Setor Comercial Sul, Brasília, 5h54 de uma fria madrugada de outono. Embriagado depois de muitas cervejas quentes no Calaf, um dos principais fronts de guerra do Planalto Central, Leônidas protagoniza um momento épico ao lado de alguns de seus companheiros. Mas antes de entrar em detalhes, conheçamos Leônidas. Trata-se de um legítimo guerreiro espartano nos campos da guerra noturna. Não existe mulher feia para ele. Existem mulheres. Apenas isso. E todas devem ser avaliadas - se possível, abatidas. Já traçou velhas gordas, jovens mukissas, guardadoras de carro, ambulantes... enfim, o cara tem um vasto repertório.Naquela noite, ele havia se juntado a um exército de 300 mukisseiros rumo ao Calaf. Local bacana, música boa, cerveja (nem sempre) gelada e algumas gatas misturadas com barangas. Objetivo, não perde muito tempo gastando vocabulário com as mais gatinhas. Por fatores óbvios, são as mais difíceis. Por isso, sua meta, geralmente, são as horrorosas. É tiro certo. Afinal, mulher feia não pode ficar selecionando muito. Mas naquela noite, Leônidas não estava com a pontaria muito boa. Levou a primeira queda logo no início da noite. A segunda veio meia hora depois. A terceira, já embriagado, não demorou nem 30 segundos. "Puta merda. Que fase! Agora é questão de honra. Não vou pra casa sem antes brilhar nesta noite", prometeu Leônidas ao seu general, o Caiado, outro que não vê tempo ruim em nada nessa vida. Carrega medalhas em sua farda pelas suas "conquistas" em fronts como o Roda do Chopp, Café Cancun e no extinto Otello. Naquela noite, nem mesmo Caiado conquistou algum terreno. Mas eles não desistem fácil.
Dispostos a manter a média, deixaram os campos minados do Calaf e seguiram com os 300 para uma parada mais ácida: o Setor Comercial Sul e Setor de Diversões Sul. A base era o Conic, tradicional reduto das figuras mais bizarras do quadrilátero federativo incrustrado em Goiás. De lá, atacavam em duplas nas redondezas, até mesmo nos postos de gasolina. "Hoje, se eu não pegar ninguém, vou pagar uma puta", dizia, cheio da razão, Leônidas. E o que ele esperava encontrar ali as 4h da manhã? Só virgens? Não foi bem assim... Já na primeira abordagem, antes mesmo que pudesse falar alguma coisa, um ser de minissaia e bota cano longo abre logo o jogo: "São R$ 30, meu bem. Mas eu sou boneca, viu? Você aguenta?". Leônidas olhou para Caiado e não hesitou: "Liga o turbo dessa lata velha. Vamos vazar daqui".Poucos metros adiante, eles param ao lado de Deise, uma morena que não era "boneca". Em compensação, era o diabo... Devia pesar uns 80 quilos. Era baixinha, corcunda, pernas flácidas e peitos caídos para a lateral. Mas Leônidas, como legítimo espartano, é do tipo que não se importa com o preço da banana. Ele quer é ver o macaco feliz. "E aí meu amor, vamos transar?", disse o bruto. "Meu amor, o relax é R$ 30 no carro". Leônidas continuou a flertar a "gatinha" por intermináveis dez minutos. Queria faturar de graça. Mas Caiado não estava com muita paciência e acelerou o carro, para frustração de Leônidas. "Porra Caiado, já estava quase beijando a gata! Tu é o maior empata-foda hein!". Caiado deu de ombros e parou no posto de gasolina, onde havia uma loja de conveniência. Fez duas ou três ligações e combinou com os 300 para se encontrarem ali e tomar umas geladas. Meia hora depois, a turma estava reunida e contando as histórias de mais uma noite sem muitos terrenos conquistados. Eis que surge entre as árvores aquela figura estranha que tocou o coração de Leônidas. Era Deise. Sozinha e cabisbaixa, mas cheia de amor pra dá. "Olha lá Caiado. Olha quem está ali! É a minha gata. Agora ela não me escapa".
