quarta-feira, 22 de abril de 2009

Recorde no bafômetro!!!!!

Deu no Correio Braziliense no dia 17 de abril:

Os fiscais do Departamento de Trânsito (Detran) flagraram o motorista José Wilton Ferreira, 28 anos, dirigindo alcoolizado. O teste do bafômetro acusou 1,25 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões, o maior índice deste ano no Distrito Federal. Por volta das 18h30 de quarta-feira, José Wilton seguia pelo Eixo Monumental, sentido Esplanada - Palácio do Buriti. Havia bebido tanto que fazia ziguezague com o caminhão. “Ele estava tão ruim que teve dificuldade para descer do caminhão”, relatou Silvaim Fonseca, gerente de fiscalização do Detran. Levado para a 5ª DP (Setor Bancário Norte), prestou depoimento, pagou fiança de R$ 700 e foi liberado. Segundo o delegado adjunto Marco Antônio de Almeida, em 28 de novembro do ano passado, José Wilton se envolveu um acidente em Planaltina. Ele estava alcoolizado. Na colisão, uma menina de 10 anos e uma adolescente de 17 tiveram ferimentos leves. “Penso que esse é um daqueles casos em que é preciso cassar a carteira de motorista”, opinou.

Certinho, né?
Sobre esse mesmo assunto, deu no Bom Dia DF, da Globo, que quando os fiscais abriram a porta do caminhão o bebum caiu!!! E na delegacia, não prestou depoimento porque dormiu na cela!!!! É mole?

Acho que se ele tivesse começado a chorar, ao invés de dormir, ele teria se safado. Que o diga nosso amigo Eduardo Meira da história anterior.


Sem mais para o momento

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Uma mente brilhante

Eduardo Meira - primo em quinto grau do ator Tarcísio Meira - é uma sumidade no campo etílico. Igual a ele existem pouquíssimos. Sua habilidade com a cerveja já o levou à prisão por atentado ao pudor; a ser líder de um reality show onde a prova de resistência era apontar quem aguentava beber mais; já fez da Ponte JK uma espécie de dormitório em suas noites de bebedeira; já foi considerado o "Pelé das mensagens noturnas via celular"; já agarrou as cordeiras em Salvador; já chamou até amigos pra porrada; tentou espancar um bêbado de 2m de altura em um banheiro... Enfim. Como dá para perceber, é mesmo uma sumidade entre os bêbados. Mas foi graças aos efeitos que a cerveja causa em Eduardo que ele cravou um importante capítulo em sua promissora carreira de alcóolatra.

Era mais um longo sábado de trabalho duro na redação. Seu time do coração, o Vasco, havia tomado uma surra de cipó do rival Botafogo. Um sonoro 4 X 0 e a eliminação do campeonato. Por isso, saiu da ralação deveras cansado e puto da vida. Ingredientes suficientes para tomar uma gelada após o expediente. E lá se foi com seus colegas de trabalho em direção a um... posto de gasolina!!!! Sim, Eduardo Meira e seus convivas mantém uma tradição de beberem no posto, ao invés de um bar. Bueno... naquele dia o cidadão havia apenas almoçado e comido bolachas Clube Social às 16h. Mesmo assim, pouco mais de uma hora no posto e Eduardo já contabilizava no estômago o volume de oito latas de Skol. Com essa quantidade de álcool correndo nas veias e sem comer nada, não há boca que não fique "fofa" (embolando as palavras).

