domingo, 31 de maio de 2009

Um bebedor que faz a diferença...



Sem mais para o momento

terça-feira, 12 de maio de 2009

O PRINCIPAL SUSPEITO

Já famoso por essas bandas internéticas, Wilson não contava com mais uma pegadinha do azar em sua vida. Disposto a abalar na night brasiliense, ele escolhe sua melhor camisa e melhor perfume para se dar bem com aquelas que tem maior apreço: coroas gordinhas e horrorosas. Tira do bolso seu celular pré-pago e liga a cobrar para o seu companheiro fura-olho, o Cassiano. "E aí moleque? Qual é a boa de hoje?". Eles combinaram de começar a night tomando umas geladas no cinematográfico "Insônia" - um bar 24 horas pé sujíssimo incrustrado no Lago Sul, bairro de Brasília que tem um dos maiores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Por lá há todo tipo de bêbado: velho sem dente, coroa gorda (do jeito que Wilson gosta), mendigo, trabalhadores que passam o dia cuidando dos jardins das madames do Lago Sul e até playboys em seus belos VW Golf tunados. Wilson não é um desses playboys. É só mais um Silva que a estrela não brilha. Tanto é que o azar tem um fetiche especial em perseguí-lo.

Naquela noite, após desligar o celular com Cassiano, ele entra em sua Belina ano 79, cor zul geladeira, repleta de multas e com o documento ainda de 2007, e decide dar um rolé nas redondezas. Ali mesmo na sua rua, acontecia uma festança na casa de um de seus vizinhos. Bem devargar, ele passa com sua Belina na frente da festa para dar aquele confere. Ao perceber que havia várias gostosas, ele passa mais duas ou três vezes em frente da casa. Sem lenço nem documento, tampouco convite para a festa, desiste de entrar de bicão na putaria e segue rumo ao Insônia, onde encontraria seu amigo Cassiano. Nos quase 5 quilômetros que separam sua rua do Insônia, Wilson percebe que um carro com películas nos vidros está na sua cola desde a sua casa. Ele para no posto para despistar o perseguidor, mas a figura estranha faz o mesmo. "Puta que pariu. Tô fodido mesmo. O que esse cara quer comigo?", pensou Wilson. E a perseguição continuou até o Insônia, onde Wilson, estrategicamente, estacionou na porta do bar, ao lado da mesa do amigo Cassiano.

O perseguidor parou a poucos metros dali, apagou os faróis e não desceu do carro. "Cassiano, aquele sujeito ali está me seguindo desde a minha casa. Estou achando que é o marido daquela coroa que eu pego de vez em quando, lembra?". Cassiano, que também é só mais um Silva que a estrela não brilha, aquela altura já se encontrava semi-bêbado. Do alto de seu imponente 1,57m tentou tranquilizar o brother. "Fica tranquilo garoto. Se ele vier encrencar aqui a gente desce o cacete nele". Mas nem mesmo o "reforço" do guarda-costas Cassiano tranquilizou Wilson. Ele não conseguia beber sua cervejinha tranquilamente. O tempo todo voltava seu olhar para o perseguidor estacionado próximo dali. Eis que a figura enigmática desce do carro com um Smirnoff Ice na mão e um cigarro na outra. À distância, encara friamente a dupla de dois caras. "Meu irmão, se esse cara continuar olhando pra gente eu vou lá quebrar a cara dele", desafiou o anão Cassiano. E Wilson não parava de cogitar a possibilidade de ser o marido chifrudo de uma coroa que ele vivia pegando às escondidas. Só conseguia lembrar daquelas noites de sexo, suor e sedução embaixo da coroa. "Caralho... é ele bicho. O cara descobriu tudo. Deve ter lido alguma mensagem no celular ou aquela velha mochibenta confessou tudo. O cara sabe até onde eu moro!!! Fo-deu!", desesperava-se Wilson. "Calma filho da puta. Calma porra. Tu tá comigo! Cola em mim que tu se dá bem", disse batendo no peito o anão semi-bêbado.

