segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Morales - o rei das putas

"La Cicciolina American Bar: R$ 20,00, com direito a dois drinks. Belíssimas loiras, ruivas, negras e morenas fazendo strip até as 6h da manhã". Moralez, Benitez e Gonzalez, três mexicanos de férias no Rio de Janeiro, ficaram felizes que nem pintos no lixo com o tentador outdoor daquela casa de moças "virgens", no bairro do Leme. "E ainda aceita Visa Electron! É aqui mesmo que a gente vai ficar!", sentenciou Benitez, que nunca anda com dinheiro no bolso, apenas com seu cartão do banco e a carteira de motorista.

Logo na entrada do recinto, los tres compadres fazem amizade com Jaiminho e Sr. Miyagi, dois garçons coroas gente fina. Foram eles que serviram de cara três caipirinhas caprichadas para os rapazes e outros tantos ao longo da noite. Enqüanto esperava pelo seu drink, encostado no balcão, Benitez foi abordado por uma das "virgens", uma bela morena, estatura média, seios fartos, coxas torneadas e aquela cara de safada. "Estou contigo garoto...", sussurrou a morena no ouvido de Benitez, cravando sua mão nas bolas do babaca. Reação? Saiu de lá correndo, à procura de seus compadres. "Cara, uma mulher acabou de me azarar ali. Até pegou no meu saco!", comentou com Gonzalez, que, de primeira, indagou: "E aí? O que tu fizeste cabron?!". Meio incabulado, o amigo respondeu: "Porra.... eu fiquei abalado. Por alguns instantes eu me esqueci que estávamos em uma casa de moças 'virgens'", justificou o cabron ainda abalado e jurando que na hora pensara estar em uma boate normal, com playboys, patricinhas, malas, piriguetes, DJs da moda e etc.

Paralelamente a esse debate entre Gonzalez e Benitez, do outro lado do salão estava Morales, já com um sorriso de orelha a orelha, sentado em uma mesa com uma garota de cada lado. Mais do que isso, sua mesa estava estrategicamente posicionada ao lado do poste onde as senhoritas escorregavam. Era o braço esquerdo sobre a loira, o direito sobre a morena e os olhos vidrados na ruiva de cabeça pra baixo no poste. Os amigos tentaram uma aproximação, mas a loira e a morena só queriam saber de Morales. Ele começava a estabelecer ali o seu reinado...

Os outros dois camaradas ficaram a noite circulando pelo recinto, sempre com um drink na mão. Um atrás do outro, sem limites. Vez ou outra paravam para assistir aos shows. Entre uma apresentação e outra, Morales continuava "arrebentando". Passava a mão nas dançarinas, pedia para subir no poste junto com elas, ajoelhava no chão, distribuía bebida, entrava no camarim junto com as meninas, ajudava a vestir a roupa... Estava se achando o verdadeiro dono da situação. Até a "tiazona" delas, aquela que cuidava das coisas por trás das cortinas, simpatizou com o mexicano. Os garçons Jaiminho e Sr. Myiagi só observavam, com um cínico sorriso estampado na cara, como quem dissesse: "isso vai dar merda...".

O INÍCIO DA DERROCADA DE MORALES
Eis que o "rei das putas" foca suas constantes investidas numa musa de cinema. Alta, coxas duras, bunda empinada, peitos na medida certa, cintura fininha e um belíssimo rosto branquinho contornado por longos e lisos cabelos pretos. "Meu Deus! É ela... é com ela que eu quero ficar pra sempre... ", comentou Morales, de boca aberta. Partiu pra cima da gata e iniciou sua interminável azaração, que se estendeu por quase duas horas. Como se diz por aí, "ficou casado" com a gata. Até parou com as "tentativas de estupro" nas demais. Benitez e Gonzalez, encostados no balcão com seus drinks e jogando conversa fora com Jaiminho, tinham certeza de que Morales não sossegaria enqüanto não fosse além dos amassos nas coxas dela. Mas eles, nem mesmo Morales, Jaiminho e Myiagi, não haviam percebido um detalhe. A musa da noite era a maior junkie do Leme, fissurada em pó e derivados. E isso... foi a desgraça daquele pobre mexicano.

