormido no quarto de hóspedes e se levanta para ajudar a tia a preparar a comida. Alguns minutos depois, Dimas, só de samba canção, numa ressaca dos diabos, se levanta e vai até a cozinha beber água. Passa por Luciana e nem "bom dia" fala, tamanha a ressaca. Eis que a prima resolve quebrar o silêncio. "Porra! Anda pegando puta agora é?". Dimas, sem paciência para lição de moral, foi direto. "É mais barato...". E deu as costas, deixando Luciana com a famosa "cara de cú". Depois, numa roda de amigos, detalhou os custos que tem de arcar quando está de rolo com alguém e os custos e facilidades de se divertir com uma garota paga.

Sem aceitar aquela situação, Luciana foi tirar satisfação com os amigos presentes no churrasco. "Vejam só se pode uma coisa dessas. O Dimas, um menino bonito como esse, comendo puta!", dizia Luciana a todos em sua volta. Não satisfeita, vira para o Andinho, seu irmão e mehor amigo de Dimas, e pergunta o mesmo. "Andinho, você também come puta?". Sem a menor cerimônia e vergonha na cara, Andinho responde: "Mas isso é óbvio!!! Por que não? É mais barato". Decidida a não querer mais verdades, ela pegou suas coisas e foi embora para a casa da amiga Renata. Contou tudo, sem tirar nem por uma única palavra. As duas se abraçaram, choraram e Renata decidiu nunca mais querer saber de Dimas e nem de seus amigos comedores-de-putas.

Anos depois, Victor, um dos amigos comedores-de-putas, conta a história na mesa de bar aos seus convivas. Um deles questiona espantado. "Mas porra! O cara comeu as duas putas sozinho e uma delas estava grávida??!?!". Como se a informação estivesse incompleta, Victor resume: "Exatamente. Mas ele me jurou que não acertou o bebê". Em seguida, com olhar de lamentação e tristeza profunda, o jovem termina. "O Dimas ERA um cara muito bom. Que Deus o tenha...". Um desavisado, que conheceu o herói dessa história em outros tempos, ficou chocado com a declaração. "Como assim?!?!?! O cara morreu?!?!?", perguntou espantado. Mas Victor esclareceu de imediato. "Não... só casou...".

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PAREI DE BEBER...


... muito. De hoje em diante, só uma latinha de Heineken por dia. A primeira já comprei e está a caminho da minha casa.


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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

TAVERNEIRO DO MÊS

DEU NO "THE GUARDIAN"
JOVEM FOGE DE HOSPITAL PARA BEBER CERVEJA

Um adolescente em tratamento por insuficiência no fígado na Irlanda do Norte saiu do hospital e foi para o bar do outro lado da rua beber, informaram autoridades na terça-feira (25). Os problemas hepáticos de Gareth Anderson, de 19 anos, começaram exatamente por causa de álcool. Segundo as regras do Seviço Público de Saúde do Reino Unido, Gareth precisa ficar SEIS MESES SEM BEBER antes de poder receber um transplante de fígado. Na última sexta (21), o adolescente foi transferido para o King's College Hospital, em Londres, e os médicos afirmaram que ele pode ter menos de duas semanas de vida.

Na semana passada, Gareth entrou no pub Old Moat Inn, do outro lado da rua do Hospital Ulster, na cidade de Dundonald, perto de Belfast, capital da Irlanda do Norte, usando os chinelos do hospital, segurando uma agulha pingando em uma das mãos, e pediu um pint (caneca de 568 ml de cerveja). Os funcionários do bar recusaram o pedido do garoto e lhe deram uma Coca-Cola.

"Eu não sei no que ele estava pensando", disse o pai de Gareth, Brian Anderson. "Ele me disse que também não sabe". "Acho que ele precisa de ajuda mental - trata-se de alcoolismo, mas há problemas mentais aqui também", disse Anderson à rádio BBC. Gareth sofreu insuficiência hepática aguda no início de agosto, depois de beber 30 latas de cerveja em uma festa no fim de semana. E o pai ainda pondera: "Ele pode muito bem ter bebido mais do que me disse".


Nota do Taverneiro: Beber 30 latas numa festa é fácil. Conheço 3 caras que tomaram 96 latinhas das 14h às 4h da manhã, mais algumas garrafas de 600 ml. Acordaram as 9h e voltaram a beber. Até hoje não foram internados por conta disso.... ainda....

domingo, 9 de agosto de 2009

Frases de bar


"Se lavar as mãos com álcool já evita a gripe suína, imagine beber então..."

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

De volta à labuta...

Cena comum nos meus últimos dez dias de recesso...


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terça-feira, 14 de julho de 2009

Trepadas esquecíveis

Juarez era apenas um menino-garoto. Um jovem estagiário num importante órgão do governo federal, onde a média de idade dos colegas de trabalho era de 33 anos. Ele tinha apenas 19. Já Wágner não era tão menino assim na idade, mas pensava e agia como um. Eles não se conheciam. Tampouco frequentavam o mesmo ambiente. Mas ambos passaram por um mesmo episódio traumático em suas vidas: encheram a cara, saíram com uma bela garota, transaram e a noite acabou em tragédia. Uma noite que mudou suas vidas para sempre.

Wágner namorava Penélope, uma loira de pernas bem torneadas, bunda redonda, barriguinha dura e cintura fina. Peitos apontando para o Norte e um belo rosto. No popular, era uma gostosa. Mas não valia nada. O casal estava junto havia uns dois, três meses. Como é comum em início de qualquer namoro, os dois faziam sexo enlouquecidamente todas as noites. Em casa, no motel, na balada, no carro e, claro, na Praça dos Três Poderes - um grande motel a céu aberto. Foi lá, no centro do poder do Planalto Central que o apaixonado Wágner passou pela noite mais traumática de sua vida que mal tinha chegado aos 32 anos. Naquela noite, ele havia levado Penélope para o Vinheiro São Vicente. Beberam o melhor vinho chileno e comeram fondue. Já animados, pegaram o carro e foram parar de frente para o Palácio do Planalto. Foi lá que a putaria começou. Mão e língua no peito, bunda, e onde mais podia, mordida aqui, outra ali, arranhões nas costas, gemidos, urros... uma loucura.

Na segunda trepada Wágner decidiu ir à forra. "Agora vai ser a melhor transa da sua vida, amorzinho", prometeu o dublê de garanhão. A loira gostosa virou de costas, olhou pra trás com cara de safada e só disse uma palavra. "Vem". Enquanto Wágner estava lá arrepiando, mandando ver como nunca havia antes, a loira só gemia e pedia mais e mais. "Vai, vai, vai, não para, vai amor, vai amor...". No início era assim. No meio passou a ser assim: "Vai porra! Mete! Mete! Mete!". No final, já quase explodindo de prazer, passou a ser assim: "Vai seu merda! Me come direito, porra! Falei pra você me comer direito! É por isso que eu dou pra outro...". Silêncio no carro... Wágner, que apertava com toda a força a bunda de sua gata, se afastou bruscamente e levantou as mãos. Ficou catatônico durante uns 30 segundos, até que conseguiu falar alguma coisa. "Não... aí não... Não tá bom não. Que porra é essa?". Penélope, com a cara no chão, não sabia muito o que dizer. "Desculpe benzinho. Escapuliu... Acho que estou bêbada... Ai que vergonha". Acabou o clima. Já vestidos e de cara fechada, conversaram durante longos minutos. Penélope confessou que tinha um caso recente com Natan, um argentino da faculdade. Wágner passou duas semanas sem comer e dormir direito. E, desde então, nunca mais deu vinho a mulher nenhuma.

Na mesma linha seguiu Juarez. O jovem iniciado havia pouco na vida sexual conheceu Rose, uma bela coroa de 43 anos. Tinha idade pra ser mãe do menino. Mas era "a" coroa. Quem viu, comparou a tiazona com a Xuxa. Totalmente enxuta. No trabalho, para os caras mais velhos, Juarez adorava contar vantagem. "Negada, tô saindo com uma coroa que é uma loucura. Ali sim é mulher de verdade". Os dias foram se passando e o relacionamento entre Juarez e Rose foi ficando cada vez mais quente. "Gatinho, hoje vou colocar minha melhor lingerie e comprar o melhor espumante para nós termos uma noite inesquecível. Hoje vou te ensinar várias coisas...", disse Rose ao telefone para Juarez, ainda no trabalho. O menino-garoto sacou seu vale-transporte do bolso e pegou o ônibus na Esplanada dos Ministérios. Pouco mais de 30 minutos depois, o taradão já estava no apartamento da gata, na Asa Norte. Quando abriu a porta, já se deparou com algo que ainda era novidade para ele. Luz de velas, música ambiente, taças e vinho à mesa. Para quem estava acostumado a pegar periguetes nos Chicletes com Banana e Asas de Águia da vida e beber Hi-Fi no estacionamento do Pão de Açúcar antes da balada, aquilo ali era cena de filme.

