O Johnny... Taí um sujeito que era bom no que se propunha a fazer. Traçar mulheres, sejam belas ou horrorooooosas. O importante era ser mulher. Ele era aquele cara que bastava estar solteirão que traçava a primeira vagabunda que aparecesse em sua frente. O erro: não tinha nem o cuidado de fazer isso na mocó. Por mais que os amigos dessem "dicas", ele não aprendia. Como gostava de tomar umas cervejinhas e vodkas com uma impressionante média de cinco vezes por semana, logo se imagina quantas vezes ele "agia" na calada da noite. Bastava observar seu celular. O cara senta na mesa e em questão de minutos começa a mandar/receber mensagens para a maioria das ovelhas de seu rebanho. Parafraseando o jovem Bruce, "se balançar o celular do Johnny ele acaba gozando".
Foi numa dessas hipnotizadas por um rabo e um par de peitos comprados que ele acabou se dando mal. Johnny acabara de receber o pagamento da firma onde trabalhava. Convocou seus camaradas para tomar aquela tradicional cerveja de quinta-feira. Como de costume, foram expulsos do bar depois de beber quase todo o estoque da birosca. Cada um seguiu o rumo de casa. Johnny não. Só para dar uma zoada, resolveu dar aquela "esticadinha" na zona das "meninas da 15". Região de meninas virgens bastante freqüentada por safados da cidade.
De repente, segundo descrições do próprio, ele avista um rabo do tamanho da barriga dele (o cara também é conhecido como "Seu Barriga"). Só que um rabo duro, empinado e redondinho. A cintura era de boneca. Os peitos pareciam que se encaixariam perfeitamente em suas mãos. O cabelo negro e liso balançava livremente ao vento como numa propaganda do Seda Ceramidas. Nas costas desnudas, um par de asas tatuado. Johnny olhou para o "bichão" nas suas calças e reparou que "ele" já estava marcando "meio-dia". "Ai papai, não vou agüentar. Tenho que traçar essa", conclui o safado sem hesitar em pisar forte no freio. Parou ao lado de Brenda - como ela se apresentou -, baixou o vidro e começou os galanteios. Entre uma e outra frase de efeito, ele negocia a noitada. A gata que começara o início da conversa cobrando R$ 80 fechou o negócio em R$ 40. Uma pechincha visto por esse ponto de vista.
Mas só levá-la para o abate não era suficiente. Johnny queria fazer daquela uma noite pra lá de agradável. "Gata, podemos parar ali para comprar umas cervejinhas e levar para o seu ambiente?", perguntou o taradão. A morena do rabo grande abriu um sorrisinho, colocou a mão no "bichão" do Johnny e rebateu: "Claro gatinho. Você é quem manda". Ele estaciona o carro no Bar do Adailton, na Asa Norte, compra meia dúzia de Skol e um Trident Frutas Vermelhas para Brenda. Ela agradece os chicletes com uma leve carícia no "bichão" do safado. A essa altura o Johnny já estava todo melado. Um sorrisinho sem-vergonha parecia ter congelado na sua cara de pau.
Chega no apartamento da rabuda catada na W3 Norte por "módicos" R$ 40. Brenda abre a porta do carrão do Johnny e desce vagarosamente, deixando tempo suficiente para o taradão "secar" o rabo dela enquanto ela se levanta do banco. O cara fica enlouquecido. "Vamos meu bem?", convida Brenda. De olhos arregalados e caminhando com pulinhos ele vai atrás da mocinha, todo feliz. Ela sobe as escadas rebolando provocativamente. Depois que abre a porta do seu apartamento para o taradão entrar, ela pára tudo, parecendo estar arrependida de algo. Cabisbaixa e pensativa, Brenda olha para o Johnny, já dentro do apartamento com sua Skol na mão e uma Jontex na outra, e dispara uma facada no coração do pobre menino.
- Jôninho (chamou de forma carinhosa)... olha, você é muuuuito gente fina. Um doce de pessoa..., dizia enquanto foi interrompida subtamente pelo pobre mancebo.- Que isso? Tento fazer o meu melhor...
- Não, não... mas não é só isso.
- Ai, ai, ai... pode dizer, vai. Entre a gente não deve haver segredos, gata", conclui, se achando o dono da situação.
- É que... é por você ser gente boa demais que preciso te confessar uma coisa.
- Diz logo que a cerveja já está esquentando e meu bichão voltando a dormir!
- Na verdade... o meu nome é Juarez... Eu sou um traveco!
Aquilo soou como mil facas no tímpano de um dos caras mais safados da região. Chegou até a cuspir a cerveja, que acabara de dar aquela golada. "Eu tentei te avisar, mas você não deu espaço. Além disso, foi tão gentil, que eu simplesmente não consegui achar um momento para falar...". Silêncio pertubador no ambiente. Eis que Johnny, com suas famosas frases de efeito, sugere a Brenda, quer dizer, ao Juarez: "Porra... tudo bem. eu não quero fazer mais nada. Mas, agora que a gente já está aqui, vamos tomar essa cerveja, se não esquenta". Brenda/Juarez esperava um soco na cara. Quiçá um tiro! Ao invés disso, o cara ofereceu cerveja e um bom bate papo.
Diz ele que ali ficaram por quase uma hora tomando cerveja no ambiente de Brenda/Juarez. Ele ainda hoje jura aos amigos que não rolou nada entre os dois. Eles se reencontrariam dois anos mais tarde, em um movimentado boteco da cidade. Tentando se justificar perante o
s amigos, mostrou Brenda/Juarez aos seus camaradas. "Olha lá. Tá vendo aquela gostosa ali? É aquele traveco que eu quase comi, lembram?". Dizem que o tal traveco realmente tinha um rabo deveras saliente. Mas um desses caras que observava "aquele-que-enganou-o-Johnny", virou para o pobre mancebo ludibriado e questionou: "Porra Johnny! Francamente, né?! Olha 'ela' de perfil. O gogó é do tamanho do meu saco! Pelo amor de Deus". Johnny ficou calado a noite inteira se perguntando porque diabos não reparara naquilo. É a velha história: quem vê só o rabo, não vê colhão. O que dizer de um gogó então...Sem mais para o momento
P.S.: História "verdadeiramente-verdadeira-verídica-e-sem-cortes. Nomes fictícios para preservar a identidade do taradão e do gogozão
9 comentários:
E viva as asas nas costas...
Sem mais para o momento...
HAHAHAHAAHAHAH
Adorei seu blog, Le!! Super divertido!! Ja tenho algo para fazer quando estiver entediada!
Beijos!
Essa é mais uma história que deve entrar para o livro, daqui tres anos.
Preservar e mudar os nomes tb foi bem legal. Mas quem conhece o taradao sabe de quem se trata...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
Que momento!
Que fase, hein amigo??
esse johnny...
Meu nome não johnny....
era o beirute?
Caralho, esse Johnny é bom mesmo! Mas eu conheço a história e pelo o que ele me contou, não teve negócio de cervejinha, chicletinho e muito menos papinho de uma hora com a "moça de colhões". Falei a mesma coisa pra ele, se tivesse sido comigo, teria ligado o turbo! kkkk! Xau
hauihaiuahiuahiuhaiu
Essa é muito boa... Só o Johnny mesmo!!! Eu lembro do dia que ele mostrou o Juarez pra gente... kkkkkkkkkkkkkkkkk
figura
Como assim nao teve cervejinha?
Escutei o Jonhy contar a historia e tinha essa parte... e ele contou com ruiqueza de detalhes e essa parte eu nao me esqueço.
Eita jonhy!!!
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