Antes que pudesse pegar a nona latinha, o embriagado recebe um telefonema indecente de um amigo de Goiânia, que passava o fim de semana em Brasília. "Moleque... estou na porta do UK. Tem 458 mulheres gatas na fila. Estou sozinho. Vem pra cá agora me ajudar!". Era Mauro, um solteiro convicto, que coleciona peguetes de todos os calibres. "Beleza.....irc... garoto. Só vou... irc.... pagar minha conta aqui e... irc.... te encontro na porta.... irc...", respondeu o soluçante Eduardo Meira, que se despediu de seus colegas de trabalho e pegou a estrada. No percursso até o UK, que deveria ser de pouco mais de 4 quilômetros, decidiu parar num McDonalds para forrar o bucho. Para isso, deveria desviar - e muito - do caminho natural, mas pra ele tudo bem. Afinal, estava bebadalhalhaço e faminto. Comprou no drive-thru uma promoção do Quarteirão com Queijo e sua Coca-cola feminina (Zero) e saiu feliz da vida. E bêbado, claro.

O que Eduardo Meira não contava era com uma mega operação do Detran-DF a menos de 50 metros do McDonalds. Ao avistar os cones e agentes com vários roto lights, Eduardo contraiu o esfíncter para não passar nem bufa e rezou fervorosamente ao padroeiro dos bêbados. Tudo em vão. Um dos agentes sinalizou para ele encostar numa fila de pelo menos dez carros. Era casal de namorados brigando pra escolher quem é que estava na direção; grupo de moleques cheios de Hi-Fi na cabeça e garrafas de vodka no carro; coroa indignado com a fiscalização rígida. Dava de tudo. TODOS sendo revistados e fazendo o temível teste do bafômetro. "Puta que pariu. FO - DEU. Preciso pensar rápido...". Enquanto maquinava em alguma alternativa, o Quarteirão ia sendo devorado, na esperança que aquilo iria "abafar" o bafo de cachaça. A Coca feminina foi embora em 30 segundos. Mas o cheiro de boteco ainda pairava no ar. "Senhor! Eu suplico pela sua ajuda! Não abandonai os pequeninos nesse momento de dor...".

O desespero foi aumentando a cada carro que saía e diminuía a fila. Foi aí que a mente brilhante e o sangue cênico (ou seria cínico?) de Eduardo Meira - fez a diferença. Começou a chorar copiosamente, como nunca havia chorado. O agente do Detran se aproximou e cumpriu o protocolo. "Documento do carro e habilitação, por favor, senhor". Nesse momento, Eduardo não só chorava como berrava. "Está tudo bem senhor?", perguntou o guarda. Quando alguém acha que o cidadão não pode mais surpreender seus convivas, ele saca um coelho da cartola. Segue o diálogo:

- Está tudo bem contigo amigo?
- Mais ou menos cara. Minha mãe me ligou agora há pouco, avisando que meu melhor amigo acabou de falecer.


O guarda deu um passo pra trás, com uma expressão muito assustada, e ficou meio sem saber o que dizer. Gaguejando, deu sequencia a conversa:

- Co-co-como assim? O que aconteceu?
- Pois é.... ele estava internado com infecção urinária há alguns dias e hoje o quadro piorou. O cara tinha a minha idade, bicho..."
. E a choradeira foi só aumentando. Até ele mesmo já estava acreditando na cascata.
- Você quer ligar para o seu pai vir te buscar? Você não está bem para dirigir.
- Não, não.... eu estou tranquilo. Só quero ir embora logo.
- Então ligue para seu pai, mãe, irmão... alguém. Você não pode dirigir assim.

- Não precisa. Eu estou bem. Estão todos lá no hospital me esperando. Eu tenho que ir lá para resolver a questão do enterro... Eu só quero ir embora". E começou a berrar mais alto ainda, aumentando a preocupação do agente.
- Mas você está em condições de dirigir?
- Estou sim, amigão. Eu só preciso ir embora logo. Estou sofrendo muito...
- Toma aqui seus documentos. Vai na paz e mande meus pêsames para os familiares do seu amigo, tá bom? Mas vá com cuidado. Você está muito emocionado...
- Obrigado. Bom trabalho para o senhor.