Rose serviu o jantar e a bebida. Não demorou muito e ela já acariciava as pernas do menino. Das pernas passou pra outra coisa. Em questão de segundos, os dois já estavam no chão se atracando. Foi então que a coroa resolveu apimentar a relação pedindo algo estranho aos ouvidos de Juarez até então. "Me xinga!". Juarez tinha um vasto repertório para utilizar ali, naquele momento de sexo alucinante. Podia chamá-la de cachorra, vagabunda, safada, quiçá de putinha! Mas não... ele escolheu os únicos adjetivos que não se devem utilizar para uma mulher com mais de 40 anos. "Sua VELHA ESCROTAAAAA!!!!". Terminava ali uma precoce história de amor entre um menino e uma coroa. Rose não queria mais saber daquele moleque. "Mas ela pediu para eu xingar! Achava que podia falar qualquer coisa", explicou o espertão aos colegas de trabalho. E Juarez teve que pegar suas roupas e sair pela porta sem olhar para trás. Nunca mais viu Rose. Nunca mais achou mulher igual. E nunca mais ousou xingar uma garota na cama.

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quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Taverneiro do SÉCULO

Nordestino de 104 anos não abre mão de dose diária de CACHAÇA com ervas

Aos 104 anos, o nordestino Antônio Eusébio não abre mão de um gole de cachaça antes das refeições, todos os dias. O pernambucano que se mudou para Maringá (PR) na década de 70, tem oito filhos e ainda costuma jogar futebol com o neto de 7 anos.

“As pessoas que falam com ele chegam a não acreditar na idade. Ele não aparenta a idade e tem uma disposição incrível”, diz o filho Wilson Vieira. Seu Antônio nunca usou óculos e não toma remédio. O idoso, que já trabalhou na roça e como vendedor ambulante, não abre mão também do banho diário de água fria. “Pode estar o frio que for, mas minha água é sempre gelada”, diz.

No almoço, marcado religiosamente para as 11h, o cardápio é sempre o mesmo: arroz com carne de frango ou porco. “Ele só gosta de arroz e carne de porco com gordura”, afirma a filha Eva de Paula.
Deu no G1

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Taverneiro do mês

Para começar a semana bem...



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segunda-feira, 29 de junho de 2009

This is Sparta!

Setor Comercial Sul, Brasília, 5h54 de uma fria madrugada de outono. Embriagado depois de muitas cervejas quentes no Calaf, um dos principais fronts de guerra do Planalto Central, Leônidas protagoniza um momento épico ao lado de alguns de seus companheiros. Mas antes de entrar em detalhes, conheçamos Leônidas. Trata-se de um legítimo guerreiro espartano nos campos da guerra noturna. Não existe mulher feia para ele. Existem mulheres. Apenas isso. E todas devem ser avaliadas - se possível, abatidas. Já traçou velhas gordas, jovens mukissas, guardadoras de carro, ambulantes... enfim, o cara tem um vasto repertório.

Naquela noite, ele havia se juntado a um exército de 300 mukisseiros rumo ao Calaf. Local bacana, música boa, cerveja (nem sempre) gelada e algumas gatas misturadas com barangas. Objetivo, não perde muito tempo gastando vocabulário com as mais gatinhas. Por fatores óbvios, são as mais difíceis. Por isso, sua meta, geralmente, são as horrorosas. É tiro certo. Afinal, mulher feia não pode ficar selecionando muito. Mas naquela noite, Leônidas não estava com a pontaria muito boa. Levou a primeira queda logo no início da noite. A segunda veio meia hora depois. A terceira, já embriagado, não demorou nem 30 segundos. "Puta merda. Que fase! Agora é questão de honra. Não vou pra casa sem antes brilhar nesta noite", prometeu Leônidas ao seu general, o Caiado, outro que não vê tempo ruim em nada nessa vida. Carrega medalhas em sua farda pelas suas "conquistas" em fronts como o Roda do Chopp, Café Cancun e no extinto Otello. Naquela noite, nem mesmo Caiado conquistou algum terreno. Mas eles não desistem fácil.

Dispostos a manter a média, deixaram os campos minados do Calaf e seguiram com os 300 para uma parada mais ácida: o Setor Comercial Sul e Setor de Diversões Sul. A base era o Conic, tradicional reduto das figuras mais bizarras do quadrilátero federativo incrustrado em Goiás. De lá, atacavam em duplas nas redondezas, até mesmo nos postos de gasolina. "Hoje, se eu não pegar ninguém, vou pagar uma puta", dizia, cheio da razão, Leônidas. E o que ele esperava encontrar ali as 4h da manhã? Só virgens? Não foi bem assim... Já na primeira abordagem, antes mesmo que pudesse falar alguma coisa, um ser de minissaia e bota cano longo abre logo o jogo: "São R$ 30, meu bem. Mas eu sou boneca, viu? Você aguenta?". Leônidas olhou para Caiado e não hesitou: "Liga o turbo dessa lata velha. Vamos vazar daqui".

Poucos metros adiante, eles param ao lado de Deise, uma morena que não era "boneca". Em compensação, era o diabo... Devia pesar uns 80 quilos. Era baixinha, corcunda, pernas flácidas e peitos caídos para a lateral. Mas Leônidas, como legítimo espartano, é do tipo que não se importa com o preço da banana. Ele quer é ver o macaco feliz. "E aí meu amor, vamos transar?", disse o bruto. "Meu amor, o relax é R$ 30 no carro". Leônidas continuou a flertar a "gatinha" por intermináveis dez minutos. Queria faturar de graça. Mas Caiado não estava com muita paciência e acelerou o carro, para frustração de Leônidas. "Porra Caiado, já estava quase beijando a gata! Tu é o maior empata-foda hein!". Caiado deu de ombros e parou no posto de gasolina, onde havia uma loja de conveniência. Fez duas ou três ligações e combinou com os 300 para se encontrarem ali e tomar umas geladas. Meia hora depois, a turma estava reunida e contando as histórias de mais uma noite sem muitos terrenos conquistados. Eis que surge entre as árvores aquela figura estranha que tocou o coração de Leônidas. Era Deise. Sozinha e cabisbaixa, mas cheia de amor pra dá. "Olha lá Caiado. Olha quem está ali! É a minha gata. Agora ela não me escapa".

Para a estratégia dar certo dessa vez, Leônidas foi um guerreiro mais diplomático. Chegou com uma cerveja na mão e um cigarro na outra. "Aceita um drink, gata?". Deise abriu um sorrisinho sem vergonha e ainda perguntou se o safado tinha "fogo". Mesmo com a cara de safada, Deise tentou se fazer de difícil para Leônidas. "Eu não vou sair com você. Ali embaixo, agora há pouco, você me largou lá, porque não quis me pagar trintinha!". Ao ouvir isso, o mercador Leônidas foi firme e ofereceu módicos R$ 10 para eles transarem rapidinho. "Vamos encarar os fatos, vai... já são 5h da manhã e você não vai conseguir mais nada hoje. Eu quero transar e você quer ganhar. Dezão?", argumentou. O problema é que ela não tinha ambiente. Ele não tinha carro. E Caiado não estava disposto a liberar seu Fiat 147 para os dois ficarem nus no seu banco. Solução? ATRÁS DAS ÁRVORES (!!!!) do postinho. Caiado e companhia não acreditaram na cena. Tentaram interceptar, mas já era tarde. À distância, podiam observar Leônidas com a mão no rabo da gorda, que permaneceu de costas para ele o tempo todo, com a saia levantada, subindo e descendo. "Puta que pariu! O que esse moleque está fazendo?! Agora ele passou dos limites. Não dá pra acreditar...", repetia inconformado o Caiado.

Já com o "garotão" em riste e encapotado por uma Jontex, Leônidas tira a calcinha de Deise e se depara com a pior situação que já tinha vivido até ali. Prova disso foi seu depoimento numa mesa de bar, semanas depois, aos amigos. "Nunca tinha sentido aquilo... Era um cheiro de desgraça mesmo. Não sei nem comparar aquele fedor. Parecia que tinha um rato morto dentro da mulher...", confessou o guerreiro, com olhar distante. Voltando aquela noite: Leônidas virou a cara de lado, prendeu a respiração, fechou os olhos e, assim como seu homônimo do filme "300", gritou: "This is Spartaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa", bradou, para delírio dos 300, que observavam tudo no posto de gasolina. Dez minutos depois, largou a princesa e voltou para o posto. Levinho...

O relógio já marcava 5h54 da madrugada de sexta-feira. Após o coito com Deise, Leônidas fumava seu cigarrinho e tomava uma saidera com os amigos no mesmo posto que serviu de camarote para sua performance. O silêncio reinava entre o grupo, até que o safado resolve quebrar o gelo com uma confissão desnecessária, dispersando todo o exército. "A cabeça do meu pau está pra fora até agora, porque, não sei se vocês sabem, mas eu tenho fimose...". Ninguém deu uma palavra. Apenas levantaram, entraram nos carros e foram embora. Abalados...

