quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Como se vingar de um bêbado sem noção de forma mais sem noção ainda

Quem enche a rabiola de cerveja sabe que é preciso ter um banheiro por perto ou, no mínimo, uma árvore para dar aquela mijada de tempos em tempos. Roger que o diga. Em uma viagem com o pessoal da faculdade à Salvador, foi para uma festa à fantasia no centro da cidade com toda a rapaziada. Lugar do tipo inferninho à céu aberto. Entupido de gente. Propício para a guerra nossa de cada dia (ou noite). Roger já havia mandado goela abaixo 14 latinhas de Skol (temperatura ambiente, como na maioria das festas) e cinco copos de vodka com energético. Aquela altura já havia levado sete foras e agarrado três gordas, suas vítimas favoritas. Mas mijar que é bom, nada.

Eis que o "Homem-Esponja" vira para o amigo e convoca: "Roberto, vamos procurar um banheiro comigo, bicho. Tá foda aqui. Quase mijando nas calças". O amigo bêbado, fantasiado de COQUEIRO (!!!), não se comoveu com o desespero do seu camarada. "Ah! Fala sério! Mija em qualquer lugar mesmo!". Roger deu uma volta por ali perto, procurando algum canto para se aliviar. Até que retornou ao ponto de partida e viu um "COQUEIRO" dançando no mesmo lugar. "Opa! Uma árvore, vou mijar ali mesmo". A "árvore" era Roberto fantasiado de coqueiro, que, quando sentiu o "quentinho" escorrendo pela perna, deu um pulo pra trás ainda meio sem acreditar no que estava acontecendo. "Que porra é essa Roger?! Tá maluco???". Balançando que nem um João Bobo, o mijão olha para o amigo e responde com um sorriso cínico. "Ffffffoi mal.... você di.. (irc)... disse pra eu miiijiar (irc) em qualquer lugar.... e vozê tá de coque.. (irc)... coqueiro. Se não tem banheiro, vai uma árvore mesmo".

O Coqueiro bêbado acabou entrando na brincadeira e sugeriu que Roger terminasse o xixi na perna de outro amigo, o Ricardo, que estava logo atrás dele. Ricardo não levou tão na boa quanto o coqueiro Roberto. Apelou e tudo mais. Mas Roberto foi colocar panos quentes no estresse do amigo. "Relaxa, cara. A gente vai se vingar dele. Confie em mim". Trato é trato. E vingança é um prato que todos sabem como se come. Né?

A festa seguiu. Roberto e Ricardo foram na frente. Eles estavam no mesmo quarto que Roger - o mijão - e um japa nerd da faculdade. Este não era muito chegado dos caras. Foi colocado no quarto como sobra. Caiu de paraquedas. O quarto tinha duas beliches, onde dormiam Roger na parte de baixo de uma e o "Coqueiro" na parte de cima. Na outra, ficavam Ricardo emcima e o japa nerd embaixo, que, naquela altura já dormia há muito tempo. "Eu vou comer alguma coisa antes de deitar. Quando eu voltar, você vai ver o que vou fazer com esse bêbado". Ricardo comeu sanduíches, ovos fritos, batatas e tudo o que tinha direito, com o objetivo de empurrar ao máximo o bolo fecal formado em seu interior nos últimos cinco dias. De volta ao quarto, ficou segurando o sono o quanto pôde. Ele queria estar acordado quando Roger chegasse.

O mijão entrou no quarto por volta das 5h30 daquela madrugada de terça-feira. Ficou só de cueca e caiu "morto" na cama. Quando Roger começou a roncar, Ricardo pensou que a hora da verdade havia chegado. Cuidadosamente, prostrou-se de cócoras em cima do amigo, de modo que o esfíncter estivesse alinhado com o centro do tórax do companheiro de beliche. Concentrou-se, apertou o bucho e fez força. O resultado do esforço foi um colossal cocozão marrom despejado sobre o peito de Roger. Ricardo nem se limpou. Tratou de pular rápido para o beliche de cima e fingir que estava dormindo.

Não demorou nem mesmo um minuto para Roger acordar com o mau cheiro. Meio atordoado, meio dormindo, ele abriu os olhos sem entender de onde vinha o futum. Até que ele liga o abajour e enxerga um belo montinho de bosta sobre seu peito. "Queeeeeem foi o filho da puta que cagou no meu peito? Inteiro!!!". Ricardo e Roberto não conseguiam parar de rir. Roberto, que tinha apelado com a mijada em sua perna, riu tanto que não se segurou e fez xixi nas calças, de modo que o caldinho escorreu para a beliche de baixo, pingando bem emcima do japa nerd. Ele acordou com as risadas e o "quentinho" na cama e ligou a luz. Quando viu Roger todo cagado e o xixi escorrendo da cama de cima, não pôde controlar a repulsa. Deu aquela vomitada no chão do quarto. Cocô + xixi + vômito. Era o próprio quarto do pânico.


Enquanto todos riam - exceto o japa nerd - Roger ameaçou. "Se não tirarem essa merda de cima de mim, eu juro que jogo no ventilador do teto". Não demorou nem 15 segundos e a merda já estava devidamente limpa. Só a merda. O xixi e o vômito ficaram por lá até a arrumadeira chegar no outro dia. É assim o prato da vingança. Frio, fedido, pastoso e marrom. Mas todos seguem grandes amigos até hoje...


Sem mais para o momento