Mais de um milhão de pessoas reunidas no mesmo local para comemorar os 48 anos dessa Brasília-véa-sem-lei. "Vai dar merda", pensaria um mais precavido. Nem mesmo o maior efetivo policial já reunido na história da Capital da República deu conta de todas as confusões. As histéricas e, pasmem, histéricos pelos "cucarachas" do RBD deram mais trabalho. Invasão da Área VIP, com a derrubada do cercadinho que separava o público, invasão de palco, incêndio nas grades laterais, desmaio, convulsões (!!!)... Se fosse um filme se chamaria A Hora do Pesadelo. A pobre molecada? Segundo último levantamento, o número de crianças perdidas chegou a 180!Pior foi o metrô e a rodoviária do Plano Piloto. Apocalypse Now - versão do diretor, sem cortes... Chegou um momento em que um transeunte não conseguia ir pra frente, nem pra trás. Há imagens de pessoas entrando nos coletivos pelas janelas. PELAS JANELAS!!! O pior é quando uns macacos travestidos de gente colocam em prática a irracionalidade. Aí caga tudo de vez. O metrô foi usado, abusado e depredado. Dos 17 trens em circulação, três foram arrebentados. A Hora do Rush... Êta Brasíla-véa-sem-lei...
Os shows da noite serviram de trilha sonora para a macacada distribuir socos gratuitamente. Que o diga a "banda carioca" Capital Inicial (o Dinho Ouro Preto se esforça para falar como um nasxxxxxxxxcido e criado no Rio de Janeiro). Fora as confusões isoladas, o próprio mezzo brasiliense, mezzo carioca Dinho teve que pedir no microfone para a macacada parar de brigar. Pela manhã, o noticiário anunciou que houve um espancamento durante o show do Capital. Clube da Luta... Em frente ao palco, os policiais tiveram que usar spray de pimenta para dispersar os macacos que se acotovelavam gratuitamente, achando que eram os donos da situação. Minutos antes da apresentação do gente boa Leonardo, os tiras dispararam duas vezes para o alto para dispersar uns brigões, o que provocou um início de tumulto e correria. Corra Que a Polícia Vem Aí... Essa é a Brasíla-véa-sem-lei."Mas não teve nada bom?!", perguntaria alguém quem não foi ao local. Sim, claro, teve muitas coisas bonitas. Como o "Piscinão do Museu da República", onde a criançada, com toda a sua característica "tô nem aí pra nada", fez a arruaça nas águas "profundas" do espelho d´agua de lá. E nem mesmo os insuportáveis 30º que deviam fazer no início da tarde desanimaram a gurizada para enfrentar as filas quilométricas da brinquedoteca gigante... A Era da Inocência. A queima de fogos por intermináveis 20 minutos ofuscou até mesmo a lua cheia e amarelada, comprada por P.O., segundo alguns de seus interlocutores. A cerveja gelada a R$ 1,50 era covardia - na verdade o preço era R$ 2, mas o ambulante, numa política de fidelização de clientes, fazia a um preço mais camarada. A velhota de 359 anos, toda banguela, que lascou um beijo no cangote de um pobre mancebo, sentado no colo da sua garota. A velha não se intimidou com a presença da adversária e ainda entoou uma canção antes de partir para o ataque. Lolita...
Os anônimos - esses tiveram participação fundamental para animar a festa. Um figura cheio de dreadlocks de aproximadamente 16 anos caminhava solitariamente pela Esplanada, vestido em um terno preto impecável, camisa preta, gravata vermelha e... tênis branco de cano longo (daqueles usados para jogar basquete). O Terno de 2 Bilhões de Dólares. Mas esse não se destacava mais do que o híbrido de Conan, o Bárbaro com Príncipe Adam (o He-Man antes dos poderes de Greyskull). Do alto de seus 1,90m, o sujeito transita tranqüilamente só de sunga, chinelos e com seus cabelos compridos cacheados no melhor estilo Luiz Caldas, só que descoloridos. Um cara desses tinha que ser preso por atentado violento ao pudor!!!
O Seu Cabeleira acompanha sua esposa e três amigos do filho. Depois de várias cervejas a R$ 1,50, dois desses amigos vão urinar numa árvore daquelas bem largas. Enqüanto dão aquela mijada, os caras percebem a aproximação de um terceiro elemento, que encosta no lado oposto da árvore e passar a respingar mijo para tudo quanto é lado. Um dos caras fala em voz alta propositadamente para o folgado ouvir: "Porra! Tem um cara aqui que quase mijou na minha perna!". Segundos depois, um odor de chorume vencido páira no ar. O outro amigo pergunta: "Tu tá podre hein?! Você peidou?!?!?!". O camarada nega a acusação e fala em voz alta novamente: "Tá doido?! Se eu peidasse fedido desse jeito você podia me enterrar agora. Deve ter sido esse mesmo cara aí que quase mijou na minha perna". Terminado o xixi, eles dão a volta na árvore e dão uma olhadela de lado para ver quem era o mijão/peidão. O Seu Cabeleira!!! O próprio, que também ficara surpreso e sem graça ao reencontrar os dois amigos.
Mas o anônimo da noite foi um tal de Bueno. Esse sabe o que faz. Avistou uma gordinha horrorooooooooosa e institivamente abordou: "Olha só quem está por aqui!... O que foi? Não está me reconhecendo?!". A gordinha horroroooosa estranhou a situação, olhou, pensou e admitiu: "Desculpe, não te conheço". Bueno foi rápido no gatilho: "Eu também não. Mas a gente resolve isso agora. Vem cá!". Pegou a gorda pelo braço, levou no canto e poucos minutos depois já estava comendo a língua da gorda. Desnecessário... O Exorcista. É por essas e outras que a festa dessa Brasíla-véa-sem-lei fez valer o "ingresso". Não tem RBD, Leonardo, Capital Inicial ou Chiclete com Banana que atue melhor do que um Bueno, Conan, o Bárbaro, Seu Cabeleira e outros tantos anônimos que fazem essa cidade uma coroa enxuta, cheia de problemas, mas que tem a sua graça.
Sem mais para o momento...
4 comentários:
Momentos unicos!
Uma experiencia antropologica.
Agora a melhor frase da noite, vc sabe qual foi.
"... um idiota!!" kkkkkkkk
O conam foi um dos personagens mais comedias e sem noção que já em dez anos de eventos nessa Brasila...
E que velha safada essa!
Ou o atacado que era demais?
Uhmmmmmmmmm....
Linda a festa com a Lua do PO!
Deus o livre!!
Graças ao bom e velho plantão de fim de semana, papai não passou por essa experiência antorpológica, como diria bubu.. Sem falar na caganeira descompassada. Néééé! Xau
um texto beat candango, digamos!
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