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terça-feira, 2 de junho de 2009

CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ

O sujeito embriagado, sabe-se, além de forte, rico, piloto e bonito, torna-se burro. Não basta mexer com a mulher dos outros. Tem que mexer, caçoar ou desrespeitar os tiras também. Conheço um cara que já PEIDOU na cara de um policial militar. Sim! PEIDOU! Foi o Assunção. Um gordinho com cara de gringo que, quando descobriu as benesses do álcool, deixou de ser um nerds-jogador-de-RPG para ser um nerds-bêbado-inconsequente. Ele estava na companhia de Manoel, Domingos e Osório. Os quatro seguiam num Ford Pampa 1983 pela 504 sul, na W2 Sul, numa velocidade média de 70km/h, numa via onde a velocidade permitida é de 40km/h. Uma viatura da polícia militar que passava por ali fechou o carro. Os quatro espertões tiveram que descer para serem revistados. Na abordagem tradicionalmente truculenta de policiais militares, Manoel, um dos bêbados, já desceu dizendo: "Calma, calma, calma! Nós somos estudantes"... Hum. E daí, né? Ele achou que estava certinho...

Enfim. Todos os quatro na parede levavam baculejo, quando o mais esquentadinho dos tiras começa a falar alto e bater forte nos bolsos e pernas dos jovens. Enquanto isso, seu parceiro observava à distância com a arma em punho. Ao chegar no gordinho Assunção, a tragédia... Quando o Cabo Maia agachou para revistar as pernas, o gordo, muito nervoso, não se aguentou e soltou o maior dos peidos na cara do policial, que se jogou pra trás boquiaberto. "Tenente! Esse gordo peidou na minha cara?! Que porra é essa?!?!". O próprio Tenente não aguentou e começou a rir, enquanto os outros três amigos já ensaiavam um choro, porque sabiam que depois daquela merda estavam fodidos. Mas só Assunção levou a pior. O Cabo Maia, completamente desconcertado, reagiu com um belo tapa de mão aberta na orelha/cara do gordo, que caiu como uma jaca. No final da noite, achando que estava arrebentando, consultou seus amigos: "E aí caras, vocês viram o peido que eu dei na cara do PM? Arrebentei, né?". Os caras nunca mais saíram com Assunção...

Tão burro quanto o gordo peidão foi Madson, um camarada de 1,50m que já bateu seu carro umas 34 vezes. Em todas estava errado. Como da vez em que fugiu dos tiras de uma cidade do interior goiano. Ele estava ao lado de Ronaldo, um gordinho-hipertenso-marrento-esquentadinho. Os dois bebiam num sítio com os amigos desde cedo, quando lá pelas 21h a gelada e os cigarros acabaram. "Ronaldo, levanta esse traseiro gordo dessa piscina aí e vamos lá comigo comprar mais cerva e cigarro pra gurizada". Ronaldo boiava na piscina, mesmo com o cair da noite. Chacoalhou a pança e mesmo com a bermuda toda molhada entrou no carro, para desespero de Madson. "Agora já era. Fica na sua e vamos nessa, seu anão...".

Foram até a cidade, distante uns 5 quilômetros do sítio, compraram mais quatro caixas de cerva e oito maços de Carlton. Na volta, havia uma blitz da Polícia Municipal na entrada da cidade. "Puta merda. Fodeu Ronaldo! Vou fugir", pensou sabiamente o anão, que enfiou sua caranga numa estrada de terra sem iluminação. Lógico, aquilo chamou a atenção dos tiras, que ligaram a sirene e iniciaram a perseguição de 30 segundos... "Desce do carro, seu merda! Desce do carro de mão pra cima", ordenou o guardinha municipal. "Tu fugiu por que seu merda?! Tu tá maluco?!", continuava a gritar o cana, com a arma em punho. "Calma cara, não precisa disso. Eu fugi porque eu tinha bebido e lá em Brasília a gente não pode dirigir depois de beber". É mole? Madson tem quase 30 anos e ainda consegue soltar uma dessas. "Tu é burro ô playboy de merda?! Não é só em Brasília não! Isso é uma lei federal. FE-DE-RAL! Fui claro agora?", tentou ensinar o policial.

"Quero os dois aqui na frente do carro com mão pra cima e caladinhos". Ronaldo ainda estava com a bermuda toda molhada durante a revista. O soldado Iram estranhou. "Que porra é essa moleque? Tu tá mijado?". Silêncio... "Tu tá mijado porra?!". Silêncio... Cansado de ser ignorado por Ronaldo, Iram pegou o cacetete como forma de intimidar o cidadão. Aí o gordinho-esquentadinho explodiu. "Porra! Decide! Vcê manda eu ficar calado, e depois fica perguntando merda... como posso responder e ficar calado ao mesmo tempo?". Assim como o Cabo Maia - aquele que ficou boquiaberto após "comer" peido do Assunção - , o soldado Iram ficou parado, imóvel, pensando no que dizer. A única reação foi uma saraivada nas costelas de Ronaldo com seu cacetete. "Pra você aprender a me respeitar, seu merdinha". Madson, assustado, tentou contornar a situação. "Não senhor policial, é que ele estava na piscina de roupa e...". Antes que concluísse, o soldado Iram o interrompeu bruscamente. "Cala a boca anão! Eu não mandei tu ficar caladinho?! Não perguntei se você estava mijado, perguntei ao seu namoradinho aqui". E os dois lá ficaram, por quase uma hora, tomando esporro de um soldadozinho do interior.

No final das contas, depois da lição de moral, Madson e Iram retornaram ao sítio abalados e silenciosos. Ainda tiveram que ouvir reclamações e zoações de todos os amigos, porque deixaram a cerveja esquentar. Indignado, Ronaldo disse uma última frase para o amigo Madson. "Você é o segundo cara mais burro que eu conheço. Amanhã vou comprar um Código de Trânsito Brasileiro pra você estudar. Idiota...".



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domingo, 31 de maio de 2009

Um bebedor que faz a diferença...



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terça-feira, 12 de maio de 2009

O PRINCIPAL SUSPEITO

Já famoso por essas bandas internéticas, Wilson não contava com mais uma pegadinha do azar em sua vida. Disposto a abalar na night brasiliense, ele escolhe sua melhor camisa e melhor perfume para se dar bem com aquelas que tem maior apreço: coroas gordinhas e horrorosas. Tira do bolso seu celular pré-pago e liga a cobrar para o seu companheiro fura-olho, o Cassiano. "E aí moleque? Qual é a boa de hoje?". Eles combinaram de começar a night tomando umas geladas no cinematográfico "Insônia" - um bar 24 horas pé sujíssimo incrustrado no Lago Sul, bairro de Brasília que tem um dos maiores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Por lá há todo tipo de bêbado: velho sem dente, coroa gorda (do jeito que Wilson gosta), mendigo, trabalhadores que passam o dia cuidando dos jardins das madames do Lago Sul e até playboys em seus belos VW Golf tunados. Wilson não é um desses playboys. É só mais um Silva que a estrela não brilha. Tanto é que o azar tem um fetiche especial em perseguí-lo.

Naquela noite, após desligar o celular com Cassiano, ele entra em sua Belina ano 79, cor zul geladeira, repleta de multas e com o documento ainda de 2007, e decide dar um rolé nas redondezas. Ali mesmo na sua rua, acontecia uma festança na casa de um de seus vizinhos. Bem devargar, ele passa com sua Belina na frente da festa para dar aquele confere. Ao perceber que havia várias gostosas, ele passa mais duas ou três vezes em frente da casa. Sem lenço nem documento, tampouco convite para a festa, desiste de entrar de bicão na putaria e segue rumo ao Insônia, onde encontraria seu amigo Cassiano. Nos quase 5 quilômetros que separam sua rua do Insônia, Wilson percebe que um carro com películas nos vidros está na sua cola desde a sua casa. Ele para no posto para despistar o perseguidor, mas a figura estranha faz o mesmo. "Puta que pariu. Tô fodido mesmo. O que esse cara quer comigo?", pensou Wilson. E a perseguição continuou até o Insônia, onde Wilson, estrategicamente, estacionou na porta do bar, ao lado da mesa do amigo Cassiano.

O perseguidor parou a poucos metros dali, apagou os faróis e não desceu do carro. "Cassiano, aquele sujeito ali está me seguindo desde a minha casa. Estou achando que é o marido daquela coroa que eu pego de vez em quando, lembra?". Cassiano, que também é só mais um Silva que a estrela não brilha, aquela altura já se encontrava semi-bêbado. Do alto de seu imponente 1,57m tentou tranquilizar o brother. "Fica tranquilo garoto. Se ele vier encrencar aqui a gente desce o cacete nele". Mas nem mesmo o "reforço" do guarda-costas Cassiano tranquilizou Wilson. Ele não conseguia beber sua cervejinha tranquilamente. O tempo todo voltava seu olhar para o perseguidor estacionado próximo dali. Eis que a figura enigmática desce do carro com um Smirnoff Ice na mão e um cigarro na outra. À distância, encara friamente a dupla de dois caras. "Meu irmão, se esse cara continuar olhando pra gente eu vou lá quebrar a cara dele", desafiou o anão Cassiano. E Wilson não parava de cogitar a possibilidade de ser o marido chifrudo de uma coroa que ele vivia pegando às escondidas. Só conseguia lembrar daquelas noites de sexo, suor e sedução embaixo da coroa. "Caralho... é ele bicho. O cara descobriu tudo. Deve ter lido alguma mensagem no celular ou aquela velha mochibenta confessou tudo. O cara sabe até onde eu moro!!! Fo-deu!", desesperava-se Wilson. "Calma filho da puta. Calma porra. Tu tá comigo! Cola em mim que tu se dá bem", disse batendo no peito o anão semi-bêbado.

