terça-feira, 22 de setembro de 2009

Praticidade na guerra noturna

Dimas e Renata se pegavam com uma frequencia semanal havia 3 meses. Um "rolo oficial" - no popular - a um passo de um namoro. Mas Dimas era um general da guerra noturna. Não queria se envolver com ninguém. Era jovem. Tinha acabado de sair da faculdade de Direito. Numa noite, por acaso, encontrou Renata no Café Cancun, já descrito aqui como um dos principais fronts da guerra brasiliense. Educamente, o rapaz cumprimentou a moça, bateu um papo descontraído, sorriram, dançaram umas duas músicas juntos e.... bastou. Dimas se tocou de que já estava naquela fase de "saco cheio" da mulher e não quis ficar (DE NOVO) com ela. Afinal, ninguém vai para o CAFÉ CANCUN para "namorar". A regra no ambiente é clara e universal: atirar para todos os lados e sair de lá com uma figurinha inédita. "Renata, vou buscar um drink e procurar a rapaziada. Até mais...". Dimas não voltou. Deu umas três voltas na pista de dança, com cara de paisagem, só viu monstras, mukissas e coroas desesperadas por um garotão, e decidiu pagar sua conta de dois uísques, duas caipiroskas e uma cerveja. Foi embora à francesa.

O que Dimas não esperava é que Renata estava observando todos os seus passos dentro do Café Cancun. Ela, então, pede a Luciana, sua melhor amiga e também prima de Dimas, para seguir o espertinho. "Mas Rê... seguir até onde? Você está desconfiada que ele vai encontrar alguma periguete?". Mulher tem essa peculiaridade de achar que um cara não pode simplesmente querer ir embora pra casa porque está de saco cheio. A primeira opção sempre é: "vai comer alguém". No caso, Dimas se encaixava nessa possibilidade...

O garotão entrou no seu carro sozinho e pegou a avenida W3 Norte. Como mora no Lago Norte, haveria de passar na altura da 315, tradicional reduto de "moças virgens" da cidade. "Ué.... mas por que não? Já tô aqui mesmo.... Não são nem 1h da manhã...". E lá se foi Dimas, cheio da vontade de uma festinha particular animada. Parou ao lado de Veruska, uma loira siliconada com barriguinha de fora, e puxou papo. Conversa vai, conversa vem, o garotão ficou animado e queria mais. "E aquela sua amiga ali? Não topa vir com a gente?", perguntou o jovem, referindo-se a uma colega de trabalho de Veruska. "Aquela ali é a Sheila. Ela está grávida de 5 meses, mas ainda fode que é uma loucura". Dimas não quis nem saber da barriga deveras saliente de Sheila. Queria uma festa animada e diferente. As duas então entraram no seu carro. Quando Luciana viu o primo arrancando com duas garotas de programa - sendo uma grávida - ela abriu a porta do seu carro e vomitou todo o chili que comera no Cancun.

Dia seguinte tem um grande churrasco na casa de Dimas. Luciana tinha dormido no quarto de hóspedes e se levanta para ajudar a tia a preparar a comida. Alguns minutos depois, Dimas, só de samba canção, numa ressaca dos diabos, se levanta e vai até a cozinha beber água. Passa por Luciana e nem "bom dia" fala, tamanha a ressaca. Eis que a prima resolve quebrar o silêncio. "Porra! Anda pegando puta agora é?". Dimas, sem paciência para lição de moral, foi direto. "É mais barato...". E deu as costas, deixando Luciana com a famosa "cara de cú". Depois, numa roda de amigos, detalhou os custos que tem de arcar quando está de rolo com alguém e os custos e facilidades de se divertir com uma garota paga.

Sem aceitar aquela situação, Luciana foi tirar satisfação com os amigos presentes no churrasco. "Vejam só se pode uma coisa dessas. O Dimas, um menino bonito como esse, comendo puta!", dizia Luciana a todos em sua volta. Não satisfeita, vira para o Andinho, seu irmão e mehor amigo de Dimas, e pergunta o mesmo. "Andinho, você também come puta?". Sem a menor cerimônia e vergonha na cara, Andinho responde: "Mas isso é óbvio!!! Por que não? É mais barato". Decidida a não querer mais verdades, ela pegou suas coisas e foi embora para a casa da amiga Renata. Contou tudo, sem tirar nem por uma única palavra. As duas se abraçaram, choraram e Renata decidiu nunca mais querer saber de Dimas e nem de seus amigos comedores-de-putas.

Anos depois, Victor, um dos amigos comedores-de-putas, conta a história na mesa de bar aos seus convivas. Um deles questiona espantado. "Mas porra! O cara comeu as duas putas sozinho e uma delas estava grávida??!?!". Como se a informação estivesse incompleta, Victor resume: "Exatamente. Mas ele me jurou que não acertou o bebê". Em seguida, com olhar de lamentação e tristeza profunda, o jovem termina. "O Dimas ERA um cara muito bom. Que Deus o tenha...". Um desavisado, que conheceu o herói dessa história em outros tempos, ficou chocado com a declaração. "Como assim?!?!?! O cara morreu?!?!?", perguntou espantado. Mas Victor esclareceu de imediato. "Não... só casou...".

Sem mais para o momento

6 comentários:

Vintão disse...

É por isso que eu digo! Viva a vida antes de se casar, meus caros! E tenho dito!

Felipe Martins disse...

Sensacional. Não sei se o mais tosco era a mulher seguir o cara, o cara comer a puta ou a prima retardada querendo dar lição de moral no tal Dimas.

Ainda bem que está de volta.

Vá às ruas, Taverneiro. Vá às ruas!!!

Abs

dudu disse...

Taverneiro, vc come puta?

Sem mais para o momento...

Rebêlo disse...

Tô aqui há 3 meses e nunca fui nesse Café Cancun. É o que dá só ler jornal. Google Maps abrindo.

DB disse...

casou mas nao abandonou o habito!

Mineiro disse...

Meus amigos, puta é uma aventurinha exótica quando se é solteiro e uma verdadeira commodity quando se está casado...

Vão por mim..