Para a estratégia dar certo dessa vez, Leônidas foi um guerreiro mais diplomático. Chegou com uma cerveja na mão e um cigarro na outra. "Aceita um drink, gata?". Deise abriu um sorrisinho sem vergonha e ainda perguntou se o safado tinha "fogo". Mesmo com a cara de safada, Deise tentou se fazer de difícil para Leônidas. "Eu
não vou sair com você. Ali embaixo, agora há pouco, você me largou lá, porque não quis me pagar trintinha!". Ao ouvir isso, o mercador Leônidas foi firme e ofereceu módicos R$ 10 para eles transarem rapidinho. "Vamos encarar os fatos, vai... já são 5h da manhã e você não vai conseguir mais nada hoje. Eu quero transar e você quer ganhar. Dezão?", argumentou. O problema é que ela não tinha ambiente. Ele não tinha carro. E Caiado não estava disposto a liberar seu Fiat 147 para os dois ficarem nus no seu banco. Solução? ATRÁS DAS ÁRVORES (!!!!) do postinho. Caiado e companhia não acreditaram na cena. Tentaram interceptar, mas já era tarde. À distância, podiam observar Leônidas com a mão no rabo da gorda, que permaneceu de costas para ele o tempo todo, com a saia levantada, subindo e descendo. "Puta que pariu! O que esse moleque está fazendo?! Agora ele passou dos limites. Não dá pra acreditar...", repetia inconformado o Caiado.Já com o "garotão" em riste e encapotado por uma Jontex, Leônidas tira a calcinha de Deise e se depara com a pior situação que já tinha vivido até ali. Prova disso foi seu depoimento numa mesa de bar, semanas depois, aos amigos. "Nunca tinha sentido aquilo... Era um cheiro de desgraça mesmo. Não sei nem comparar aquele fedor. Parecia que tinha um rato morto dentro da mulher...", confessou o guerreiro, com olhar distante. Voltando aquela noite: Leônidas virou a cara de lado, prendeu a respiração, fechou os olhos e, assim como seu homônimo do filme "300", gritou: "This is Spartaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa", bradou, para delírio dos 300, que observavam tudo no posto de gasolina. Dez minutos depois, largou a princesa e voltou para o posto. Levinho...
O relógio já marcava 5h54 da madrugada de sexta-feira. Após o coito com Deise, Leônidas fumava seu cigarrinho e tomava uma saidera com os amigos no mesmo posto que serviu de camarote para sua performance. O silêncio reinava entre o grupo, até que o safado resolve quebrar o gelo com uma confissão desnecessária, dispersando todo o exército. "A cabeça do meu pau está pra fora até agora, porque, não sei se vocês sabem, mas eu tenho fimose...". Ninguém deu uma palavra. Apenas levantaram, entraram nos carros e foram embora. Abalados...
Sem mais para o momento

12 comentários:
a camisinha deve ter derretido dentro de deise.
nojo é a palavra que tenho por agora.
Que momento!!!
Esse é um guerreiro mesmo. Agora imagina o trauma dos comparsas que viram tudo... hauhauihauhauiahui
Abraço
Pegar mulher bonita é fácil. Qulaquer um tem coragem. Pegar mulher feia é a prova da coragem e da masculinidade de nós, os guerreiros.
Sem comentários... A galera está perdendo o limite
uHAUHAUAhuAH... concordo leônidas.. agora, estou imaginando: quem será o "bombeiro, o guerreiro" perto do corajoso leônidas? ninguém.. absolutamente, ninguém..
hahaha
abçs
Triste.
Apenas isso...
Os caras estão passando dos limites!!!!
Pois é Paulinho. Eu não sei o que é pior: O cara pagar R$ 10 (!!!) ou a "gata" aceitar a oferta. Ainda bem que eu não presenciei a cena lastimável. Leônidas, você é re-dé-cu-lo. Por isso eu digo e repito: essa galera é muito barra pesada pra mim. Eu não me misturo mais.
Sem mais para o momento
jontex especialmente confeccionada pela nasa, deve ter sido
Pô cara, coitado do Leônidas, avisa para ele para uma passada no CAIS, rsrsrs
Ainda não tinha me pronunciado a respeito... Mas perto de Leônidas eu sou apenas um bravo mosqueteiro! AH! Meus pêsames àqueles que estavam no local do ocorrido... Xau!
Este sujeito merece uma estátua na Praça dos Três Poderes. É inacreditável.
Mas o Taverneiro não fica muito atrás.
Postar um comentário