De repente, duas viaturas da PMDF chegam ao local com as sirenes ligadas. Ao descer do carro, um dos tiras vai conversar com o perseguidor. "Ufa... agora estou tranquilo. Os canas estão na área", comentou Wilson para seu camarada. Para sua surpresa, dois policiais se aproximam do bar e perguntam se Wilson é o proprietário daquela Belina fodida. "O senhor pode abrir as portas e o porta-malas?". O pobre coitado não entendeu nada, mas obedeceu prontamente ao pedido da corporação. O soldado Borges revira todo o carro. Levanta tapetes e bancos, tira o estepe, abre porta-luvas, abre sacolas e bolsas que estão no carro... faz o diabo. Wilson, cansado de só observar aquele ex-trombadinha que fez concurso para a PM e agora se acha "a" autoridade, resolve interromper rispidamente. "Com licença amigo, mas você pode me esclarecer o que diabos está acontecendo?". O PM levantou vagarosamente seu olhar em direção ao desconfiado Wilson e esclareceu. "Tá vendo aquele senhor ali? Ele nos ligou dizendo que houve uma série de assaltos na rua dele. Alguns carros foram arrombados e tiveram seus aparelhos de som subtraídos. O senhor foi apontado como suspeito...". Antes que o PM pudesse concluir, Wilson o interrompeu. "Peraí, peraí, peraí... vocês e aquele sujeito ali estão achando que fui eu que roubei os carros? Porra! Eu MORO naquela rua! Estava saindo de casa para vir pra cá e ao ver o movimento fui ver o que estava acontecendo na casa! Só isso!".

Inconformado com a injusta acusação contra seu amigo, o anão Cassiano se dirige até o acusador e vai tirar satisfação. "Qualé bicho? Que história é essa que você está acusando meu brother de ter roubado som de carro? Tu é burro? Ele é seu vizinho! Filho do Juvenal!". O acusador, que se apresentou como Ramalho, percebeu na hora a besteira que havia feito e antes que pudesse pedir desculpas, Cassiano emenda mais um desaforo. "Porra! O cara estava ali se cagando todo achando que você era o marido da gorda que ele come!". Ramalho não sabia onde enfiar a cara. Mas a primeira posição que tomou foi chamar Wilson e os tiras e resolver o mal entendido. "Senhores, mil desculpas. Eu me enganei. O garoto realmente é filho do meu vizinho. Só estranhei o fato de ele passar com o carro na frente da minha casa três vezes, bem devagar, só observando. Justamente quando quatro carros foram arrombados...". Wilson, aliviado, interrompeu. "Pô cara, você quer me matar de susto. Primeiro me segue da minha casa até aqui. Depois ainda chama a polícia!".

Diante da indignação dos amigos, Ramalho dispensa os canas e tenta harmonizar o clima pagando drinks para os dois amigos. Aí meu amigo é oferecer banana pra macaco. O coroa comprou vodka e energético para a dupla de dois caras e ainda ofereceu o som do carro para eles escolherem até mesmo o CD que tocaria. Cassiano pediu para rolar Furacão 2000, o número 1 do Brasil. E a noite dos três, Wilson, Cassiano e Ramalho, se resumiu ali, no Insônia, entre uma vodka com energético e outra. Nem Wilson e Cassiano saíram pra farra, nem Ramalho voltou pra festa na sua rua. Ficaram amigos. Encheram a cara. Contaram histórias e se embriagaram juntos na porta do Insônia até o sol raiar. Trocaram telefones. Hoje, Wilson, Cassiano e Ramalho atacam coroas gordas e horrorosas todas as quintas no Café Cancun e afins.

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domingo, 3 de maio de 2009

Pra mim é demais!!!!!!!!!!!!!!!


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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Recorde no bafômetro!!!!!

Deu no Correio Braziliense no dia 17 de abril:

Os fiscais do Departamento de Trânsito (Detran) flagraram o motorista José Wilton Ferreira, 28 anos, dirigindo alcoolizado. O teste do bafômetro acusou 1,25 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões, o maior índice deste ano no Distrito Federal. Por volta das 18h30 de quarta-feira, José Wilton seguia pelo Eixo Monumental, sentido Esplanada - Palácio do Buriti. Havia bebido tanto que fazia ziguezague com o caminhão. “Ele estava tão ruim que teve dificuldade para descer do caminhão”, relatou Silvaim Fonseca, gerente de fiscalização do Detran. Levado para a 5ª DP (Setor Bancário Norte), prestou depoimento, pagou fiança de R$ 700 e foi liberado. Segundo o delegado adjunto Marco Antônio de Almeida, em 28 de novembro do ano passado, José Wilton se envolveu um acidente em Planaltina. Ele estava alcoolizado. Na colisão, uma menina de 10 anos e uma adolescente de 17 tiveram ferimentos leves. “Penso que esse é um daqueles casos em que é preciso cassar a carteira de motorista”, opinou.

Certinho, né?
Sobre esse mesmo assunto, deu no Bom Dia DF, da Globo, que quando os fiscais abriram a porta do caminhão o bebum caiu!!! E na delegacia, não prestou depoimento porque dormiu na cela!!!! É mole?

Acho que se ele tivesse começado a chorar, ao invés de dormir, ele teria se safado. Que o diga nosso amigo Eduardo Meira da história anterior.


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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Uma mente brilhante

Eduardo Meira - primo em quinto grau do ator Tarcísio Meira - é uma sumidade no campo etílico. Igual a ele existem pouquíssimos. Sua habilidade com a cerveja já o levou à prisão por atentado ao pudor; a ser líder de um reality show onde a prova de resistência era apontar quem aguentava beber mais; já fez da Ponte JK uma espécie de dormitório em suas noites de bebedeira; já foi considerado o "Pelé das mensagens noturnas via celular"; já agarrou as cordeiras em Salvador; já chamou até amigos pra porrada; tentou espancar um bêbado de 2m de altura em um banheiro... Enfim. Como dá para perceber, é mesmo uma sumidade entre os bêbados. Mas foi graças aos efeitos que a cerveja causa em Eduardo que ele cravou um importante capítulo em sua promissora carreira de alcóolatra.

Era mais um longo sábado de trabalho duro na redação. Seu time do coração, o Vasco, havia tomado uma surra de cipó do rival Botafogo. Um sonoro 4 X 0 e a eliminação do campeonato. Por isso, saiu da ralação deveras cansado e puto da vida. Ingredientes suficientes para tomar uma gelada após o expediente. E lá se foi com seus colegas de trabalho em direção a um... posto de gasolina!!!! Sim, Eduardo Meira e seus convivas mantém uma tradição de beberem no posto, ao invés de um bar. Bueno... naquele dia o cidadão havia apenas almoçado e comido bolachas Clube Social às 16h. Mesmo assim, pouco mais de uma hora no posto e Eduardo já contabilizava no estômago o volume de oito latas de Skol. Com essa quantidade de álcool correndo nas veias e sem comer nada, não há boca que não fique "fofa" (embolando as palavras).

Antes que pudesse pegar a nona latinha, o embriagado recebe um telefonema indecente de um amigo de Goiânia, que passava o fim de semana em Brasília. "Moleque... estou na porta do UK. Tem 458 mulheres gatas na fila. Estou sozinho. Vem pra cá agora me ajudar!". Era Mauro, um solteiro convicto, que coleciona peguetes de todos os calibres. "Beleza.....irc... garoto. Só vou... irc.... pagar minha conta aqui e... irc.... te encontro na porta.... irc...", respondeu o soluçante Eduardo Meira, que se despediu de seus colegas de trabalho e pegou a estrada. No percursso até o UK, que deveria ser de pouco mais de 4 quilômetros, decidiu parar num McDonalds para forrar o bucho. Para isso, deveria desviar - e muito - do caminho natural, mas pra ele tudo bem. Afinal, estava bebadalhalhaço e faminto. Comprou no drive-thru uma promoção do Quarteirão com Queijo e sua Coca-cola feminina (Zero) e saiu feliz da vida. E bêbado, claro.

O que Eduardo Meira não contava era com uma mega operação do Detran-DF a menos de 50 metros do McDonalds. Ao avistar os cones e agentes com vários roto lights, Eduardo contraiu o esfíncter para não passar nem bufa e rezou fervorosamente ao padroeiro dos bêbados. Tudo em vão. Um dos agentes sinalizou para ele encostar numa fila de pelo menos dez carros. Era casal de namorados brigando pra escolher quem é que estava na direção; grupo de moleques cheios de Hi-Fi na cabeça e garrafas de vodka no carro; coroa indignado com a fiscalização rígida. Dava de tudo. TODOS sendo revistados e fazendo o temível teste do bafômetro. "Puta que pariu. FO - DEU. Preciso pensar rápido...". Enquanto maquinava em alguma alternativa, o Quarteirão ia sendo devorado, na esperança que aquilo iria "abafar" o bafo de cachaça. A Coca feminina foi embora em 30 segundos. Mas o cheiro de boteco ainda pairava no ar. "Senhor! Eu suplico pela sua ajuda! Não abandonai os pequeninos nesse momento de dor...".