De repente, duas viaturas da PMDF chegam ao local com as sirenes ligadas. Ao descer do carro, um dos tiras vai conversar com o perseguidor. "Ufa... agora estou tranquilo. Os canas estão na área", comentou Wilson para seu camarada. Para sua surpresa, dois policiais se aproximam do bar e perguntam se Wilson é o proprietário daquela Belina fodida. "O senhor pode abrir as portas e o porta-malas?". O pobre coitado não entendeu nada, mas obedeceu prontamente ao pedido da corporação. O soldado Borges revira todo o carro. Levanta tapetes e bancos, tira o estepe, abre porta-luvas, abre sacolas e bolsas que estão no carro... faz o diabo. Wilson, cansado de só observar aquele ex-trombadinha que fez concurso para a PM e agora se acha "a" autoridade, resolve interromper rispidamente. "Com licença amigo, mas você pode me esclarecer o que diabos está acontecendo?". O PM levantou vagarosamente seu olhar em direção ao desconfiado Wilson e esclareceu. "Tá vendo aquele senhor ali? Ele nos ligou dizendo que houve uma série de assaltos na rua dele. Alguns carros foram arrombados e tiveram seus aparelhos de som subtraídos. O senhor foi apontado como suspeito...". Antes que o PM pudesse concluir, Wilson o interrompeu. "Peraí, peraí, peraí... vocês e aquele sujeito ali estão achando que fui eu que roubei os carros? Porra! Eu MORO naquela rua! Estava saindo de casa para vir pra cá e ao ver o movimento fui ver o que estava acontecendo na casa! Só isso!".

Inconformado com a injusta acusação contra seu amigo, o anão Cassiano se dirige até o acusador e vai tirar satisfação. "Qualé bicho? Que história é essa que você está acusando meu brother de ter roubado som de carro? Tu é burro? Ele é seu vizinho! Filho do Juvenal!". O acusador, que se apresentou como Ramalho, percebeu na hora a besteira que havia feito e antes que pudesse pedir desculpas, Cassiano emenda mais um desaforo. "Porra! O cara estava ali se cagando todo achando que você era o marido da gorda que ele come!". Ramalho não sabia onde enfiar a cara. Mas a primeira posição que tomou foi chamar Wilson e os tiras e resolver o mal entendido. "Senhores, mil desculpas. Eu me enganei. O garoto realmente é filho do meu vizinho. Só estranhei o fato de ele passar com o carro na frente da minha casa três vezes, bem devagar, só observando. Justamente quando quatro carros foram arrombados...". Wilson, aliviado, interrompeu. "Pô cara, você quer me matar de susto. Primeiro me segue da minha casa até aqui. Depois ainda chama a polícia!".

Diante da indignação dos amigos, Ramalho dispensa os canas e tenta harmonizar o clima pagando drinks para os dois amigos. Aí meu amigo é oferecer banana pra macaco. O coroa comprou vodka e energético para a dupla de dois caras e ainda ofereceu o som do carro para eles escolherem até mesmo o CD que tocaria. Cassiano pediu para rolar Furacão 2000, o número 1 do Brasil. E a noite dos três, Wilson, Cassiano e Ramalho, se resumiu ali, no Insônia, entre uma vodka com energético e outra. Nem Wilson e Cassiano saíram pra farra, nem Ramalho voltou pra festa na sua rua. Ficaram amigos. Encheram a cara. Contaram histórias e se embriagaram juntos na porta do Insônia até o sol raiar. Trocaram telefones. Hoje, Wilson, Cassiano e Ramalho atacam coroas gordas e horrorosas todas as quintas no Café Cancun e afins.

Sem mais para o momento

domingo, 3 de maio de 2009

Pra mim é demais!!!!!!!!!!!!!!!


Sem mais para o momento