E lá se foi Eduardo Meira. Ainda em prantos e semi-cagado. Escapou de mais uma mega blitz graças as suas habilidades com os efeitos que a cerveja causa em seu organismo. Desde então, gosta de repetir por aí: "Se eu estivesse sóbrio ainda, com certeza teria rodado. Nunca teria pensado em fazer aquela atuação. Acho que vou me mudar para o Rio de Janeiro para ser o próximo vilão de Malhação". E o Mauro? Não teve a mesma astúcia e perdeu a carteira de motorista naquela noite, pagou uma multa de R$ 957 e voltou pra casa sem pegar ninguém...


Sem mais para o momento

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Wilson e Walisson - dois idiotas em apuros

"De você só quero uma coisa. Esquece que eu existo. Sou uma pessoa legal, mas vacilou já era. Agora entendo porque as mulheres de Brasília não dão ouvidos pra ninguém". Ao enviar o SMS para o Motorola de Walisson - aquele gordinho hipertenso que bebe e fuma mais do que tudo e ficou conhecido aqui em MESTRES DOS ESQUEMAS FURADOS -, Debbie se referia não apenas à postura pedante de muitas das mulheres do Planalto Central, inclusive de algumas feinhas. Ela queria destacar também seu sangrento desejo de matar Walisson. Isso porque não fazia nem 24 horas que eles haviam se conhecido...

A CAUSA
Era um domingo de clássico do futebol paulista na TV. Ronaldo Fenômeno entraria em campo com a camisa do Corinthians para enfrentar o rival Palmeiras. Todos à espera de seu primeiro gol, depois de quase um ano parado - período pelo qual fez cirurgias, fisioterapia, musculação, farras, sexo com putas, travecos, animais e tudo mais. Walisson, desde pequenino e não hipertenso, é um grande fã do atacante. Estava doido para ver o jogo, mas no mesmo horário deveria fazer prova para um dos mil concursos que ele não se prepara. Do outro lado da cidade, assistia ao jogo com o pai, seu companheiro inseparável nos esquemas furados: Wilson.

Quando Ronaldo marcou um gol de cabeça aos 42 minutos do segundo tempo, Wilson começou a telefonar insistentemente para o celular de Walisson. Mas o aparelho estava desligado, devido às regras dos concursos públicos. Ao sair do local de prova e ligar seu celular, o gordinho percebe que há 73 ligações não atendidas do "amigão" Wilson e resolve retornar. Do outro lado da linha, o bêbado grita freneticamente: "Moleque!!!!! Eu estou arrepiado! O Ronaldo está de volta!!! Até meu pai chorou! Vamos sair para comemorar!!!!", convidou Wilson.

A GUERRA
Por volta das 19h, os dois já estavam na porta da Green Club, casa noturna que atrai playboys, yuppies, patricinhas e descolados da cidade. Como ainda era cedo - a casa só abre as 21h -, eles ficaram do lado de fora jogando conversa fora e tomando vodka. Enquanto isso, não parava de chegar mulher. Muita mulher desacompanhada e gata. "É hoje moleque!", pensou Wilson, já com a "boca fofa" (bêbado). Lá pelas tantas, a dupla resolve entrar e já chega chegando em meia dúzia de mulher. Como de praxe, tomaram toco de todas. Na sétima tentativa, depois de uma hora de azaração, enfim, o sucesso. Walisson pega Debbie, uma loirinha bonitinha, mas cheia de pudor. Wilson fica com Suzy, gostosinha e bem safada, do jeito que Wilson gosta. Para o bem ou para o mal, Suzy não era daqui. Era de Rondônia e iria embora no dia seguinte. Ao tomar conhecimento disso, Wilson, que era só alegria, colocou na cabeça que teria de transar com a gata. "Finalmente nós dois no mesmo agito pegamos alguém!!!", comemorava Wilson.