O desespero foi aumentando a cada carro que saía e diminuía a fila. Foi aí que a mente brilhante e o sangue cênico (ou seria cínico?) de Eduardo Meira - fez a diferença. Começou a chorar copiosamente, como nunca havia chorado. O agente do Detran se aproximou e cumpriu o protocolo. "Documento do carro e habilitação, por favor, senhor". Nesse momento, Eduardo não só chorava como berrava. "Está tudo bem senhor?", perguntou o guarda. Quando alguém acha que o cidadão não pode mais surpreender seus convivas, ele saca um coelho da cartola. Segue o diálogo:

- Está tudo bem contigo amigo?
- Mais ou menos cara. Minha mãe me ligou agora há pouco, avisando que meu melhor amigo acabou de falecer.


O guarda deu um passo pra trás, com uma expressão muito assustada, e ficou meio sem saber o que dizer. Gaguejando, deu sequencia a conversa:

- Co-co-como assim? O que aconteceu?
- Pois é.... ele estava internado com infecção urinária há alguns dias e hoje o quadro piorou. O cara tinha a minha idade, bicho..."
. E a choradeira foi só aumentando. Até ele mesmo já estava acreditando na cascata.
- Você quer ligar para o seu pai vir te buscar? Você não está bem para dirigir.
- Não, não.... eu estou tranquilo. Só quero ir embora logo.
- Então ligue para seu pai, mãe, irmão... alguém. Você não pode dirigir assim.

- Não precisa. Eu estou bem. Estão todos lá no hospital me esperando. Eu tenho que ir lá para resolver a questão do enterro... Eu só quero ir embora". E começou a berrar mais alto ainda, aumentando a preocupação do agente.
- Mas você está em condições de dirigir?
- Estou sim, amigão. Eu só preciso ir embora logo. Estou sofrendo muito...
- Toma aqui seus documentos. Vai na paz e mande meus pêsames para os familiares do seu amigo, tá bom? Mas vá com cuidado. Você está muito emocionado...
- Obrigado. Bom trabalho para o senhor.


E lá se foi Eduardo Meira. Ainda em prantos e semi-cagado. Escapou de mais uma mega blitz graças as suas habilidades com os efeitos que a cerveja causa em seu organismo. Desde então, gosta de repetir por aí: "Se eu estivesse sóbrio ainda, com certeza teria rodado. Nunca teria pensado em fazer aquela atuação. Acho que vou me mudar para o Rio de Janeiro para ser o próximo vilão de Malhação". E o Mauro? Não teve a mesma astúcia e perdeu a carteira de motorista naquela noite, pagou uma multa de R$ 957 e voltou pra casa sem pegar ninguém...


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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Wilson e Walisson - dois idiotas em apuros

"De você só quero uma coisa. Esquece que eu existo. Sou uma pessoa legal, mas vacilou já era. Agora entendo porque as mulheres de Brasília não dão ouvidos pra ninguém". Ao enviar o SMS para o Motorola de Walisson - aquele gordinho hipertenso que bebe e fuma mais do que tudo e ficou conhecido aqui em MESTRES DOS ESQUEMAS FURADOS -, Debbie se referia não apenas à postura pedante de muitas das mulheres do Planalto Central, inclusive de algumas feinhas. Ela queria destacar também seu sangrento desejo de matar Walisson. Isso porque não fazia nem 24 horas que eles haviam se conhecido...

A CAUSA
Era um domingo de clássico do futebol paulista na TV. Ronaldo Fenômeno entraria em campo com a camisa do Corinthians para enfrentar o rival Palmeiras. Todos à espera de seu primeiro gol, depois de quase um ano parado - período pelo qual fez cirurgias, fisioterapia, musculação, farras, sexo com putas, travecos, animais e tudo mais. Walisson, desde pequenino e não hipertenso, é um grande fã do atacante. Estava doido para ver o jogo, mas no mesmo horário deveria fazer prova para um dos mil concursos que ele não se prepara. Do outro lado da cidade, assistia ao jogo com o pai, seu companheiro inseparável nos esquemas furados: Wilson.

Quando Ronaldo marcou um gol de cabeça aos 42 minutos do segundo tempo, Wilson começou a telefonar insistentemente para o celular de Walisson. Mas o aparelho estava desligado, devido às regras dos concursos públicos. Ao sair do local de prova e ligar seu celular, o gordinho percebe que há 73 ligações não atendidas do "amigão" Wilson e resolve retornar. Do outro lado da linha, o bêbado grita freneticamente: "Moleque!!!!! Eu estou arrepiado! O Ronaldo está de volta!!! Até meu pai chorou! Vamos sair para comemorar!!!!", convidou Wilson.

A GUERRA
Por volta das 19h, os dois já estavam na porta da Green Club, casa noturna que atrai playboys, yuppies, patricinhas e descolados da cidade. Como ainda era cedo - a casa só abre as 21h -, eles ficaram do lado de fora jogando conversa fora e tomando vodka. Enquanto isso, não parava de chegar mulher. Muita mulher desacompanhada e gata. "É hoje moleque!", pensou Wilson, já com a "boca fofa" (bêbado). Lá pelas tantas, a dupla resolve entrar e já chega chegando em meia dúzia de mulher. Como de praxe, tomaram toco de todas. Na sétima tentativa, depois de uma hora de azaração, enfim, o sucesso. Walisson pega Debbie, uma loirinha bonitinha, mas cheia de pudor. Wilson fica com Suzy, gostosinha e bem safada, do jeito que Wilson gosta. Para o bem ou para o mal, Suzy não era daqui. Era de Rondônia e iria embora no dia seguinte. Ao tomar conhecimento disso, Wilson, que era só alegria, colocou na cabeça que teria de transar com a gata. "Finalmente nós dois no mesmo agito pegamos alguém!!!", comemorava Wilson.

Quando os dois recém-formados casais deixam o recinto, a pegação esquentou. Mão aqui e ali, "radinho", "digital", mordida e tudo mais. A essa altura Wilson estava para explodir. Já Walisson curtia o namorico com Debbie no banco da frente. "Gente, já chega. Precisamos ir. Está tarde, tenho que trabalhar amanhã e a Suzy viaja cedo", decretou Debbie, para o desespero de Wilson. Mas a astúcia de Walisson acalmou os hormônios do amigo. Ele disse em seu ouvido que as garotas iriam para a 711 Sul, onde Debbie mora sozinha com seu gato Mr. Jinx. "Excelente garoto! Vamos para lá fazer uma 'surpresinha' para elas...". A tal surpresinha era a seguinte: pegar o Gol Bola Geração 1, cor vermelho-ferrugem e ficar de tocaia num lugar estratégico na entrada da quadra. Quando elas chegassem, a dupla de dois caras abordaria as duas no melhor estilo "pegadinha do Malandro" para dar aquela esticadinha. E lá se foram os dois heróis, achando-se os donos da situação e jurando que as meninas iriam gostar da "surpresinha".

Mas o tiro começou a sair pela culatra já na entrada da quadra, quando Debbie e Suzy avistam dois tipinhos dentro de um Gol todo fodido na porta da casa delas. Debbie, que estava ao volante, dá marcha ré e sai em disparada. Wilson, que tomara a direção de Walisson, decide ir atrás. E inicia-se a perseguição pelas ruas do Plano Piloto, às 4h30, em meio a uma chuva torrencial. Durante a perseguição à moda dos filmes policiais de Hollywood, Wilson quase passa direto numa curva, não fosse um grito histérico de Walisson para alertá-lo. Nem mesmo o perigo iminente fez com que os "heróis" desistissem da transa em vista. Até que Debbie se arrisca e pega uma contramão, quase batendo de frente com um caminhão do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal. Só assim, os taradões foram despistados e desistiram delas. Hora de ir pra casa...

A CONSEQUÊNCIA
No dia seguinte, com uma leve ressaca, mas de bom humor por ter se dado bem na guerra noturna, Walisson pega seu Motorola e envia uma mensagem para sua gatinha, como se nada tivesse acontecido. "Adorei te conhecer. Quero te ver mais vezes". Aquilo soou como uma afronta para Debbie, que ainda não havia dormido, traumatizada com a situação da noite anterior. Ela pensou bem por alguns minutos e respondeu: "De você só quero uma coisa. Esquece que eu existo. Sou uma pessoa legal, mas vacilou já era. Agora entendo porque as mulheres de Brasília não dão ouvidos pra ninguém". Walisson demorou alguns minutos para se lembrar de tudo o que havia acontecido desde o momento que beijou a gatinha até chegar em sua casa para dormir. Os flashbacks, mesmo fora de ordem cronológica, vieram como facadas nas têmporas do gordinho. Logo a pressão subiu.