Em um dos raros momentos que Morales deu trégua à musa, em uma das idas ao banheiro, um vovô garoto abordou a musa da noite. Cinco minutos de conversinha e eles se levantam. O vovô paga a conta e sai de mãos dadas com a moça. Quando Morales retorna do banheiro, cambaleante, percebe que tinha tomado aquela furada de olho de um coroa de 60 anos! "Tô fodido mesmo. Só me resta me juntar aos caras e ao Jaiminho e sair fora...", pensou Morales. Mas antes mesmo de chegar ao balcão, ele cai de cara naquele chão limpinho do La Cicciolina, derrubando um monte de cadeiras e mesa. "Iihhhhh, esse aí está com vocês, não está?", questionou Jaiminho aos compadres, que ainda tentaram ajudar rapidamente, mas Morales se negou a aceitar ajuda. "Sai fora. Deixa que eu consigo levantar sozinho. Me deixa...", falou o machão. Mas aquilo fora o suficiente para os outros dois dar um basta naquela farra e ir pra casa.

EMBARQUE PARA O INFERNO
"Olha só quem está aqui!!!! Você me largou lá dentro, né?! Safadinha... mas eu te achei de novoooo", disse Morales, feliz da vida, ao rever sua musa do lado de fora do local. Ela deu de ombros e continuou ao lado do vovô-furador-de-olho, que estava ali apenas à espera de um táxi para um motel. Mas Morales é guerreiro. Continuou insistindo com a musa. O vovô-furador-de-olho, já emputecido com a inconveniência daquele cabeludo, não quis saber e deu as costas. Entrou no primeiro táxi que passou por ali e largou a moça com Morales. "Seu desgraçado. Tá vendo o que você acabou de fazer?! Melou o meu esquema! Seu viado, turista de merda!". A puta ficou puta. "Calma gata! Te quiero", devolveu o galante.

Soltando fumaça pelas ventas, a musa parou um táxi e sentou no banco de trás. Morales, no limite extremo da inconveniência, entrou em seguida. Não deu nem tempo de ela se acomodar direito e já saía pela outra porta, fugindo do taradão. Como numa perseguição daqueles filmes de comédia pastelão, à lá Loucademia de Polícia, Morales saiu junto, também pela mesma porta oposta. A situação se repetiu em três táxis seguidos. No quarto, a musa cravou uma diretaça. "Tu está mesmo a fim de me comer todinha???? Quer um cú?! Então vem comigo. Motorista, pega a Avenida Atlântica". Morales virou-se para Gonzalez, Benitez, Jaiminho e Myagi, que observavam tudo a cerca de 30 metros dali. Ele fez um sinal de "jóinha" e, com um sorriso sem-vergonha na cara pediu aos amigos. "Cabrons! Me esperem. Daqui a pouco eu volto". Mal sabia que ele acabara de comprar sua passagem para o inferno...

7 comentários:

Pangaré disse...

hauihauiahi
Quero saber quem é essa figura!!
Coloca logo a continuação!
Abraço

Petrô disse...

Caralho...
Agora estou curioso, muleque

Tio Vick disse...

O cabeludo não sabe brincar!

dudu disse...

Sr. Miyagi é sacanagem!!!!!

Sem mais para o momento...

Paulo Palavra disse...

AuAHuAHuAhaUAHuAHaUhaUaHuahau

Que clima de novela!! Na hora do acontecimento, fica pro próximo capítulo...

Glayce disse...

=P e a puta ficou puta por pouco tempo... eu acho! Nossa, parece ficção... quero ler a continuação...


a foto da "moça" dançarina do cabelo rosa...hum, eu AMO o filme dela, sabia? o melhor dos melhores...

bjs

vintão disse...

HAHAHAAHAHAHAH! Como diria a namorada de um amigo nosso, "esse teu blog ainda vai matar alguém"! kkkkkkkkkkkkk