Quando os dois recém-formados casais deixam o recinto, a pegação esquentou. Mão aqui e ali, "radinho", "digital", mordida e tudo mais. A essa altura Wilson estava para explodir. Já Walisson curtia o namorico com Debbie no banco da frente. "Gente, já chega. Precisamos ir. Está tarde, tenho que trabalhar amanhã e a Suzy viaja cedo", decretou Debbie, para o desespero de Wilson. Mas a astúcia de Walisson acalmou os hormônios do amigo. Ele disse em seu ouvido que as garotas iriam para a 711 Sul, onde Debbie mora sozinha com seu gato Mr. Jinx. "Excelente garoto! Vamos para lá fazer uma 'surpresinha' para elas...". A tal surpresinha era a seguinte: pegar o Gol Bola Geração 1, cor vermelho-ferrugem e ficar de tocaia num lugar estratégico na entrada da quadra. Quando elas chegassem, a dupla de dois caras abordaria as duas no melhor estilo "pegadinha do Malandro" para dar aquela esticadinha. E lá se foram os dois heróis, achando-se os donos da situação e jurando que as meninas iriam gostar da "surpresinha".

Mas o tiro começou a sair pela culatra já na entrada da quadra, quando Debbie e Suzy avistam dois tipinhos dentro de um Gol todo fodido na porta da casa delas. Debbie, que estava ao volante, dá marcha ré e sai em disparada. Wilson, que tomara a direção de Walisson, decide ir atrás. E inicia-se a perseguição pelas ruas do Plano Piloto, às 4h30, em meio a uma chuva torrencial. Durante a perseguição à moda dos filmes policiais de Hollywood, Wilson quase passa direto numa curva, não fosse um grito histérico de Walisson para alertá-lo. Nem mesmo o perigo iminente fez com que os "heróis" desistissem da transa em vista. Até que Debbie se arrisca e pega uma contramão, quase batendo de frente com um caminhão do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal. Só assim, os taradões foram despistados e desistiram delas. Hora de ir pra casa...

A CONSEQUÊNCIA
No dia seguinte, com uma leve ressaca, mas de bom humor por ter se dado bem na guerra noturna, Walisson pega seu Motorola e envia uma mensagem para sua gatinha, como se nada tivesse acontecido. "Adorei te conhecer. Quero te ver mais vezes". Aquilo soou como uma afronta para Debbie, que ainda não havia dormido, traumatizada com a situação da noite anterior. Ela pensou bem por alguns minutos e respondeu: "De você só quero uma coisa. Esquece que eu existo. Sou uma pessoa legal, mas vacilou já era. Agora entendo porque as mulheres de Brasília não dão ouvidos pra ninguém". Walisson demorou alguns minutos para se lembrar de tudo o que havia acontecido desde o momento que beijou a gatinha até chegar em sua casa para dormir. Os flashbacks, mesmo fora de ordem cronológica, vieram como facadas nas têmporas do gordinho. Logo a pressão subiu.

Para piorar, chega outra mensagem: "Se por acaso me ver por aí, nem vem falar comigo. É melhor pra mim, pra você e seu amigo. Quase sofri um acidente. Registrei ocorrência na delegacia, portanto não me procure! Não responderei mais nenhuma mensagem, nem atenderei número desconhecido". A desgraça estava completa. Além de ter perdido a gatinha, a placa do carro estava nos registros da polícia. Sem saber o que fazer, o hipertenso tenta remediar a situação com um desastrado pedido de desculpas. "Era apenas uma brincadeira. Meu amigo estava muito a fim de se despedir da sua amiga. Foi mal pelo transtorno causado, mas não era o objetivo. Peço desculpas e espero que me entenda. Não somos marginais nem nada. Se me der uma chance, vou te provar isso". Duas horas se passaram e nenhuma resposta. O sonho acabou. E Walisson e Wilson, que sempre se dão mal na guerra noturna, seguem sem sucesso com as garotas. Ao relembrar com Wilson a saga dessa noite, o gordinho hipertenso deixou uma lágrima de revolta escorrer do canto do olho e confessou baixinho: "É uma merda mesmo... quando pego uma mulher gata, massa e tal.... a bebida causa essa euforia toda e não consigo manter a postura. Foda... a gente nunca aprende...".

Sem mais para o momento