Para piorar, chega outra mensagem: "Se por acaso me ver por aí, nem vem falar comigo. É melhor pra mim, pra você e seu amigo. Quase sofri um acidente. Registrei ocorrência na delegacia, portanto não me procure! Não responderei mais nenhuma mensagem, nem atenderei número desconhecido". A desgraça estava completa. Além de ter perdido a gatinha, a placa do carro estava nos registros da polícia. Sem saber o que fazer, o hipertenso tenta remediar a situação com um desastrado pedido de desculpas. "Era apenas uma brincadeira. Meu amigo estava muito a fim de se despedir da sua amiga. Foi mal pelo transtorno causado, mas não era o objetivo. Peço desculpas e espero que me entenda. Não somos marginais nem nada. Se me der uma chance, vou te provar isso". Duas horas se passaram e nenhuma resposta. O sonho acabou. E Walisson e Wilson, que sempre se dão mal na guerra noturna, seguem sem sucesso com as garotas. Ao relembrar com Wilson a saga dessa noite, o gordinho hipertenso deixou uma lágrima de revolta escorrer do canto do olho e confessou baixinho: "É uma merda mesmo... quando pego uma mulher gata, massa e tal.... a bebida causa essa euforia toda e não consigo manter a postura. Foda... a gente nunca aprende...".

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terça-feira, 31 de março de 2009

Mestres dos esquemas furados - Parte FINAL

"FO - DEU". Walisson e Wilson - que de drogas só usam nicotina, álcool e barangas gordas - se entreolham e concluem: hora de sair pela direita, como diria o Leão da Montanha. "Ahn... não, não, a gente está tranquilo. Vamos ficar só na cerva mesmo. Vai lá. A gente espera", respondeu Wilson. Luana Piovani e Helen deixam o apê e partem para a boca, buscar algo que as deixassem ainda mais pilhadas. Minutos depois, Soraia capota e dorme no chão da sala, sem cerimônias. Walisson até cogitou bulinar a gordinha, mas pensou melhor e preferiu dar uma cagadinha no banheiro todo arrumadinho, decorado, com cores creme e marrom, perfumadíssimo. Dez minutos de "obra" depois, o gordinho hipertenso sai do trono, com um cigarrinho na boca e sorrindo. "O banheiro é ótimo. Tem até chuveirinho pra lavar o furico". Wilson se animou e já entrou no banheiro abaixando as calças. Ficou lá outros dez minutos e deixou uma "criança" amarronzada boiando. "Descarga pra quê? Tive que deixar uma marca para as gatas nunca mais esquecerem a gente", explicou Wilson, com a honestidade de uma criança. Em seguida, cada um pegou duas latas de Skol na geladeira e se mandaram, deixando Soraia roncando no meio da sala.

Dali, nossos heróis tinham como destino a casa de Walisson, onde Wilson havia deixado sua Belina ano 79, cor azul geladeira. O problema é que eles estavam sem carro, sem dinheiro, fedidos, de ressaca e já se passavam das 10h da manhã. Pior: a casa do sujeito ficava distante uns 5 quilômetros dali e o calor chegava aos 32º. "Vamos andando. A gente já está todo fodido mesmo. O que é um peido pra quem já está cagado?". De fato, haviam cagado, mas, creio, se limparam com o chuveirinho. "A gente vai pelo Parque da Cidade. Uma hora a gente chega", calculou Wilson. Durante o longo e tortuoso percurso, a mãe de Wilson, dona Valquíria, preocupada com o desaparecimento do filho, liga para seu celular. Wilson conta toda a história, desde a ida ao show até o roubo do carro, passando pela delegacia e "café da manhã" na casa de umas "amigas". Dona Valquíria é amiga de dona América, mãe de Walisson. Não pensou duas vezes e ligou para dona América e contou o que estava acontecendo.

Durante longos 15 minutos, o celular de Walisson tocou 367 vezes. "Mãe chamando", piscava no visor de seu Nokia. "Wilson, não vou atender essa merda. Tô puto. Se quiser, tu atende...". Na 400ª vez que o celular tocou, Wilson tomou o celular da mão do amigo, atendeu e tentou apaziguar a situação. "Calma tia América, nós estamos bem. Ninguém tocou na gente. Já estamos a caminho, passando pelo Parque. Pode ficar tranquila". Ao ouvir aquilo, dona América entra no carro com sua outra filha, a Paty, e sai em busca dos dois irresponsáveis. Não demorou cinco minutos e eles foram encontrados cambaleando no meio da rua, quase com uma ensolação. "Walisson!!! Seu bêbado do caralho! Entra já nesse carro e vamos para casa!". Walisson ignorou os chamados de dona América por cinco minutos, até que Paty se emputeceu e mandou a mãe largar de mão os dois bêbados.

Os heróis continuaram sua Via Crucis. Depois que atravessaram o Parque da Cidade, chegaram a uma das principais avenidas dessa Brasíla-véa-sem-lei, a W3 Sul. Por trás dela, na W2, existem vários "estabelecimentos chinelos": oficinas de quinta categoria, mercearias, brechós e, claro, muitos bares sujos. "Bicho... estou com as pernas 'sangrando'. Vamos dar uma descansadinha nesse restaurante aqui", sugeriu Walisson, o hipertenso. Na verdade, era um botecão, dos mais sujos e mal frequentados das redondezas. No balcão, eram servidas coxas de frango morto na última guerra do Golfo e kibes fritos na época do Império."Big Bar" era o nome da peça. Sentaram-se à mesa e pediram mais uma Skol. "Tá quente ainda!", gritou o barman. "Tem problema não. Traz essa merda assim mesmo", insistiu Wilson. O meio-dia já se aproximava quando entra no Big Bar duas coroas serelepes, Claudete e Rosemary. A primeira pesava 300 quilos e tinha 58 anos. Já Rosemary era mais novinha, acabara de completar 53, mas só tinha cinco dentes (podres). "Uau... olha só aqueles dois garotões ali dando sopa. Vamos atacar!", disse Rose, como passou a ser chamada. Wilson e Walisson percebem a aproximação das veteranas e, antes mesmo que elas pudessem falar alguma coisa, ambos se levantam e puxam duas cadeiras para as "gatas". "Nossa! Gostei! Vai ser melhor do que eu pensava", agradeceu Claudete.

Pouco mais de 15 minutos bastaram para as velhas estarem sentadas no colo da dupla, morrendo de rir, contando histórias, bebendo, fumando, bulinando e etc. Nisso, o Big Bar ia recebendo cada vez mais cliente, já com aquela movimentação típica de hora do almoço. Nesse meio-tempo, Claudete se levanta para ir ao banheiro, situado no pavimento superior do recinto. Sagaz, Wilson percebe a oportunidade e vai atrás, entrando no banheiro feminino junto com sua gata. Segundos depois, ele já estava com as calças no joelho e a velha com o pau na boca. Cinco minutos de xamego não foram suficientes para deixar Wilson excitado. "Porra! Tu queria o quê? A mulher tinha quase 60 anos, pesava 300 quilos. Por mais que ela fosse experiente, eu não conseguia parar de olhar para aquelas mochibas todas balançando. Não dava! Não subia!",explicou Wilson, dias depois. Percebendo a demora, a dona do bar começa a socar a porta do banheiro aos berros. "Seus sem-vergonhas!!! Estão achando que isso aqui é cabaré! Abre já essa merda!". Wilson abre a porta de sopetão e dela sai correndo, ainda levantando a calças. "Simbora Walisson. A casa caiu! Fodeu, moleque!". Walisson estava de pau pra fora também, embaixo da mesa, com a velha "massageando" o bichão. "Vamos embora porra!!!". Os dois heróis deixam o Big Bar enxotados e as velhas com os corações em frangalhos.

O relógio já marcava 14h, quando, finalmente, a duplinha chega na casa de Walisson. Ouviram sermão de dona América, Paty e até do cachorro e do papagaio. A pressão arterial do gordinho aquela altura já passava dos 19 por 12. Não deu outra. Foi direto pra cama e só acordou as 20h. Cabisbaixo e abandonado pelo comparsa, Wilson pega as chaves de sua Belina e desce o elevador. Mas a sorte realmente não caminha ao lado desses dois. Ao tentar dar a partida, Wilson tem mais uma surpresa. "Puta merda! Agora não! Por favor, não me deixe na mão...". A gasolina havia acabado. O irresponsável-azarado volta no apartamento para pedir uma ajuda ao seu amigo, mas ele já estava "desmaiado", inacordável. Wilson não teve escolha. Na maior cara lavada, pediu R$ 20 (Vintão) emprestado a Paty para colocar gasolina no seu possante. Ouviu mais um bocado de sermão, mas acabou conseguindo o dinheiro para o gás.

Já de noite, o telefone toca na casa de Walisson. Era o sargento Andrada. Quem atendeu foi sua irmã, Paty
- Alô? É da casa do Walisson?
- É sim...
- Aqui quem está falando é o sargento Andrada, da Polícia Militar, como vai a senhorita?
- Tudo bem. Posso ajudar?
- O seu irmão, o Walisson, registrou ocorrência na 5ª DP nesta madrugada, alegando que seu carro, um Gol Bola Geração 1, de cor vermelho-ferrugem, fora roubado nas proximidades de um clube onde aconteceu uma festa-show, correto?
- Isso mesmo.
- Fala para o espertão aí que o carro dele está exatamente no mesmo lugar que ele disse ter deixado...
- Não é possível...

Horas depois, a dupla de dois caras vão até o local indicado e encontram o veículo. Walisson olhou friamente para Wilson. Ambos ficaram em silêncio por alguns segundos. Tempo esse em que eles lembraram tudo o que aconteceu, desde o momento que pegaram carona com Helen e Soraia, passando pelos momentos tensos na casa de Luana Piovani, cagada no banheiro chique, maratona no Parque da Cidade num sol de 32º, até o momento que foram enxotados do Big Bar. Tudo porque ficaram "sem" carro. Entraram no Golzinho e ficaram em silêncio por mais algum tempo. Até que Wilson vira para o amigo, dono do carro "roubado", e tenta consolá-lo. "Pense pelo lado positivo. Pelo menos a gente tem uma baita história pra contar, né?".

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segunda-feira, 23 de março de 2009

Mestres dos esquemas furados - PARTE I

Você vai pra guerra com os amigos em uma festa-show, bebe todas, azara até a mulher do seu brother, mas não pega ninguém e é um dos últimos a deixar o recinto - depois de desligarem o som, é claro. Mas nos "acréscimos do árbitro", você e seu amigo ainda vislumbram uma ótima oportunidade para marcar um gol e brilhar na noite. Do lado de fora da festa, uma garota para o carro ao lado de vocês e puxa papo. Aconteceu com Wilson, um grande safado que nunca desiste de ir pra casa sem azarar metade da humanidade, e Walisson, um gordinho hipertenso que não está nem aí e enche a cara direto. Sempre vão pra guerra juntos. Mas nunca pegam alguém... "Oi meninos, tudo bem? Vocês podem me ajudar com minha amiga aqui? Ela está mal. Acho que bebeu demais". A motorista era Helen, uma morena das mais gatas. A bêbada era Soraia, uma gorda horrorooooooosa (toda gata tem uma amiga gorda, já perceberam?). Mas pra quem não pegou ninguém às 6h da manhã estava tudo ótimo. Apenas tinham que decidir quem seria o "pivô" e partiria pra cima da amiga gorda.

"Claro que a gente ajuda. Vocês podiam, inclusive, dar carona pra gente até nosso carro, que tá muito longe". Serelepes, Wilson e Walisson entram no Ford Focus das garotas e já começam os galanteios. A animação foi abreviada quando chegaram ao local onde Walisson havia estacionado seu Gol Bola geração 1, de cor vermelho-ferrugem. O carro não estava lá. Aliás, aparentemente, não havia mais nenhum carro num raio de 5 quilômetros. "Puta que pariu! Roubaram meu carro! Puta merda! Era pra ele estar aqui! E agora Wilson?!". As garotas - inclusive a bêbada - ficaram preocupadas e sugeriram levar a dupla de dois caras até a delegacia mais próxima. Wilson, um grande soldado da guerra brasiliense, nem nessa hora esqueceu da batalha. "Mas nós temos que chegar na delegacia como se fôssemos dois casais de namorados, de mãozinhas dadas e tudo mais. Se não os canas vão achar que nós não passamos de bebuns vacilões, enchendo o saco... Assim seremos mais respeitados". As meninas fingiram que caíram naquele papinho furado do safado e seguiram rumo a delegacia. Mesmo com o plano brilhante de Wilson, os agentes de plantão da 5ª DP não deram muita idéia para a tchurma e apenas registraram ocorrência, naquele esquema "não nos ligue, deixe que nós te liguemos".

Ao deixarem a delegacia, por volta das 8h, com o sol rachando, Helen saca seu Ray-ban da bolsa e sugere. "Nossa! O tempo está ótimo para vestir o bíquini e pegar um sol. O que vocês vão fazer agora, meninos? Querem ir a cobertura de uma amiga minha pegar uma piscininha?". Pra quem já estava todo fodido, um convite desse naipe aquela altura não era nada. E lá se vai a duplinha com Helen e Soraia. No caminho, ainda pararam no Pão de Açúcar e compraram duas caixas de Skol em lata, geladinhas. Mas quando chegam ao apartamento de luxo no Sudoeste, Wilson e Wallison se esqueceram de tudo que acontecera até ali e por alguns minutos ficaram sem palavras. Quem abriu a porta, só de camisolinha preta, foi uma loira gatíssima e toda simpática. "A mulher parecia a Luana Piovani", comparou Wilson. "É aqui mesmo que a gente vai brilhar, moleque!", animou-se Walisson. Mal entraram no apartamento e Helen vai direto para o quarto da "Luana Piovani". Ficam lá de portas fechadas por mais de 30 minutos, fazendo sabe-se lá o quê. "Acho que elas estava se pegando loucamente", deduziu brilhantemente Wilson. Depois disso, ele encostou na cadeira e deu uma cochiladinha.

Enquanto isso, no sofá ao lado, Walisson galanteava a gordinha Soraia, que ainda estava meio bêbada. E ela era toda sorrisos para ele. Chegou até a desafiá-lo em um joguinho chato de pseudo-cult. "Sou formada em Letras, sabia? Você gosta de poesia?". Na maior cara de pau, Walisson, que só conhece "batatinha quando nasce, esparrama pelo chão", disse que adorava poesias. A gordinha se animou e explicou como seria o joguinho. "Eu recito um trecho de uma poesia e você me diz de quem é, tá?". Sabendo que aquilo não ia dar certo, Walisson topou mesmo assim. Soraia mandou a primeira: "(...) Se a alguém causa inda pena a tua chaga/Apedreja essa mão vil que te afaga/Escarra nessa boca que te beija!". Walisson não pensou nem dois segundos e respondeu: "Eça de Queiroz!!!". Soraia caiu no riso, mas fez-lhe um afago consolador. "Não bobinho... é do Augusto dos Anjos. Quer mais uma?", perguntou passando a mão no rosto do gordinho, já desesperado com aquela chatisse. Antes mesmo que pudesse responder, a porta do quarto ao lado se abre repentinamente e de lá saem "Luana Piovani" e Helen, cada uma com um sorrisinho mais safado do que o da outra. "Gente a gente tá indo ali rapidinho e já voltamos. Algum de vocês dois curtem cheirar a branquinha?".


CONTINUA... (clique aqui para ler a continuação)

terça-feira, 17 de março de 2009

Guia RÁPIDO do show do Iron Maiden para iniciantes

Conversa entre eu - um cara que aprendeu a ouvir Iron Maiden há 19 anos - e um amigo, que só escuta Asa de Águia, Chiclete com Banana, Babado e coisas afins. SÓ ISSO! Aliás, o som mais pesado que ele escuta, de vez em quando, é Capital Inicial... Inclinado a vir para o "lado bom da força", com ingresso do Iron na mão, pede uma orientação. "Bicho... não conheço porra nenhuma de Iron Maiden. Quero que me passe as músicas que você acha que vai rolar no show para eu não ficar perdido". Com o setlist dos shows já realizados no Brasil em mãos, disse para ele: "Essas são as músicas que serão tocadas no maior show de todos os tempos. Baixe apenas essas músicas, ouça até seus ouvidos sangrarem e o cérebro ficar dormente e serás eternamente feliz". Para amplificar a orientação, ainda passei alguns humildes comentários sobre cada uma das faixas.

SETLIST SHOW DO IRON MAIDEN EM BRASÍLIA:

1. Aces High - covardia começar com essa... se não der tempo, decore pelo menos o refrão: "Run, live to fly, fly to live, do or die/Won't you run, live to fly, fly to live, Aces high". É provável que a gurizada mais afoita já termine essa música sangrando;

2. 2 Minutes To Midnight - um clássico populista; dá para aprender na hora;

3. Wrathchild - algo jurássico pra dar uma descansada. Fraca... (a não ser que já estejamos bêbados);

4. Children Of The Damned - a primeira balada. Uma balada nervosa, é verdade. Mas em se tratando de Iron, é uma balada. Primeira oportunidade para acender os isqueiros e quebrar tudo no refrão/solo;

5. Phantom Of The Opera - introdução macabra e é só. Hora de buscar mais uma cerva e dar uma mijadinha;

6. The Trooper - "The trooopeeeeeeerrrr!!!!" A melhor de todas. Essa periga implodir o Mané Garrincha;

7. Wasted Years - só a guitarra inicial já vale um "iiiiiiiiihhiiiiiiiiii!!!! Caraaaaaaaalhooooooo!". Preciso dizer algo mais?;

8. Rime Of The Ancient Mariner - quase uma ópera de marinheiro, com instrumental pouco comparável por aí. Tem 13 minutos e meio. Hora do cachorro-quente, cerveja e mijadinha;

9. Powerslave - se quiser tomar mais uma cervejinha, dá tranquilo. Inclusive, essa é melhor de ser ouvida com uma latinha na mão, encostado em alguma coisa para descansar. Só observando;

10. Run To The Hills - Depois da acalmada, a ressureição. Clássico, clássico, clássico!! É a hora que a gurizada se esgoela no refrão;

11. Fear Of The Dark - o maior clássico do sistema solar. Até minha filha de cinco anos saberia cantar essa música. Isqueiros acesos de novo e bagaceira no refrão;

12. Hallowed Be Thy Name - Essa é de chorar. Mais isqueiros. Catarse coletiva;

13. Iron Maiden - terreno preparado previamente e gurizada arrasada. Mas essa não dá pra ficar sem bater cabeça e brincar de "bateria imaginária" e "guitar hero";

14. The Number of the Beast - Isso é "o número do Fred" em inglês. Até os axezeiros já cantaram o glorioso refrão: "Six, six, six, the number of the beast". Demaixxx. Se ainda estivermos vivos, estamos mais do que no lucro;

15. The Evil That Men Do - Isqueiros na introdução. Só na introdução. O resto é acabação. (Deixem uma ambulância por perto);

16. Sanctuary - chamem os paramédicos e saiam da frente!!!!! Porrada total. E mais uma cerva por favor.... ;

E que venha a "Donzela de Ferro"

quarta-feira, 11 de março de 2009

Os generais no maior front da guerra noturna brasiliense

Se há um lugar nessa Brasíla-véa-sem-lei onde a guerra noturna não deixa derrotados é o Café Cancun - também conhecido como "Cabaré Cancun". Figura ao lado da Roda do Chopp e da A+.com no pódio dos maiores fronts de guerra candangos. Mas guerra meeeesmo. Só canhão. Como costuma dizer um amigo, quando questionado se "brilhou" por lá, a resposta é imediata. "Lógico. Lá é mole". Dia desses, João e Cassiano, uma "dupla do barulho", não precisaram nem mesmo entrar no Cabaré Cancun para receber os primeiros tiros na cara. Ao se aproximarem do front, já avistaram um sem número de catilangas "quicando" do lado de fora do ambiente. E lá a guerra não tem hora para acabar, terminar, esfriar, reiniciar nem nada. É na mesma pegada do início ao fim. Prova disso é a hora que eles chegaram no estacionamento: 4h30 (!!!).

Mas a preparação começou muito antes disso, lá pelas 23h. Em Brasília, temos que conviver com a desgraçada idéia do "toque de recolher". Os bares fecham no máximo 1h da manhã de domingo à quarta e as 2h, 3h nos demais dias. Mas como quem não tem cão caça com gato, há uma alternativa para essa imposição lusitana: postos de gasolina e/ou supermercados 24h. Nessa conjuntura, João e Cassiano até tentaram sentar numa mesa de bar. Mas ao passar em frente a um Big Box 24h desses qualquer, avistaram três dos seus camaradas e uma gatinha do trampo. "Opa! Vamos dar uma paradinha aqui e ver o que esses pulhas estão aprontando". Estavam aprontando nada, só tomando uma cervejinha tranquilamente após um longo dia de trabalho (no estacionamento do supermercado, às 23h30, mas tudo bem...). Mas por lá se estabeleceram até 4h!!!!!!

Nesse íntere, João chegou a receber uma curiosa mensagem de Deoclesiana. Às 2h45! "Oi... onde você está? Queria passar onde você estiver para te dar um abraço". João já havia tomado 8 latinhas de Bhrama Extra, mas pôde traduzir corretamente. "Olha o trem querendo!!!", comemorou, mostrando o celular para seu comparsa Cassiano. Deoclesiana, dias antes, havia se atracado com um outro amigo de João, o Souza. Por isso, João chegou a estranhar. Mas um bom soldado da guerra noturna não tem ética. Quinze minutos depois, João bulinava Deoclesiana freneticamente no estacionamento do Big Box. Tudo assistido por Cassiano. "Parti pra cima da loira mesmo. Tô nem aí. Só não agarrei de verdade porque todos foram embora e só ficou eu, Cassiano e ela. Até que a mãe dela liga e teve que ir embora...".

Com a "festa" minguada depois que os três camaradas, a gatinha do trampo e Deoclesiana foram embora, João e Cassiano, não satisfeitos, decidem continuar a bebedeira em outro canto. "Vamos ligar para o Eudes. Acho que ele está no Cabaré". Do outro lado da cidade, já na fila para pagar, Eudes sente o seu Nokia vibrar no bolso. "Cassiano chamando", brilhava no visor de seu telemóvel. "Moleque... irc.... vem pra cá... irc..... tem várias gostosas... irc.... indóooooooooceis saindo do recinto... irc....". João e Cassiano se armaram com mais duas latinhas e um saquinho de amendoim e se mandaram para o Café Cancun. Chegando lá, por volta de 4h30, não precisou nem entrar. Loiras, morenas, ruivas... calça e shortinhos socados, corpetes estourando e muito som automotivo no estacionamento.

Logo eles avistam Eudes e um amigo, o Chico, ambos completamente embriagados. Chico era um típico playboy do Lago Sul. Filho de pai autoridade, não trabalha, dirige um Civic e gasta horas na academia conversando sobre "suplementos". João descreveu a cena da seguinte forma: "O Eudes estava com um olho eternamente fechado e a boca mole. Já o Chico estava dentro do carro com uma baranga, mas que era uma gostoooooosa. Percebi que ela usava lentes de contato verdes. A amiga, que tentava animar o Eudes, era uma morena no melhor estilo Gretchen, com calça de cetin coladinha, salto e blusinha de onça. Piriguete total. Resumindo? Duas figurinhas típicas do Cabaré Cancun", detalhou Cassiano, com a autoridade de quem já se embrenhou muitas vezes nas "trincheiras" do Cabaré.

Meia hora depois, Chico sai do carro e vai de encontro com os três amigos. Eles o recebem da seguinte forma: "Que porra é essa moleque?! O que tu fez com sua camisa?!". Chico não percebera, mas a baranga que ele comeu dentro do carro estava menstruada, o que deixou a camisa do bombadinho toda manchada de sangue. Era só o início de uma série de acontecimentos hollywoodianos. Pouco depois, já com o sol despontando no horizonte e operários humildes à espera do precário transporte público nos pontos de ônibus, o último carro deixa o estacionamento do Cabaré. Cassiano não hesita em ligar o som do seu humilde Chevette, ano 77. A trilha sonora? MC Créu. Eis então que surge das sombras Colombo, um velho bonachão, barrigudo, calças caindo, terno surrado e gravata frouxa, no melhor estilo "O Rei do Gado" ou "vereador rico do interior". Completamente embriagado e um Souza Paiol no canto da boca. Ao cumprimentar o grupo, Colombo saca um pentinho do bolso da calça e começa a pentear seu bigode de responsa. Uma peça rara. Não demorou muito para já estar enturmado com toda a rapaziada, principalmente com a "gata" de Chico e a amiga-genérica-da-Gretchen.

Todo cheio da propriedade, Colombo se apresentou como fazendeiro. Minutos depois, político. Em seguida, psicólogo, advogado, médico, jornalista, empresário... Não sabia nem mais quem era. As mulheres logo se simpatizaram com o velhote e passaram a dançar agarradinho com o senil, que deixava o tempo inteiro seu "cofre" obsceno à mostra. "Ai meu Deus! Ele está sem cueca!", gritou assustada a genérica da Gretchen. "Estou mesmo, olha aqui o tamanho do bichão...", devolveu, balangando seu instrumento com prazo de validade vencido há anos. Dono da situação, não parava de dar "sardinhas", ou melhor dizendo, "(mo)chibatadas" com sua trolha na bunda das Cancunzetes. João, Cassiano, Eudes e Chico só observavam a situação.

Chegou um momento que até os donos das carrocinhas de cachorro quente se mandaram e com elas as cervejas. Hora? 6h50. Todos seguiram para a última etapa da bagaceira. Postinho de gasolina do Lago Sul. Colombo, sem pedir licença, entra no Civic do Chico junto com as garotas. O velho bonachão estava frenético - apesar de não conseguir pronunciar absolutamente nada inteligível. No posto, tome cerveja. Dessa vez, de garrafa. Os caras usaram as latinhas vazias como copos. Não precisa nem dizer que Colombo dominou todos os debates que foram surgindo. Até como crítico musical ele chegou a se credenciar.

Enquanto isso, as Cancunzetes, no cio, dançando até o chão perigosamente. Ao lado delas, João e Cassiano, mantendo a tradição dos bêbados, não paravam de dar rolamento. A pista suja de óleo e gasolina serviu de tatame. Depois do terceiro rolamento, um surto de sobriedade baixa em João, que olha para o sol rachando e, sabiamente, pondera. "Puta que pariu! O que diabos estou fazendo aqui?". O jovem mancebo deveria trabalhar horas depois. Ao se despedir do bonde da alegria ainda recebe uma proposta indecorosa de Colombo. "Aí gordinho, rola uma caroninha? Eu estou ali no Garvey, nem sei como chegar lá". João, que não é bobo nem nada, se aproveita do estado emocional de Colombo e sugere que fique mais, porque tem coisa boa ali pra ele. "Bicho, fica mais aí, porque as duas me confidenciaram que querem trepar contigo até te matar". Colombo arregala os olhos, encara João e num gesto simplório revela sua decisão. Ele saca novamente o pente do bolso, dá mais uma penteada em seu bigode e se vira para as Cancunzetes. João não quis mais saber. Bateu em retirada, sem olhar no retrovisor.

Dizem que Colombo faturou as perigas. Cassiano dormiu durante três dias seguidos. Chico e Eudes.... esses ninguém tem notícias. Mas a camisa suja de sangue do bombadinho, ainda hoje pode ser vista pendurada na árvore do postinho.

Sem mais para o momento